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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

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O Camarote Real do Teatro D. Amélia

Uma curiosidade que se prende com o camarote da Casa Real, no antigo Teatro D. Amélia, actual teatro Municipal S. Luiz:
O antigo Teatro D. Amélia, foi construído em terras da Casa de Bragança, onde outrora existiam umas cocheiras, casas de arreios, cavalariças, palheiros, e outras edificações.
Inaugurado em 22 de Maio de 1894, viu o seu nome alterado para Teatro da República, após a revolução de 5 de Outubro de 1910, e posteriormente para Teatro de S. Luiz, em homenagem ao seu empresário, o Visconde de S. Luiz de Braga. Em 1971 torna-se Teatro Municipal com a designação Teatro Municipal São Luiz.
O camarote que a Casa Real detinha no teatro, resultava de um ónus sobre o edifício, e era extremamente sumptuoso, espelhos veludos, tinha uma antecâmara, uma casa de banho própria e uma porta independente.
Com a revolução de 5 de Outubro, e com o embarque da família Real na Ericeira, foram-se as chaves do referido camarote. Constituído o Governo provisório, assim que o primeiro presidente quis lá entrar, não teve outra solução senão mandar arrombar a porta. A quem o objectou dizendo-lhe ser o camarote da Casa Real, respondeu Afonso Costa, que tendo esta sido extinta, o mesmo passaria para a Suprema Magistratura do País, coisa diferente se fosse da Casa de Bragança, entidade particular.
Com a vinda de Sidónio Pais, e a destituição de Bernardino Machado, mais uma vez a chave desaparece, e mais uma vez a solução passa por arrombar a porta.
Novo presidente, novo arrombamento. Só com a resignação de Bernardino Machado, após o 28 de Maio, na pessoa do comandante Cabeçadas, ficou a famosa chave na presidência da República.

Teatro Municipal de São Luiz, antigo teatro Dona

Teatro Municipal de São Luiz, antigo teatro Dona Amélia, post. 1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Teatro Municipal de São Luiz, antigo teatro Dona

Teatro Municipal de São Luiz, antigo teatro Dona Amélia, ant. 1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

O Fado e o Futebol, no Ferro de Engomar

A propósito da equipa Portuguesa de futebol, que participou nos Jogos Olímpicos de 1928, em Amesterdão, uma notícia na última página do "Diário de Lisboa", de 11 de Junho de 1928, tinha como título "A Guitarra que foi a Amsterdam".
Tanscrevo aqui as palavras que acompanham o título:
"Os portugueses levaram comsigo uma guitarra, que gemeu o fado no caminho, serviu para animar os rapazes em Amsterdam, e nela, á falta de orquestra, se tocou o hino nacional.
Ámanhã, por convite feito aos jogadores e aos seus dirigentes, que estes aceitaram, realiza-se, no Ferro de Engomar, na Estrada de Bemfica, uma das festas tradicionais do fado, na qual aparecerão notaveis cantores, e algumas amadoras de fama, que raro cantam em publico.
É um jantar de homenagem aos jogadores, e durante o qual será colocada uma placa de ouro comemorativa, na guitarra que foi a Amsterdam.
Deve ser uma bela reunião da gente dos clubs, em honra dos 18 jogadores. O anuncio que publicamos noutro lugar, diz como o acontecimento se realiza."
O Ferro de Engomar, era um dos mais famosos retiros dos arredores da Lisboa antiga. O edifício original, de meados do século XIX, possuía o característico pátio com latadas. A designação do estabelecimento, adveio da sua sala de jantar, com a configuração de um ferro de engomar.

