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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

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O Rossio Deserto

O dia em que o Rossio parou. No dia 21 de Julho de 1928, o aspecto da Praça D. Pedro IV, era como se atesta pelas fotos, o de uma ausência total de pessoas. Nesse dia noticiava o Diário de Lisboa na sua última página, dedicada às últimas notícias, que o trânsito dos populares só se efectuava pelas ruas transversais da Baixa, e que o trânsito de eléctricos e de automóveis continuava paralisado em toda a cidade, o mesmo acontecendo com o comércio, que se encontrava encerrado.
Estes acontecimentos, ocorreram na sequência da "Revolta do Castelo", iniciada no dia 20 de Julho e que durou até dia 27 do mesmo mês.

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Rossio, 21 de Julho de 1928, foto de Paulo Guedes, in a.f. C,M.L.

"Revolta do batalhão de Caçadores 7 do Castelo se S. Jorge em Lisboa, sob o comando do capitão João Augusto Gonçalves, apoiado por Jacinto Simões e Agatão Lança. O comando pertence ainda ao reviralho, visando repor a situação derrubada pelo 28 de Maio de 1926, sendo activa na conspiração a chamada Liga de Paris. O inspirador parece ter sido o antigo ministro da guerra, coronel José de Mascarenhas. Jugula a revolta o coronel Farinha Beirão, em Lisboa, e o major Lopes Mateus em Viseu. Há também levantamentos conjugados em Pinhel, Setúbal, Castelo Branco, Guarda, Entroncamento e Barreiro. Estava para ser lançada uma proclamação assinada por José Mascarenhas, Filémon de Almeida e Sarmento Beires. Outros implicados são Maia Pinto, Aquilino Ribeiro, Neves Anacleto, António Gomes Mota, Amâncio Alpoim e o capitão Carlos Vilhena. 7 mortos, 20 feridos e 240 prisões. Governo emite Decreto nº 15 790, em 27 de Julho, sancionando os implicados. Em 31 de Julho cria uma Intendência Geral de Segurança Pública, integrando a GNR, a Polícia de Segurança Pública, a polícia internacional e a polícia de informações. Para o comando é nomeado em 22 de Agosto o coronel Fernando Mouzinho de Albuquerque."
in http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/revoltas/ditadura_e_estado_novo/revolucao_do_castelo.htm

golpe militar 20 julho de 1928, estudio maio novai

Rossio, 21 de Julho de 1928, foto de Estudio Máriio Novais, in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian

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 Rossio, 21 de Julho de 1928, foto de Paulo Guedes, in a.f. C,M.L.

Ermida dos Fiéis de Deus

"Vivia no sitio da actual ermida um ermitão, como os havia em muitas outras partes. Este assumira a si um extraordinário encargo: era elle só o azylo de infância desvalida, ou antes a creche da era de quinhentos. Recolhia no seu albergue de colmo todos os meninos perdidos, que encontrava extraviados de seus paes, e mantinha-os em quanto lh'os não iam reclamar.
Foi no anno de 1551 que um tal Affonso Braz, cuja personalidade é completamente obscura, segundo creio, fundou ali mesmo, á sua" custa, uma capella decente, dedicando-a ás Almas do purgatório.
Ainda hoje quem entra a porta da ermida lê ao seu lado esquerdo a seguinte inscripção:
«Na era de 1551 se edificou esta capella das Almas do Purgatório, e o fundador d'ella foi Affonso Braz, o qual jaz aqui. Pede uma Ave Maria. Falleceu a 20 de Janeiro de 1569».
Esta capellinha das Almas, ou dos Fieis de Deus, como também se dizia já no primeiro quartel do século XVII, tinha o seu ermitão, encarregado de arrecadar os taes meninos perdidos.
Em 1620 quiz alguém fundar na ermida um Recolhimento da Ordem dos Trinitarios; mas vejo também prohibida a fundação, sem se darem os motivos, pela Carta Regia de 17 de Junho do mesmo anno. O motivo seria a necessidade de cohibir o desenvolvimento demasiado que iam tendo as instituições monásticas; era um não acabar de conventos de Frades e Freiras; uma espécie de moda, a que foi urgente pôr um dique.
Mencionarei o antigo adro, que era realmente um desnecessário empacho em viella tão estreita, e existiu até 1837. Em Novembro officiou a Camara ao Administrador do Julgado ordenando a demolição. Ainda hoje quem passa percebe na cantaria o signal do antigo adro, e nas hombreiras das portas o vestígio do rebaixamento, que obrigou a accrescental-as pela parte inferior. E fiquemos por aqui quanto á ermida dos meninos perdidos."
in "Lisboa Antiga" - "O Bairro Alto de Lisboa", Vol. III, de Júlio de Castilho

Ermida dos Fiéis de Deus, 1959, foto de Fernando

Ermida dos Fiéis de Deus, 1959, foto de Fernando Manuel de Jesus Matia, in a.f. C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, N.º 42, 18

Atlas da carta topográfica de Lisboa, N.º 42, 1856, de Filipe Folque, in A.M.L.

