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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

A Torre de Belém e a Guerra Civil Americana

O episódio aconteceu a 28 de Março de 1865, quando a navio Confederado "CSS Stonewall" saía do porto de Lisboa, e o navio da União "USS Niagara" mudou a sua posição no porto. Presumindo que ele estava tentando seguir o "CSS Stonewall" antes do fim do período de espera de 24 horas mandatado pela lei internacional, a Torre de Belém abriu fogo contra o "USS Niagara" e o "USS Sacramento" que o acompanhava.

De referir que a missão do "USS Niagara", era a de observar o "CSS Stonewall", que vindo de Bordéus se deslocava para Cuba.

Torre de Belém, sd, foto de Alberto Carlos Lima,

Torre de Belém, s/d, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

TORRE DE BELÉM1.jpg

Torre de Belém a disparar contra o "USS Niagara" e o "USS Sacramento", foto in navsource.org

USS NIAGARA.jpg

 "USS Niagara", foto in navsource.org

USS SACRAMENTO.jpg

 "USS Sacramento", foto in navsource.org

STONEWALL.jpg

 "CSS Stonewall", foto in navsource.org

Calçada Portuguesa

A propósito da exposição "Debaixo dos Nossos Pés", que decorre por estes dias, no Torreão Poente do Terreiro do Paço, veio-me à memória a descrição que por aqui já tinha efectuado, do início da utilização da Calçada Portuguesa.
Sabendo então, que tudo se iniciou em 1842, na Parada do Quartel instalado no Castelo de S. Jorge, por iniciativa do General Eusebio Candido Pinheiro Coelho Furtado, e a partir daí se estendeu um pouco por toda a cidade, vejamos outros pormenores.
Para tudo ser lisboeta na arte do calcetamento, até a matéria prima era lisboeta também. O calcário vinha de Monsanto, das velhas pedreiras do Sabido, de Campolide, ou da Fonte Santa. Havia também calcário bom em Odivelas e Paço d' Arcos. O basalto vinha quase exclusivamente de Monsanto, mas também havia algum de Odivelas. Nalguns raros casos substituía-se o basalto pelo calcário preto de Mem Martins.

Após a utilização dos "grilhetas" (presos do Limoeiro), na construção dos primeiros calcetamentos, e a actividade de calceteiro se estender aos não reclusos, surgiram vários mestres nesta arte, citemos nomes de alguns dos principais artistas:
João Rodrigues - foi mestre durante 28 anos.
Afonso - era "aparelhador", com 50 homens pavimentou todos os passeios da Baixa.
Romão - dirigiu a pavimentação da Avenida da Liberdade.
Aníbal dos Santos - dirigiu a pavimentação das primeiras placas do Marquês de Pombal.
Datas em que foram feitos certos calcetamentos mais notáveis:
Rossio..................................................1848
Praça dos Remolares.........................1850
Largo do Carmo..................................1863
Largo do Camões................................1867
Jardim da Patriarcal............................1870
Praça do Município..............................1876
Largo do Chiado...................................1886
Rua Garrett............................................1888
Av. Liberdade (2 placas).......................1889
R. António Maria Cardoso....................1893
Jardim S. Pedro de Alcântara...............1894
Av. da Liberdade.....................................1900 a 1908
Praça do Comércio.................................1907
Praça Marquês de Pombal (2 placas)...1910

Calçada portuguesa, Campo Mártires da Pátria, 1

Calçada portuguesa, Campo Mártires da Pátria, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

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Visita de Dom Carlos ao Quartel de Caçadores 5, 1904, pode observar-se a primeira calçada Portuguesa, instalada na parada do Quartel, no Castelo de São Jorge, foto de António Novaes, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa na Casa Atlas, 1940, foto de A

Calçada portuguesa na Casa Atlas, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto

Calçada portuguesa, Av. da Liberdade, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Chiado, 1940, foto de Antóni

Calçada portuguesa, Chiado, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Chiado, 1940, foto de Antóni

Calçada portuguesa, Chiado, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Largo S. Domingos, 1940, foto

Calçada portuguesa, Largo S. Domingos, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Largo S. Domingos, 1940, foto

Calçada portuguesa, Largo S. Domingos, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1940, fot

