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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

"Museu Industrial e Comercial de Lisboa"

Em 28 de Julho de 1893, a Revista Ilustrada "OCCIDENTE" dava conta da inauguração de uma exposição industrial, "nos vastos salões do Museu Industrial e Commercial de Lisboa, que está installado no edificio dos Jeronymos."
Iniciativa de Joaquim Tello, diretor do Museu Industrial e Comercial de Lisboa e organizada por Jerónimo Ferreira da Silva, tinha como objetivo dar a conhecer e promover produtos e indústrias nacionais, como prova do progresso e do "rejuvenescimento" do "povo lusitano".

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O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, N.º 531 ( 21 Set. 1893 )

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 Mosteiro dos Jerónimos, início séc. XX, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Forte do Bugio

"Anda nos olhos de todos nós, porque ela se integra sem esforço no complexo paisagístico de Lisboa, a silhueta bem característica, e de certo modo airosa, da velha Torre do Bugio. Emparceirada com S. Julião da Barra coube-lhe, durante pouco mais de um século, a missão de montar a guarda vigilante do passo da barra. Depois, e cumulativamente com aquele encargo, recebeu o de servir de guia a mareantes, o único gue ainda hoje se mantém.
Primitivamente conhecida por Torre da Cabeça Seca, outras designações lhe são atribuídas em numerosos documentos a ela referentes. Assim, chamaram-lhe também Torre de S. Lourenço, de S. Lourenço da Barra e, ainda, de S. Lourenço da Cabeça Seca. Mas a partir de uma determinada altura passou a ser correntemente designada por Torre do Bugio."
in "Olisipo", N.º81, Jan 1958

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 Torre do Bugio, vista aérea,1930-1932, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

"1571 - Francisco de Holanda recomenda em "Da Fábrica que Falece a Cidade de Lisboa" a edificação de um ponto fortificado no meio da barra do Tejo, se possível, na cabeça seca; 1578 - D. Sebastião encarrega D. Manuel de Almada de ali erguer uma fortificação; optou-se por uma construção de madeira, mais tarde desfeita pelo mar; 1586 - D. Filipe II encarrega Frei João Vicenzo de estudar e melhorar o sistema defensivo da defesa da barra; 1590 - propõe que seja de planta redonda; de Madrid, André de Prade recomenda a forma estrelada, mas não foi aceite; ainda neste ano, dá-se ordem para se proceder ao desenho "das barcas e machinas" necessárias para o transporte de pedras e penedos para as fundações; 1593 - Casale escreve ao Rei informando que os "fundamentos debaixo de água" estavam concluídos; 1594 - após a morte de Casale, sucede-lhe Leonardo Turriano, arquitecto geral do Reino, introduzindo algumas alterações; 1595, 12 Junho - é mestre das obras de construção do forte Gaspar Rodrigues, com o ordenado de dez cruzados mensais; 1596 - João Vaz, Juiz ordinário e dos orfãos do reguengo de A-Par-de-Oeiras, dá conhecimento que, foi iniciada esta obra; a cantaria era preparada próxima da Fortaleza de S. Julião da Barra, que tomou o nome de «Feitoria das Obras da Cabeça Seca e também Feitoria d' El-Rei» e em seguida levada por 30 mestres de barcas para o local da construção; 1607 - foram feitas sondagens na Barra, « por cinco engenheiros que foram presentese por outras pessoas práticas e pilotos» que atestaram que esta estava boa e capaz de poderem entrar por ela as naus vindas da Índia; 1608 - os pilotos da Barra da Cascais, declararam sob «juramento dos Santos Evangelhos», que sondaram e mediram a Barra, e que ela se encontrava em boas condições para a entrada de naus vindas da Índia; 1640 - ainda não concluído, já albergava armamento e guarnição; o seu governador espanhol, João Carrilho Rótulo rendeu-se aos portugueses; 1643 - decreto real determina a conclusão dos trabalhos e aponta para que seja um engenheiro português a prosseguir os trabalhos; recomeça a obra superintendida pelo conde de Cantanhede e tendo como encarregado frei João Turriano assistido por Mateus do Couto, em substituição de António Simões; 1675 - decreto refere que a fortaleza passaria a ter comando separado da subordinação de São Julião; 1758 - determinada a construção de 6 faróis na costa, entre os quais São Lourenço, passando assim a dar apoio à navegação; 1807 - ocupada pelos franceses, aquando do ataque do Almirante Roussin; durante este período, surgiram projectos de alterações que não chegaram a ser executados; 1836 - obras de total remodelação do farol - máquina de movimento contínuo e regular de rotação; 1880 - considerada praça de guerra de 2ª classe, estava ainda artilhada com 18 peças de bronze e 2 obuses; 1896 - instalação de novo mecanismo de farol; 1902 / 1903 - Augusto Vieira da Silva, capitão de engenharia introduziu alterações ao nível da cisterna e iniciou a construção de estruturas para acesso de carga que não chegaram a ser concluídas; 1911 - ainda era guarnecida com alguns artilheiros; 1930 / 1940 - dragagem de areias na zona do areal; 1945 - perde todo o seu valor como posição fortificada, tendo sido entregue pelo Ministério da Guerra à Direcção dos Serviços de Faróis do Ministério da Marinha."