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Fado amador no restaurante Ferro de Engomar, na estrada de Benfica, c. 1930, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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 O anúncio publicado no "Diário de Lisboa", de 11 de Junho de 1928

Fado amador no restaurante Ferro de Engomar, na es

Fado amador no restaurante Ferro de Engomar, na estrada de Benfica, c. 1930, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Pátio do Geraldes

"Do lado direito da rua de Entremuros, ao fundo de um caminho que se abre em frente da travessa da Fábrica dos Pentes, fica o Páteo do Geraldes. Dentro do páteo — a fachada principal voltada ao poente — o palácio.
Entremos no terreiro. Eu digo ao leitor o que se via há poucos anos ainda. A casa dos Geraldes, sacrificada ao desenvolvimento urbano vai-se derruindo aos poucos. As altas chaminés cónicas que eram tanto da fisionomia do sitio, já lá foram; o resto irá indo."
É desta forma que  Gustavo Matos Sequeira nos apresentava a entrada no Pátio dos Geraldes no primeiro quartel do séc. XX, na sua obra "Depois do terremoto; subsídios para a história dos bairros ocidentais de Lisboa", Vol. IV, impressa em 1933. conheçamos um pouco mais deste palácio e do seu pátio.
Este pátio fazia parte de uma Quinta dos Padres da Congregação do Oratório de São Filipe Nery, adquirida pelo desembargador Bartolomeu José Nunes Cardoso Geraldes de Andrade, por volta de 1775.
Fez-lhe este obras, e, em 1779, já lá se achava residindo o desembargador e sua família, com trinta e seis criados e escravos.
O palácio dos Oratorianos, passou então, a pouco e pouco, a chamar-se «do Geraldes».
Em parte do palácio esteve instalada de 1813 a 1818 o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em 1819, mudou-se o Colégio, para outra casa, e ficou parte da casa devoluta. Nesse ano foi habitar o palácio D. José Sebastião de Saldanha e Daun com sua mulher D. Leonor Manuel de Vilhena e numerosa prole.
Em Agosto de 1831 foi a propriedade vendida em hasta pública, e em 1836, um anúncio indicava o arrendamento da quinta.
Arrendou a casa o Marquês de Penalva, e em 1841 surgia de novo anúncio para o seu arrendamento.
João José Vaz Preto Geraldes e sua mulher D. Joana Carlota Geraldes de Bourbon, habitaram o palácio, de 1844 a de 1845, voltando outra vez a ser mencionados em 1848.
De 1864 a 1871, o Conselheiro Joaquim José Marques Caldeira, morou aqui e, em 1867, os Condes de Farrobo, o Conde de Tavarede e a Condessa de Prado e Silva ocupavam todo o andar nobre.
Em 1869 tinha o palácio um ilustríssimo inquilino, nada menos do que o marechal duque de Saldanha.
A última proprietária do palácio foi a condessa de Foz de Arouce que o herdou de seu pai o marquês da Graciosa, Fernando Afonso Geraldes de Andrade Barba, neto do Desembargador Bartolomeu José Geraldes Cardoso de Andrade.

Em 1914, no âmbito do "projecto da 1ª zona da Picoas", no qual constituía a parcela nº 18, o edifício e restante propriedade, é expropriada por utilidade pública pela Câmara Municipal de Lisboa, em sessão de 3 de Abril de 1914.

Em 1939, ainda subsistiam as bases das chaminés cónicas do edifício.

 

Pátio do Geraldes, sd, foto de José Arthur Leit

Pátio do Geraldes, s/d, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Quinta dos Padres da Congregação de S. Filipe Ne

Quinta dos Padres da Congregação de S. Filipe Nery a vermelho, e o Palácio dos Geraldes a amarelo, in "Depois do terremoto; subsídios para a história dos bairros ocidentais de Lisboa", Vol. I, de Gustavo Matos Sequeira.

Planta Topográfica de Lisboa 9 I, 1911, sw Albert

Planta Topográfica de Lisboa 9 I, 1911, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

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Projecto da Rua Castilho, com a Planta da propriedade da Condessa de Foz de Arouce, Maria Joana de Bourbon Melo Geraldes, herdeira do Marquês da Graciosa, que constitui a parcela nº 18 do projecto da 1ª Zona das Picoas, denominada Pátio do Geraldes e cuja expropriação por utilidade pública foi declarada pela Câmara Municipal de Lisboa, em sessão de 03 de Abril de 1914, in A.M.L.