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1940, fot

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1944, fot

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1944, fot

Calçada portuguesa, Marquês de Pombal, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, o Preto da Casa Africana, 194

Calçada portuguesa, o Preto da Casa Africana, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Parque Eduardo VII, 1944, fot

Calçada portuguesa, Parque Eduardo VII, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Restauradores, 1940, foto de

Calçada portuguesa, Restauradores, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Rossio, 1940, foto de Antóni

Calçada portuguesa, Rossio, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Rossio, 1944, foto de Antóni

Calçada portuguesa, Rossio, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Rossio, 1944, foto de Antóni

Calçada portuguesa, Rossio, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Terreiro do Paço, 1940, foto

Calçada portuguesa, Terreiro do Paço, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa, Terreiro do Paço, sd, foto d

Calçada portuguesa, Terreiro do Paço, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada Portuguesa, Rua Augusta, 1940, foto de An

Calçada Portuguesa, Rua Augusta, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada Portuguesa, Rua Augusta, 1940, foto de An

Calçada Portuguesa, Rua Augusta, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada Portuguesa, Principe Real, 1940, foto de

Calçada Portuguesa, Principe Real, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada Portuguesa, Praça Luís de Camões, 1940

Calçada Portuguesa, Praça Luís de Camões, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada portuguesa. Largo S. Julião, 1944, foto

Calçada portuguesa. Largo S. Julião, 1944, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Calçada Portuguesa, Palácio Galveias, 1940, foto

Calçada Portuguesa, Palácio Galveias, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

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Armazém onde estão arquivados os moldes para a construção de mosaicos da calçada portuguesa, 1940, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

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 Calceteiros,s/d, foto de Charles Chusseau Flaviens, in George Eastman Museum

Alfama

"Vêdes vós aquêle monte que leva às costas a sua rêde de ruas velhas, ao longo do bairro mais central, povoado e formoso? aquêle monte que levanta de improviso sôbre despenhadeiros a cabeça torreada, por detrás das duas praças, do Rossio e da Figueira, e vai serenamente descaindo de norte a sul, até falecer às abas do Tejo, por detrás do Terreiro dos antigos Paços Reais?
Pois eis ai, no meio da vossa cidade, a cidade moira; no meio de Lisboa, a cristã e deliciosa, Lissibona ou Aschbounah, a árabe e guerreira."
in "Quadros históricos de Portugal", de António Feliciano de Castilho

Panorâmica de Alfama tirada do Miradouro de Santa

Panorâmica de Alfama tirada do Miradouro de Santa Luzia, 1960-1969, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

Panorâmica de Alfama tirada do Miradouro de Santa

Panorâmica de Alfama tirada do Miradouro de Santa Luzia, 1960-1969, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

Alfama, 1960-1969, foto de Artur Pastor, in a.f. C

Alfama, 1960-1969, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

Alfama, 1960-1969, foto de Artur Pastor, in a.f. C

Alfama, 1960-1969, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

Moços de Fretes

Contou Júlio César Machado, em "Lisboa de ontem", que no batalhão dos empregados públicos havia uma companhia chamada de Pau e Corda, constituída pelo pessoal da companhia braçal da Alfândega. Dizia-se que muitas vezes um ou outro moço de fretes, envergando o capote e sobraçando as correias de policia, fizera o serviço de sentinela a dois tostões por cabeça. Eram muito numerosos os moços de fretes.
Transportavam mobília a pau e corda, nas mudanças que se faziam de semestre a semestre, encarreiravam casamentos, como correio amoroso, e alombavam com o barril de água até ao último andar do mais alto prédio, gordas receitas que os anúncios das gazetas, a Companhia das Águas e as carroças diminuíram.
Nos fins do século XIX, dava-se o nome de Ilha dos Galegos a uma espécie de resguardo no Largo das Duas Igrejas, onde estava o chafariz do Loreto, no sitio do monumento ao poeta Chiado. Era, afinal, um recinto de galegos. O espectáculo mais curioso consistia no momento da participação do fogo. Mal soava o toque de incêndio, a chusma galgava da Ilha dos Galegos para as casas da bomba.