in http://www.monumentos.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=6548

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Plan de Lisbonne, 1833. http://purl.pt/4007/3/

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Forte do Bugio, obras de manutenção, 1930 1932, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f.C.M.L.

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"Alçado e corte do Forte de S. Lourenço da Cabeça Seca", Lisboa, Portugal. Desenho aguarelado, Mateus do Couto, 1693. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, Portugal. Códice Casa de Cadaval, Livro das Plantas nº 28. in http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=683

Planta do Forte do Bugio na barra do rio Tejo, aut

"Planta do Forte do Bugio na barra do rio Tejo", Portugal. Desenho, a cores, autor desconhecido, século XVII. in http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=683

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 Forte do Bugio, obras de manutenção, 1930 1932, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Vista do corpo interior, http://www.monumentos.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=6548

 

 

"Sumidoros Publicos"

Em Edital datado de 22 de Setembro de 1953, reflectindo uma postura do Conselho de Districto de 9 de Novembro de 1852, "prohibindo que na Capital se praticassem as funcções naturaes fóra dos locaes para isso destinados", ficam determinados os locais onde o mesmo acto se pode fazer no recato dos "sumidoros publicos".
Um problema que então se deve ter colocado, deve ter sido a quantidade de "sumidoros" existentes, e os poucos lugares onde os mesmos se poderiam encontrar.

Problema que tem perdurado ao longo dos tempos este, dos "apertos", nem sempre existindo um local por perto, para as tais "funcções naturaes, que a decencia manda occultar".

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Urinol público, foto de Paulo Guedes, s/d, in a.f. C.M.L.

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 in "COLLECÇÃO OFFICIAL DA LEGISLAÇÃO PORTUGUEZA" ano 1852

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  in "COLLECÇÃO OFFICIAL DA LEGISLAÇÃO PORTUGUEZA" ano 1853

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Urinol público na Praça Dom Pedro IV , ant. a 1901, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Planta e desenho de um urinol tipo francês, 1899,

Planta e desenho de um urinol tipo francês, 1899, in A.M.L.

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Urinol público, na Calcada do Desterro, 1908, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

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Planta e desenho de um urinol, 18??, in A.M.L.

Mercado da Ribeira, ant. a 1901, foto de Ferreira

 Urinol no Mercado da Ribeira, ant. a 1901, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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 Urinol público, no Largo do Aljube, s/d, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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 Urinol público, na Praça do Comércio, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

Café Martinho

"O café Martinho teve por fundador  Martinho Bartholomeu Rodrigues. Em maio de 1845 ainda este botequim não estava aberto, porque seu dono annunciava na Revolução de Setembro do dia 10 que vendia neve em rama no seu armazém da rua da Figueira, 14, e travessa da Parreirinha, 2 A, e que na sua loja de bebidas na praça do Commercio vendia neve manufacturada. Não citava, porém, o café Martinho.
O mais afamado producto d'este botequim eram os sorvetes, que alli possuíam todo o hyperboreo e saboroso encanto dos gelados napolitanos.
A neve para os manipular vinha de cinco ou seis enormes poços que o Martinho conservava perto de
Santo António das Neves, na serra da Louzã.
Quando o inverno envidraçava de neve as serranias da Estrella — desde os valleiros ás cumiadas —, os poços enchiam-se d'ella, e era cautelosamente resguardada do calor estival, sendo coberta por espessas camadas de palha. O lisboeta encalmado tomava-a durante o verão, confeiçoada em sorvetes e carapinhadas pelo copeiro do Martinho.
O escriptor F. M. Bordallo, que publicou na Imprensa e Lei de 1875 um estudo intitulado Viagem á roda de Lisboa, escreveu acerca d'este café : -«O principal café do largo do Camões é designado pelo nome do seu proprietário; chama-se o Martinho como outros cafés de Lisboa se intitulam — o Freitas, o Marcos Felippe, o Bernardo, o Tavares: não se usa entre nós baptisar estas lojas com designações pomposas; apenas como excepção temos o café Grego e o Suisso. O botequim a que nos referimos tem uma grande sala d'arcarias, cujas columuas são forradas d'espelhos, e um gabinete elegantemente mobilado e ornado para senhoras. Pena é que, para chegarem a este logar reservado, tanto as formosas como as feias tenham de passar por entre nuvens de fumo de tabaco, o que fará dizer ás damas que já visitaram Paris: Çà me semble un caffé estaminet! Horrível insulto para o primeiro café de Lisboa, frequentado pela nossa boa sociedade d'ambos os sexo?, principalmente nas calmosas noites d'estio, em que o sorvete é tão appetecivel»."