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in "Depois do terremoto; subsídios para a história dos bairros ocidentais de Lisboa", Vol. IV, de G. de Matos Sequeira

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in "Depois do terremoto; subsídios para a história dos bairros ocidentais de Lisboa", Vol. IV, de G. de Matos Sequeira

Pátio do Geraldes, sd, fotógrafo ni, in a.f. C.M

Pátio do Geraldes, s/d, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

A esgrima no exército. em 1890

Tal era o estado em que se encontrava a instrução no exército, nos finais do séc. XIX, que, em Abril de 1890, "A Vedeta: orgão militar independente.", no seu primeiro número, fazia alusão à situação nos seguintes termos:
"A esgrima no exercito

Todo o exercito que não póde tirar de si proprio os elementos necessarios á sua instrucção, disciplina e manutenção, não tem razão de ser.

Não ha muito, vimos com profunda magua introduzir no exercito individuos da classe civil para adestrar os officiaes no manejo das suas proprias armas, isto é, os que deviam ser instructores passarem a ser instruidos!
Não discutimos as pessoas, nem o podiamos fazer; são cavalheiros estimabilissimos e d'uma aptidão excepcional...poderiam até estes mesmos cavalheiros, remunerados pelo governo, adestrar particularmente os officiaes que lhes fossem indigitados, que depois seriam os mestres d'armas dos seus camaradas.
Tudo, tudo menos o tornar publico que os officiaes do exercito não só não sabiam servir-se das armas com que se «decoravam», mas até eram incapazes de o conseguir sem que individuos da classe civil lhes viessem ministrar essa instrucção.
A disciplina militar funda-se na hierarchia, e essa não a teem aquelles cavalheiros, nem a adquirirão pela consignação d'uma graduação qualquer. É preciso acabar de vez com o ingresso de individuos não militares nos serviços do exercito. «O habito não faz o monge».
N'um momento d'obcecação, commetteu-se um erro - «errare huanum est» -; é virtude não perserverar."

Colégio Militar, exercícios de esgrima, sd, fot

 Colégio Militar, exercícios de esgrima, s/d, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Duelo de esgrima durante uma visita de Dom Carlos

Duelo de esgrima durante uma visita de Dom Carlos à Escola do Exército, 1904, foto de António Novaes, in a.f. C.M.L.

Rei Dom Carlos assistindo a exercícios de esgrima

Rei Dom Carlos assistindo a exercícios de esgrima, 1904, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Torrinha

Das casas edificadas, nas várias quintas, demolidas para a construção do Parque da Liberdade, renomeado de Parque Eduardo VII, em honra do monarca inglês que visitou Lisboa, a que chamava a atenção, não pela sua grandeza, mas pela sua singularidade era a "Torrinha". Tinha a particularidade de ter como parte destacada, uma torre octogonal, rasgada de janelas em dois pisos acima do rés-do-chão, coberta por um telhado em forma de pirâmide também octogonal e toda ela pintada de cor-de-rosa, constituindo um traço fisionómico muito característico de paisagem lisboeta.

Pode-se afirmar que, em 1764 eram a quinta e casas da Torrinha pertença de Luís da Fonseca Claro, oficial da Secretaria do Tabaco, sendo as ditas casas descritas como constando de «lageas e sobrados» e o seu rendimento avaliado em 36$000 réis.
O último proprietário conhecido foi o capitalista José Maria Eugénio de Almeida, que já era proprietário de várias terras confinantes, ficando na posse da família até à cedência à C.M.L. dos terrenos que fazem hoje parte do Parque Eduardo VII.
O último inquilino da Câmara na Torrinha foi Gustave Mathieu, que após intimação para o seu despejo, impugna judicialmente a dita ordem, conseguindo adiar o inadiável.
A demolição da Torrinha começou na Sexta-Feira Santa, 24 de Abril de 1916.

Editado em 22-03-2017, 19:21 H, após colaboração do confrade Bic Laranja, vd, caixa de comentários.