Ermida dos Fiéis de Deus, fachada principal,foto

Ermida dos Fiéis de Deus, fachada principal,foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

 

Av. D. Carlos I

Quando está florida, como no caso da foto que ilustra este texto, a Av. D. Carlos I apresenta-se-nos em todo o seu esplendor.
A construção desta artéria, surgiu da necessidade de ligar a Rua 24 de Julho (actual Avenida com a mesma designação), ao Palácio das Cortes.
Com a extinção das Ordens Religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional, onde outrora existiam terrenos agrícolas, pertencentes ao Mosteiro da Esperança, podia-se então construir um novo arruamento, demolindo-se para tal, parte do Mosteiro para que a via tivesse 25 metros de largura e fosse possível a ligação entre o Largo da Esperança e o Palácio das Cortes.

O primeiro projecto para esta ligação data de 1865, e o segundo de 1879.
Em 28 de Dezembro de 1899, dia de aclamação de D. Carlos I, foi inaugurada esta rua, prolongamento para Norte da Rua do Duque da Terceira (que terminava junto ao Largo da Esperança), tendo o conjunto recebido o primeiro nome de Rua D.Carlos, depois mudado para avenida das Cortes, posteriormente para Av. Presidente Wilson e finalmente o nome que hoje ostenta Av. D. Carlos I.

Av. D. Carlos I, foto de Ricardo Fernandez in flic

Av. D. Carlos I, foto de Ricardo Fernandez in flickr

Atlas da carta topográfica de Lisboa, N.º 41, 18

 Atlas da carta topográfica de Lisboa, N.º 41, 1857, da Filipe Folque, in A.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, N.º 49, 18

Atlas da carta topográfica de Lisboa, N.º 49, 1857, da Filipe Folque, in A.M.L.

Largo da Esperança e o Chafariz da Esperança, sd

Largo da Esperança e o Chafariz da Esperança, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Estado anterior à abertura da rua D. Carlos I, in A.M.L.

Planta com a localização dos terrenos municipais

Planta com a localização dos terrenos municipais na avenida Dom Carlos I, in A.M.L.

Planta com o alinhamento da avenida Dom Carlos I.j

Planta com o alinhamento da avenida Dom Carlos I, in A.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 9 F, 1911, de Albert

Planta Topográfica de Lisboa 9 F, 1911, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 9 E, 1911, de Albert

Planta Topográfica de Lisboa 9 E, 1911, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

 

 

Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos versus Sala dos Azulejos

A Comunicação Social atribuiu um novo nome ao "velho" refeitório dos monges que ocuparam o Mosteiro dos Jerónimos, e que posteriormente serviu de refeitório aos alunos da Casa Pia.

Hoje ao longo do dia, ainda não pararam de apelidar "Sala dos Azulejos", a uma divisão que já tem uma denominação desde 1518.
Bastava consultar a página oficial do referido mosteiro para constatar:
"Refeitório"
"Foi construído entre 1517 e 1518 pelo mestre Leonardo Vaz e seus oficiais. De abóbada polinervada e abatida, exemplifica o gosto mais comum da época manuelina.
Por debaixo de grossos cordões de pedra, as paredes estão revestidas por um silhar de azulejos de 1780-1785. Os seus painéis representam no topo norte o Milagre da multiplicação dos pães e dos peixes (Novo Testamento) e nas paredes laterais cenas da Vida de José do Egipto (Antigo Testamento).
Na parede oposta às janelas, existiu um pequeno púlpito de madeira destinado à leitura, durante as refeições, da Sagrada Escritura e das Vidas dos Santos.
No lado norte, encontra-se uma tela do séc. XVII representando S. Jerónimo, atribuída ao pintor régio Avelar Rebelo. No topo sul, sobre a chaminé de aquecimento, pode ver-se uma pintura mural a óleo, “Adoração dos Pastores”, atribuída a António Campelo (finais do século XVI) e restaurada em 1992."
in http://www.mosteirojeronimos.pt/pt/index.php?s=white&pid=213&identificador=