Moços de fretes, 1907, foto de Joshua Benoliel, i

Moços de fretes, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Moços de fretes à espera de trabalho, 1908, foto

Moços de fretes à espera de trabalho, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Moços de fretes, 1908, foto de Joshua Benoliel, i

Moços de fretes, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Moços de fretes, s/d, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Postura Municipal, de 1850

"EDITAL


A CAMARA Municipal de Lisboa faz publicar a seguinte


POSTURA.

 

Ao primeiro dia do mez de Abril de mil oitocentos e cincoenta, nesta Cidade de Lisboa, e Paços do Concelho della, estando reunidos o Presidente e Vereadores abaixo assignados, ahi foi ponderado que attendendo ás avultadas despezas que se tem feito para o embelecimento da Praça do Romulares e Cáes do Sodré com as obras de calçada, e mosaico, a fim de tornar aquelles locaes dignos de uma Capital como esta, e aonde concorre tão grande número de Cidadãos tanto nacionaes como estrangeiros, se tornava de urgente necessidade estabelecer uma providencia que vedasse a prompta damnificação e estrago das mesmas obras: e considerando que os Carros pelo seu pêso e rodeiros, e os homens que conduzem cargas era o maior mal que havia a recear, uma vez que passassem por aquelle recinto, o que traria consigo a inevitavel ruina e desmoronamento da calçada, inutilisando a perspectiva elegante que ora se apresenta; resolveu depois de maduro exame o seguinte:
Artigo 1.º Os carros, Carroças, Seges, e Cavalgaduras, só poderão chegar ao Cáes do Sodré, entrando pela Travessa do Corpo Santo, e saindo pela do Romulares, ficando prohibidos os seus conductores de transitarem com elles por cima do mosaico: sob pena de pagarem pela primeira vez quatro mil réis, metade para o apprehensor, e a outra para o Cofre da Camara, e o duplo pelas reincidencias.
Art. 2.º Fica igualmente prohibido o transito de homens carregados com fretes a páo e corda que se dirijam para embarque ou desembarque no Cáes, devendo seguir o transito marcado no artigo 1.º
§ unico. Exceptuam-se os que fôrem para serviço dos dois predios que ficam dos dois lados da praça.
Art. 3.º O desembarque, e os leilões de Breu, Alcatrão, Agua-raz, e mais generos similhantes, só se permite no Cáes junto ao boqueirão do Corpo Santo, onde igualmente se poderão attestar os Barris, sendo comtudo obrigados a deixarem o Cáes limpo: sob-pena da multa imposta no artigo 1.º
§ unico. Trinta dias depois da publicação da presente Postura, começam a ter execução as suas disposições.
E como a presente Postura não possa obrigar nem produzir effeito legal, sem que se cumpra o determinado no paragrapho primeiro do artigo cento e vinte e um do Codigo Administrativo, deliberou outosim que ella subisse á approvação do Conselho de Districto. E para tudo assim constar se mandou lavrar a presente, que vae por todos assignada.

 

APPROVAÇÃO DO CONSELHO DE DISTRICTO

 

Accordão em Conselho de Districto, etc. Que vista e examinada a presente Postura lhe prestam a sua approvação, a fim de surtir os effeitos legaes, por isso que as suas disposições, sem offenderem as Leis geraes do Reino, estabelecem providencias de boa prdem e policia urbana, para a conservação de calçada e mosaico de que se tracta, em reconhecido proveito e commodidade pública. Lisboa, Sala do Conselho de Districto, em Sessão de 8 de Abril de 1850. - O Governador Civil, Marquez de Fronteira. - Guerra. - Castro e Lemos. - Leitão. - Costa.
E para que se não possa allegar ignorancia, se manda affixar o presente nos logares mais publicos, e de costume.
Camara, em 19 de Abril de 1850. - O Presidente, Nuno José Pereira Basto.
No Diario do Governo de 25 de Abril N.º 96."

 

in "COLLECÇÃO OFFICIAL DA LEGISLAÇAO PORTUGUEZA", ano de 1850

Meridiana dos remolares, foto in Centro Português

Meridiana dos remolares, foto in Centro Português de Fotografia (C.P.F.)