Parque Eduardo VII, casal da Torrinha, ant. 1916,

Parque Eduardo VII, casal da Torrinha, ant. 1916, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

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Quinta da Torrinha, in "Depois do terremoto; subsídios para a história dos bairros ocidentais de Lisboa", Vol. I, de Gustavo Matos Sequeira.

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Monumento aos Restauradores e panorâmica da avenida da Liberdade, a seta aponta a localização da "Torrinha", ant. 1916, foto de Augusto Bobone, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, casal da Torrinha, ant. 1916,

Parque Eduardo VII, casal da Torrinha, ant. 1916, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

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Planta da Av.da Liberdade e do então Parque da Liberdade, publicada na Revista "O Occidente"

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 Avenida da Liberdade, a seta aponta a localização da "Torrinha", ant. 1916, foto de Alexandre da Cunha, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, casal da Torrinha, ant. 1916,

Parque Eduardo VII, casal da Torrinha, ant. 1916, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

 

A Festa da Árvore

Vêm estas fotografias, que ilustram esta publicação acompanhadas da seguinte legenda: "O culto da árvore, alunos das escolas plantam árvores no antigo largo do Matadouro", à qual o arquivo fotográfico da C.M.L. junta esta nota: "Artigo na Ilustração Portuguesa, 1910, 21 de Fevereiro". Consultando a referida publicação, podemos constatar, que não se trata das mesmas fotografias, nem o local apresentado é o mesmo.
Pode-se contudo datar ficar a conhecer o início desta tradição, através de uma passagem do Livro de G. de Matos Sequeira, "Depois do terremoto; subsídios para a história dos bairros ocidentais de Lisboa", Vol. II, em que o autor refere: "Á entrada do novo trôço da rua de Alexandre Herculano, recentemente aberto, é que se realizou, em 1908, a festa da árvore. Trinta e oito acácias foram plantadas por crianças de diferentes escolas da capital."
Editado em 22-03-2017, 18:58 H, após colaboração do confrade Bic Laranja, vd, caixa de comentários

A Festa da Árvore, 1908, foto de Joshua Benoliel,

A Festa da Árvore, 1908-1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

A Festa da Árvore, 1908, foto de Joshua Benoliel,

 A Festa da Árvore, 1908-1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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 A Festa da Árvore, 1908-1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Ilustração Portuguesa, 1910, 21 de Fevereiro - http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1910/N209/N209_item1/P23.html

A Rainha Santa Isabel e o Padrão do Campo Pequeno

O Padrão simboliza a intervenção da Rainha Santa Isabel no conflito entre seu marido, o rei D. Dinis, e o infante D. Afonso, ficando o episódio conhecido como as “Pazes de Alvalade”, conforme consta na lápide:
"Santa Izabel Rainha de Portvgal mandov collocar este padram neste lvgarem memoria da pasceficacao qve nelle fez entre sev marido El Rei D Dnis e sev filho Dom Afonso 4º estando para se darem batalha na era de 1323."

tendo-lhe sido acrescentado:
"No reinado de D.Carlos I
Sendo ministro da Guerra o General L.A. Pimentel Pinto
Foi restaurado este Padrão
Julho de 1904"
A primeira referência conhecida sobre a localização do Padrão data de 9 de Janeiro de 1760, fornecida pelo pároco Urbano Joze de Melo Pinto da Sylva, da freguesia de S. Sebastião da Pedreira, em resposta ao inquérito régio realizado para avaliação dos estragos resultantes do terramoto de 1755.
Outra referência surge em 1862, no " Archivo pittoresco : semanário illustrado", n.º 44, informando-nos que "Acha-se este padrão e inscripção na estrada do Arco Cego, próximo do Campo Pequeno, em um muro do lado direito...

Em memoria d'este novo accordo, a tanto custo alcançado, mandou a santa rainha collocar n'aquelle logar o padrão, que ainda lá vemos.
É singello, modesto, e até humilde, porém n'essas proprias qualidades encerra mais um merecimento, que o recommenda, pois que n'ellas symbolisa a singeleza dos costumes d'aquelles tempos, e a modestia e humildade do viver da santa fundadora."