in "Lisboa D'Outros Tempos", Vol. II, de Pinto de Carvalho (Tinop)

Café Martinho, 1909, foto de Joshua Benoliel, in

Café Martinho, 1909, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Interior do Café Martinho, 1909, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Interior do Café Martinho, 1909, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Interior do Café Martinho, post. a 1909, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

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 Café Martinho, 1909, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

Café Suisso

"Os terrenos no largo de Camões (lado do Norte) pertenciam á Camara Municipal. Eram os restos do antigo jardim da Inquisição. Porquissimos, sujíssimos, converteram-se em sentinas ao ar livre, tornaram-se o local predilecto, onde os vadios iam catar toda a bicharia parasitaria que lhes habitava a epiderme. N'esses terrenos (lado da rua do Príncipe) existiam duas figueiras. Uma foi derrubada quando se edificaram os prédios, a outra conservou-se do saguão da casa onde está o café Suisso. Poucos annos ha que seccou esta figueira quasi histórica, visto que a ella se referiam os versos feitos por um preso, que gemeu sob ferros nos cárceres da Inquisição, e que, da fresta da masmorra, apenas divisava aquella arvore. Em 1842, o sr. António José da Silva (ferrageiro na rua das Portas de Santo Antão, esquina do becco do Forno), pae do actual proprietário do prédio onde está o café Martinho, comprou essa larga faxa de terreno á Camará Municipal, e construiu dois grandes prédios, cuja edificação terminou em 1810, quasi ao mesmo tempo em que acabava a do Theatro de D. Maria II e a do quarteirão Cadaval.
O café Suisso foi fundado na mesma epocha do café Martinho, isto é, em 1815. Deve seu estabelecimento a dois suissos, um dos quaes, o João Meng, tinha uma padaria á esquina da rua da Escola Polytechnica (Collegio dos Nobres) e da rua da Penha de França. Quando a loja abriu, ainda o prédio não estava concluído. No começo foi pastelaria e café, depois foi só café. Com o decorrer dos annos o café pertenceu apenas ao João Meng, e este legou o aos seus dois caixeiros, que o trespassaram ao actual proprietário.
A' porta do Suisso aconteceu o seguinte caso, que Júlio César Machado narra, com o seu estylo pittoresco, num livro. Passavam uma vez, pouco antes da meia-noite, pela porta do Suisso, o actor Rosa pae e Costa Cascaes (festejado auctor do Alcaide de Faro, do Mineiro de Cascaes e d'outras peças), quando se encontraram com dois marujos inglezes muito ébrios, um dos quaes atirou um socco de tal ordem ao Rosa, que o estendeu no meio da calçada. O notabilissimo comediante estrebuxava, tentava de balde levantar-se, emquanto os inglezes tagarellavam expansivos, desengonçavam-se em gesticulações, zig-zagueavam como 'patinadores no skating-rink.
— Ó sr. Cascaes, o sr. que sabe falar inglez, entenda-se com esses homens !. .
— Eu sei cá falar inglez a estas horas da noite, replicava Cascaes. Levante-se e vamo-nos embora!
A scena, contada depois a Júlio Machado, fèl-o desquadrilhar de riso."

in "Lisboa D'Outros Tempos", Vol. II, de Pinto de Carvalho (Tinop)

Café Suisso, c. 1910, foto de Alberto Carlos Lima

Café Suisso, c. 1910, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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 postal do Largo de Camões e do Café Suisso, do Blog RUAS DE LISBOA COM ALGUMA HISTÓRIA

Café Suisso, c. 1910, foto de Alberto Carlos Lima

 Café Suisso, c. 1910, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Café Suisso, c. 1910, foto de Alberto Carlos Lima