 

Terreirinho das Farinhas

"Não se pode negar curiosidade a este renque, de pequenos núcleos de casas, entre a Rua dos Arameiros, e o Campo das Cebolas, e onde se rasga o Terreirinho das Farinhas, e correm a Travessa das Portas do Mar, defronte do Arco, dos Bicos e do Boqueirão da Palha.
São casas da Câmara Municipal, edificadas depois do Terramoto para as «capelistas» da Misericórdia, que ficaram sem teto; e mais tarde, perdida a sua função, foram arrendadas para armazéns de comércio, ainda característico da Ribeira Velha."
in "Peregrinações em Lisboa" Livro 10, pág. 22, de Norberto de Araújo

Terreirinho das Farinhas antes das demolições, v

Terreirinho das Farinhas antes das demolições, visto da rua dos Arameiros, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Rua da Alfândega, foto de Paulo Guedes.jpg

Terreirinho das Farinhas visto da Rua da Alfândega, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Panorâmica sobre o Terreirinho das Farinhas, sd,

Panorâmica sobre o Terreirinho das Farinhas, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Po

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Po

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, sd, foto de Eduardo Port

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Obras de demolição, 1953, foto de Judah Benoliel

Obras de demolição, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Obras de demolição, 1953, foto de Judah Benoliel

Obras de demolição, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Obras de demolição, 1953, foto de Judah.jpg

Obras de demolição, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Local após as demolições, 1953, foto de Judah B

Local após as demolições, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

O "Atêrro"

"A ideia de aterrar a praia da Boa Vista, «roubando cinqüenta toesas ao rio», vem do tempo de D. João V, como fundamento para realização do vago projecto de um pôrto.
O francês Lebois levantava em 1852 a planta da praia da Boa Vista, e em 1855 começou a ser engolido, gradualmente, o areal; em 1858 entrou a aterrar-se a parte entre o Forte de S. Paulo (Praça de D. Luís) e a praia de Santos, que babujava o fundamento do antigo Paço Real, Palácio dos Marqueses de Abrantes.
Em 1858-1859 abriam-se ruas ou boqueirões transversais, e construi-se a rampa de Santos às Janelas Verdes.
Para se rasgar a Rua 24 de Julho nesta zona expropriou a Câmara à Casa de Abrantes e à de Asseca (cuja frontaria do Palácio ficava na Rua das Janelas Verdes) alguns terrenos, demolindo também barracas na praia existentes.
A muralha de Santos data precisamente de 1860.
O certo é que, a despeito da relativa lentidão da obra, cujo aspecto caótico bem se compreende, em 1865 o Atêrro estava concluído até à Ribeira Nova, e em 1867 até ao Arsenal da Marinha, já com muralha.
É do ano de 1867 que, com o possível rigor, se pode datar o Atêrro. A designação de Rua 24 de Julho, mais tarde convertida em Avenida, é anterior à conclusão do Atêrro."
in "Peregrinações em Lisboa" Livro 13, pág. 86, 87, de Norberto de Araújo

O Aterro frente ao Jardim de Santos, , foto de Jos

O Aterro frente ao Jardim de Santos, s/d, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

Entrada da Rua 24 de Julho, no Aterro da Boavista,

Entrada da Rua 24 de Julho, no Aterro da Boavista, junto da igreja de Santos-o-Velho, foto de José Arthur Leitâo Bárcia, in a.f. C.M.L.

Construção do aterro no Porto de Lisboa, cerca d

Construção do aterro no Porto de Lisboa, cerca de 1860, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Aterro da Boavista, post. 1867.jpg

Aterro da Boavista, post. 1867, in a.f. C.M.L.