Em trabalho publicado em 1993, o IPPAR informa que o padrão foi alvo de alterações que descaracterizaram o monumento. "Aquando da sua deslocação para o actual local (embutido num muro pertencente à Câmara Municipal de Lisboa), foram-lhe retiradas a guarda de ferro, as colunas do capitel e a sua guarnição superior. Apresenta-se hoje como uma coluna singela."
Com a construção do edifício da CGD, foi alterada a sua localização, em cerca de 50 metros.
Em 18 de Julho de 1995 ocorreu a inauguração da estrutura na actual localização.
O Padrão foi classificado como Monumento Nacional através do Decreto-Lei de 16 de Junho de 1910, publicado em Diário do Governo n.º 136, I Série, de 23 de Junho de 1910."

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http://purl.pt/6950/3/

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Archivo pittoresco : semanário illustrado, 5.º Ano, n.º 44, 1862

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Archivo pittoresco : semanário illustrado, 5.º Ano, n.º 44, 1862

Padrão da Rainha Santa Isabel, sd, foto de Eduard

Padrão do Campo Pequeno, no local original, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Padrão comemorativo da intervenção da Rainha Sa

Padrão do Campo Pequeno, no local para onde foi transferido, 1949, foto estúdios Mário Novais, in a.f. C.M.L.

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 O que resta do padrão inicial, na nova estrutura, foto in Wikimedia Commons 

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 Padrão do Campo Pequeno, foto in Wikimedia Commons 

Abertura da Avenida da Ribeira das Naus, 1948

"Um dos mais prementes e aflitivos problemas de trânsito na cidade foi durante longuíssimos anos o engasgamento da Rua do Arsenal, única linha directa de contacto entre a zona ocidental ribeirinha e o centro da cidade. O tráfego comercial, os transportes colectivos sobre carris, os automóveis, os próprios peões, forçados a entrelaçar-se com os afanosos carreteiros de tudo, até de peixe, sofreram durante tempos sem fim inclemências e delongas, que todos conhecemos e vivemos...E de repente, quase de um dia para o outro, perante a estupefacção geral do cidadão alfacinha, apeiam-se muros e construções, desaparecem marcos e postes, carreiam-se entulhos para a «caldeirinha», alinha-se o novo pavimento, desenham-se placas, e, quase num abrir e fechar de olhos, surge-nos bela, arejada, airosa, à beira-rio, debruçada sobre o Tejo a Avenida da Ribeira das Naus. Será verdade? Não há dúvida, ela lá está... Sabendo que a cidade esperava impacientemente libertar-se das algemas paralisadoras da Rua do Arsenal, improvisa uma passagem e abre ao trânsito a Avenida da Ribeira das Naus no dia 9 de Agosto de 1948."
in "Olisipo" : boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", A. XI, n.º 44, Outubro 1948

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  Vista dos terrenos antes da abertura da avenida Ribeira das Naus, ant. 1948, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Obras de Terraplanagem, ant. 1948, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Demolições no Arsenal, em primeiro plano, a doca

Demolições no Arsenal, em primeiro plano, a doca seca já coberta, ant. 1948, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Avenida Ribeira das Naus, ant. 1948, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Obras de pavimentação, foto de Judah.jpg

Obras de pavimentação, ant. 1948, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Avenida Ribeira das Naus, ant. 1948, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Ribeira das Naus, foto de Juda

Abertura da avenida Ribeira das Naus, post. 1948, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

 