Refeitório da Casa Pia de Lisboa no Mosteiro dos

Refeitório da Casa Pia de Lisboa no Mosteiro dos Jerónimos, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Planta do Mosteiro de Belém

Lado Norte do refeitório, tela de S. Jerónimo, f

Lado Norte do refeitório, tela de S. Jerónimo, s/d,foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Casa Pia de Lisboa no mosteiro dos Jerónimos, ref

Casa Pia de Lisboa no mosteiro dos Jerónimos, refeitório, 1945, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Estátua de D.Afonso Henriques

Por iniciativa do Governador Civil do Porto, o sr. coronel Joviano Lopes e custeada por subscrição publica, a estátua de D. Afonso Henriques que se encontra no Castelo de S. Jorge, foi uma oferta da cidade do Porto a Lisboa, por ocasião das comemorações do VIII centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros.
Inaugurada no dia 25 de Outubro de 1947, esta estátua deixou no entanto sérias questões de orientação a um dos grandes Olisipógrafos, vejamos pois o que a este respeito nos diz Augusto Vieira da Silva:
"A estátua do nosso primeiro Rei, agora aí situada, mas tão mal orientada.
Que beleza teria o monumento de D. José se o cavalo voltasse a garupa para o rio? Todas as estátuas de Lisboa erigidas em pontos de onde se desfruta o rio, de Afonso de Albuquerque, do Marquês de Sá da Bandeira, do Duque da Terceira, e até algumas de onde ele não se avista como a de Alvares Cabral, do Duque de Saldanha e de D. Pedro IV, estão voltadas para o Tejo, rio que é a razão de ser da nossa cidade, e só D. Afonso Henriques, Rei para quem tanto contribuiu este rio na conquista de Lisboa, e que o desfeiteou voltando-lhe as costas."

Estátua de Dom Afonso Henriques, post. a 1947 fot

Estátua de Dom Afonso Henriques, post. a 1947 foto de Arnaldo Madureira, in a.f. C.M.L.

Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Li

Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros - militares junto da estátua de Dom Afonso Henriques, 1947, foto de Claudino Madeira, in a.f. C.M.L.

Estátua de Dom Afonso Henriques, 1961, foto de Ar

 Estátua de Dom Afonso Henriques, 1961, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Estátua de Dom Afonso Henriques, c. 1954, foto de

Estátua de Dom Afonso Henriques, c. 1954, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Palácio Sandomil ou Palácio das Chagas e a Tabacaria Martins

A propósito de se falar no encerramento da "Tabacaria Martins", loja a que a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu a classificação de "Loja com História" (uma do restrito grupo de 63 que a edilidade distinguiu), localizada no número 4 do Largo do Calhariz, e de portas abertas desde 1872, convinha lembrar que o edifício onde a mesma se encontra, é o Palácio das Chagas, ou Palácio Sandomil e também ele, é um imóvel de "Interesse Público" (Decreto n.º 47 984, DG, 1.ª série, n.º 233 de 06 outubro 1967).
O interesse publico advém, segundo o SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitectónico) do facto de o Palácio ter 2 tectos pintados que integram o Inventário Municipal do Património com o n.º 49.04.

Palácio de Sandomil, 1968, foto de Armando Serôd

 Palácio de Sandomil, 1968, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Palácio de Sandomil, 1968, foto de Armando Serôd

pormenor da foto anterior, mostrando a Tabacaria Martins

Tabacaria Martins, foto em CÍRCULO DAS LOJAS DE C

Tabacaria Martins, foto in CÍRCULO DAS LOJAS DE CARÁCTER E TRADIÇÃO DE LISBOA

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Tecto da Sala das Metamorfoses, foto SIPA

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Salão Nobre: tecto em gamela, foto SIPA

bibliografia

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4005

Igreja de São Nicolau

Após um curto descanso, aproveito para desejar aos caros e prezados leitores e amigos, os Votos de um Excelente Ano de 2017.

A Igreja de São Nicolau, aparece citada no documento «Episcopado» (1209 a 1229), no reinado de D. Afonso II ou de D. Sancho II, e nas «Inquirições» do reinado de D. Afonso III (1248 a 1274). O local onde se encontrava essa igreja, é precisamente o mesmo em que se encontra a actual.
Seriamente danificada pelo terremoto de 1755, veio a ser reedificada a expensas da Irmandade do S. Sacramento e Nossa Senhora da Caridade, tendo as obras sido iniciadas em 1775 com a remoção das ruínas, e o lançamento da primeira pedra a 1 de Setembro de 1776.
A Igreja com o risco do arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos, é no entanto construida com disposição diferente da sua antecessora, enquanto a original tinha a sua frente para Poente, a nova edificação é feita tendo a parte frontal virada a Norte.
A conclusão das obras data de 1850.