Ermida de Nossa Senhora do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos

Na Rua dos Anjos, do lado nascente, sobre o Regueirão, junto à Rua Álvaro Coutinho, situa-se a Ermida de Nossa Senhora do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos. Tem esta ermida sobre o pórtico a data de 1762, data essa, que corresponde à construção da ermida em terrenos doados pelos pais de D. Maria Joana Cardoso Soeiro, (em memória de um outro templo, localizado no Largo de Santa Bárbara), à Irmandade de Nossa Senhora do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos. Criada em 1755, esta Irmandade cujo fundador foi um dominicano de nome Frei Inocêncio, viu confirmada pelo Rei D. José a irmandade em 1759, ano da realização do orago, que foi colocado na Igreja dos Anjos. Em 1765, com a Ermida praticamente concluída, foi a imagem do orago transportada para esta ermida. No seu interior sobressai o azulejo que combina com a talha dourada. A capela-mor está rodeada por um friso azul e branco com motivos rocaille e emoldurada por anjos. Ao centro encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Piedade, colocada numa peanha.
Bibliografia:
SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico
Revelar LX

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Per

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos, Rua dos Anjos, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 11 I, 1910, de Alber

Planta Topográfica de Lisboa 11 I, 1910, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Per

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos, Rua dos Anjos, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

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Imagem SIPA, in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4737

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Imagem SIPA, in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4737

Rua dos Anjos, 1901, foto de Machado & Souza.jpg

Rua dos Anjos, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Palácio dos Azevedos Coutinhos

"Queres perspectiva mais bela, mais peregrina de bastidores naturais, com o posterior da igreja dando contraste à frontaria do solar dos Azevedos Coutinhos?
Não sei em Lisboa de cousa assim. Como esta Alfama se multiplica de aspectos raros, em mistérios de germe urbanista, de imprevistos e de quadros locais que nunca se assemelham, mas de que nossos olhos se vão fatigando, acabamos, em saturação, por não fixar um apontamento. Fica-se entontecido.
O prédio dos Azevedos Coutinhos esplende em quatro varandas setecentistas para a esquina da Rua de Santo Estevão, e três para as Escadinhas tão decorativas, orna-se no gaveto de um belo terraço, com paredes ao fundo de azulejos historiados, de delicioso efeito tomado do Largo. O enquadramento é gracioso, seja qual fôr o conceito que nós possamos ter de beleza nestes quadrinhos bairristas, onde - e é o caso neste sítio - o pitoresco, o religioso, o fidalgo se dão mãos, para que Alfama se apresente nos três Estados.
O Arco do Chanceler, sob o Palácio ao qual dá passadiço, é de volta abatida."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 10, pág. 90, 92, de Norberto de Araújo

Palácio Azevedo Coutinho e arco do Chanceler, in

Palácio Azevedo Coutinho e arco do Chanceler, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa, 12 F, 1909, de Albe

Planta Topográfica de Lisboa, 12 F, 1909, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Escadinhas de Santo Estêvão, Palácio Azevedo Co

Escadinhas de Santo Estêvão, Palácio Azevedo Coutinho e arco do Chanceler, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Arco do Chanceler, entre 1898-1908, foto de Machad

Arco do Chanceler, entre 1898-1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Arco do Chanceler, 1953, foto de Fernando Martinez

Arco do Chanceler, 1953, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Palácio Azevedo Coutinho, início séc. XX, foto

Palácio Azevedo Coutinho, início séc. XX, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Uma perspectiva diferente de Belém

Uma perspectiva diferente de Belém. Datada de 11 de Maio de 1939, abrangendo desde as torres da ala poente dos Jerónimos, à esquerda da imagem, até Pedrouços. Pelo meio podemos observar o terreno onde outrora se situava o Hipódromo de Belém (local que serviu para exercícios militares, e até de campo de aviação), o Gasómetro, a antiga Fábrica de Gás, e bem escondida, a Torre de S. Vicente de Belém.

Panorâmica sobre Belém, 1939, foto de Kurt Pinto

Panorâmica sobre Belém, 1939, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

Mosteiro dos Jerónimos, 1940, foto de Manuel Tava

Mosteiro dos Jerónimos, 1940, foto de Manuel Tavares, in a.f. C.M.L.

Dom Manuel II assistindo aos exercícios de cavala

Dom Manuel II assistindo aos exercícios de cavalaria no hipódromo de Belém, 1910, foto de Anselmo Franco, in a.f. C.M.L.

Experiências aeronáuticas, em Belém, ant. 1908,

Experiências aeronáuticas, em Belém, ant. 1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea sobre a zona de Belém, vendo-se

Fotografia aérea sobre a zona de Belém, vendo-se a fábrica de gás, 1938, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

 

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