Os blogs e os seus autores, parte II

Já por aqui tinha feito referência ao caso, um suposto e auto-denominado sítio de "ensino", que também é possuidor de uma página no "facebook", não passa de um embuste.
Tinha eu iniciado as minhas divulgações neste canto, há coisa de um mês, quando fui confrontado com a qualidade de "ensino" do referido sítio. Cópias integrais de artigos e fotos por mim tratadas e compiladas.
Trabalho para quê? Isto está na "internet", logo é de todos, é o que muitos dirão. O problema dos direitos de autor vem de longe, e não se esgota neste caso. Feita a denúncia da situação, foi o referido sítio encerrado pelas autoridades competentes na matéria.
De nada serviu ao intrujo, o aviso. Mudando de plataforma, mas ostentando o mesmo nome, lá vão quais abutres, rapinando as suas presas. Não, não é só a mim, mas a vários sítios que vou acompanhando, os quais vão sendo diariamente sugados do seu trabalho.
Nesta nova plataforma, já por mim foram denunciadas e posteriormente apagadas (pela mesma entidade fiscalizadora), vários artigos que tinham "voado" para tal sítio. Agora constato, através da página que os referidos "autores" possuem no "facebook", que o desplante de rapinar, foi suplantado através da adulteração de fotos, por mim manipuladas, para publicação de uma página pessoal, que também disponho no "facebook", para divulgação deste meu espaço.
A pesquisa demora tempo, é necessário saber o que se procura e onde, acresce a isto, o facto de por uma questão de principio, se nomear os autores do trabalho que não foi o nosso. É por isso que os meus artigos sempre referiram as fontes e os autores, que utilizo nas minhas publicações, não é o caso destes "abutres", que não se dando ao trabalho de investigarem por conta própria, se aproveitam do trabalho de outros, para assim poderem manter os referidos sítios de "ensino".

Seguem-se as ligações de tais "instrutores":

https://portugalmemoria1143.wordpress.com/

https://www.facebook.com/portugalmemoria/?fref=ts

https://plus.google.com/+PortugalmemoriaBlogspotCLA

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A legenda do Arquivo é: Quiosque do Largo de Alcântara, com a data de 1966, Casa Fotográfica Garcia Nunes. O ano da inauguração da ponte foi 1966, e como se pode ver a ponte ainda estava em construção não sendo a data correcta.

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Quiosque do Largo de Alcântara,ao fundo a ponte em fase de conclusão 1965, Casa Fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.. Publicada por mim, em 13 de Março, às 00:06 H, em https://www.facebook.com/aPaixaoporLisboa/

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No caso a foto com a referência à página de onde foi retirada tapada, e com a minha legenda, publicada em 13 de Março às 09:58 H, na referida página.

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 A legenda do Arquivo é: Mercado da Primavera, com a data de 1970, Casa Fotográfica Garcia Nunes.

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Mercado da Primavera, 1970, foto de Casa Fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.. Publicada por mim, em 12 de Março, às 01.43 H, em https://www.facebook.com/aPaixaoporLisboa/

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No caso a foto com a referência à página de onde foi retirada ainda visível, e com a minha legenda, publicada hoje, enquanto eu escrevia este artigo, na referida página.

As publicações acima referidas, que foram apagadas estão nesta publicação de 5 de Março de 2016 - http://paixaoporlisboa.blogs.sapo.pt/os-blogs-e-os-seus-autores-13686

Passado um ano continuam sem ser criativos, a ter que copiar, e roubar o trabalho dos outros.

 

A bênção dos bacalhoeiros

Localizado junto à Estação Fluvial de Belém, o Parque das missas foi, no decorrer do século XX, utilizado como local de bênção dos bacalhoeiros, onde se rezavam missas para os pescadores que dali partiam para a Terra Nova.
A bênção dos bacalhoeiros, era uma festa popular celebrada anualmente, com o fim de abençoar embarcações, e respectivas tripulações no momento da partida para a Terra Nova e Gronelândia.

Benção dos bacalhoeiros em Belém, foto de Antó

Benção dos  lugres bacalhoeiros em Belém, anos 40, foto de António Passaporte, in a.f. C.M.L.

Benção dos bacalhoeiros, procissão, anos 40, fo

Benção dos bacalhoeiros, procissão, anos 40, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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 Benção dos bacalhoeiros, anos 40, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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Navio hospital Gil Eanes, destinado ao apoio dos bacalhoeiros, s/d, foto de casa fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.

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Lugre bacalhoeiro, Adélia Maria, s/d, foto de casa fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.

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Lugre bacalhoeiro Condestável, s/d, foto de casa fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.

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Lugre bacalhoeiro Coimbra, s/d, foto de casa fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.

 

 

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