Igreja de São Nicolau, fachada principal, 1959, f

Igreja de São Nicolau, fachada principal, 1959, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

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Ruínas da Igreja de S. Nicolau - http://purl.pt/12181/1/index.html#/15/html

Planta do centro histórico de Lisboa anterior ao

Planta do centro histórico de Lisboa anterior ao Terramoto de 1755, in A.M.L.

Levantamento topográfico de Francisco e César Go

Levantamento topográfico de Francisco e César Goullard planta n.º 43. 1879, in A.M.L.

Igreja de São Nicolau, fachada principal, sd, fot

Igreja de São Nicolau, fachada principal, s/d, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Bibliografia:

"Dispersos" Vol. I, de Augusto Vieira da Silva

SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

 

 

Chiado Terrasse

Continuando a nossa viagem pelo Chiado, guiados pelas palavras do Eng. e Olisipógrafo Vieira da Silva:

"A primeira casa, que esquina para o largo do Chiado, é um prédio de rendimento. O segundo prédio é o animatógrafo denominado Chiado Terrasse, que foi construído em 1905 em terrenos adquiridos ao capitalista Dr. A. A. Carvalho Monteiro; funcionou primeiro ao ar livre, e foi reedificado em 1910 como salão para exibições cinematográficas, conquanto por vezes tenha servido para outros espectáculos."

in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

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Cinema Chiado Terrasse, c. 1908, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Cinema Chiado Terrasse, 1911, foto de Joshua Benol

Cinema Chiado Terrasse, ant. a 1911, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Cinema Chiado Terrasse, 1911, foto de Joshua Benol

Cinema Chiado Terrasse, 1911, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Senhoras passeando junto do cinema Chiado Terrasse

Senhoras passeando junto do cinema Chiado Terrasse, 1912, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Cinema Chiado Terrasse, foto de Alberto Carlos Lim

Cinema Chiado Terrasse, post. a 1910, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Chafariz do Tesouro Velho

"Segue-se-lhe o extenso muro dos jardins do palácio Farrôbo, sito na rua do Alecrim, que ficaram com um portão na rua do Tesouro Velho. Aos muros destes jardins encostava-se um tanque ou pia com 4 bicas, esse tanque, chafariz do Tesouro Velho, que foi construído entre os anos 1853 e 1855, e demolido cerca de 1916, veio substituir o antigo chafariz do Loreto, que tinha uma estátua de Neptuno feita de mármore, e estava situado no local onde se ergue hoje a estátua do poeta Chiado."
in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.

 Chafariz do Tesouro Velho, ant. a 1916, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.

Chafariz do Tesouro Velho, ant. a 1916, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Luna Parque e o Zig-Zag da Vertigem

Ainda não se sonhava com "Wonderland" em Lisboa (não percebo como organizações portuguesas, e em Portugal continuam a utilizar estrangeirismos), quando em 1933 um parque de diversões surgia pela primeira vez em Lisboa, igualmente no Parque Eduardo VII, no ano seguinte "com o início das noites amenas", reapareceria  e com uma outra novidade, a montanha russa, vejamos o que se escrevia à data sobre este "novo entretenimento", para os Lisboetas.
"Apareceu em Lisboa nesta quinzena uma novidade que conta perto de meio século de existência. É um divertimento que deu a volta ao mundo umas poucas de vezes e sempre se esqueceu de aquietar à beira do Tejo. Chamam-lhe Luna-Parque, nome que se usou por Séca e Méca, onde se ofereceu ao gáudio da mocidade...caso é que até esta data memorável de Julho de 33 nunca ao inditoso jovem, morador na cidade das Sete Colinas, se ofereceu aquele gôso de escorregar, cair, atropelar e ser atropelado, tudo a fingir."
in "Ilustração", N.º 14, 16 de Julho 1933

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Vista aérea do Parque Eduardo VII, 1934, na imagem pode ver-se o Luna-Parque e a sua montanha russa, foto de Pinheiro Correia, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, a montanha russa do Luna Park

Parque Eduardo VII, a montanha russa do Luna-Parque quando funcionou pela primeira vez, 1934, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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