Café Suisso, c. 1910, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Café Suisso, c. de 1910, pormenor de uma foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

Rua das Gáveas, no século XIX

"Por 1838, 1840, a jogatina continuava com furor. Á entrada da rua das Gáveas encontravam-se duas famigeradas casas de mulheres irregulares: á direita a da Chicória, á esquerda a da Joaquina dos Cordões. A casa da primeira occupava dois andares. No segundo, o andar sério, o andar a que davam o nome de sala dos deputados, jogava-se o monte, e a ronda, um jogo de cartas de que já ninguém fala e de que pouquíssimos se lembram.
Muchachos repimpados, repetenados nos canapés, entravam e, concorrência batoteiral com langroias que entrelinham assíduas relações com tascas e boticas; rapaziada gabarola, inexperiente, para a qual tudo isso passava como um regabofe, lá ia largar os seus patacos. Gamberrias de trampistas, alicantinas, tramóias armadas aos estróinas, não faltavam. Estes percalços alli mesmo tinham sua compensação... de concerto com a theoria optimista d'Azaïs.
Na rua das Gáveas, 10, 1.° andar, havia casa de jogo... e o resto em 1826.
O almanak das Pequenas (que não era pornographico), publicado em 1839, alludia a essas casas duvidosas. Depois de citar a casa da Chicória dizia :
Na mesma rua
Ó que peixões !
Mora a Joaquina,
A dos Cordões.
Ainda na rua das Gáveas morava a muito conhecida D. Marianna, cuja filha Catharina foi a herdeira da Chicória. E n'essa rua, entre as travessas do Poço e dos Fieis de Deus, por cima da loja onde agora existe uma fabrica de papelão, habitava a Luiza do Frade, uma mulher que deu brado."
in "Lisboa D'Outros Tempos", Vol. II, de Pinto de Carvalho (Tinop)

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Rua das Gáveas, entre 1898 e 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa N 42, 1856,

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 42, 1856, de Filipe Folque, in A.M.L.

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 Rua das Gáveas, entre 1898 e 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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Rua das Gáveas, entre 1898 e 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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Rua das Gáveas, entre 1898 e 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Bairro de Alvalade

"Recentemente, organisou-se uma Companhia que comprou 36 hectares ao occidente do parque do Campo Grande, destinando-os á fundação do Bairro da Europa. É a primeira vez que em Lisboa se realisa a construção de um bairro de tal amplitude, com luxo e desafogo. No plano definitivo que nos foi facultado, as avenidas principaes ficam paralelas á rua occidental do Campo Grande...Não é a Compamhia que se encarrega de construir todas as habitações. Tenciona vender terrenos, reservando o direito de fazer certas prescripções. Por exemplo, nenhuma casa póde ser construida junto aos passeios; hão de distar, pelo menos, 5 metros da linha de demarcação d'estes. São abolidos os «chalets», e ha uma regulamentação de acordo com a hygiene."

in "Portugal Pittoresco e Illustrado - Lisboa", 1903, de Alfredo Mesquita

Fotografia aérea do Campo Grande, 1934, foto de P

Fotografia aérea do Campo Grande, 1934, foto de Pinheiro Correia, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea sobre o bairro de Alvalade, 1950

Fotografia aérea sobre o bairro de Alvalade, 1950, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea do bairro de Alvalade, 1953, fot

Fotografia aérea do bairro de Alvalade, 1953, foto de Abreu Nunes, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea do bairro de Alvalade, 1953, fot

Fotografia aérea do bairro de Alvalade, da Avenida Estados Unidos da América e do bairro das Estacas, 1953, foto de Abreu Nunes, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea sobre o bairro de Alvalade, 1950

 Fotografia aérea sobre o bairro de Alvalade, 1950, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea sobre o bairro de Alvalade, 1950

Fotografia aérea sobre o bairro de Alvalade, 1950, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

Avenida da Liberdade

"Quem quizer conhecer Lisboa, vá ali numa bella tarde de inverno, quando as carruagens, mais ou menos de bom gosto, balançam em seus coxins lindas figurinhas de mulher; cavaleiros de rabona e côco galopam em seus ginetes como se estivessem em campo de manobras senhores ricaços guiam galhardamente, seus «phaetons» e «charrettes», lançando á turba olhares desdenhosos; e peões de ambos os sexos arrastam, sob as olaias e acacias em esqueleto, o luxo das suas vestes moldadas nos ultimos figurinos.
O aspeto da Avenida da Liberdade á hora da sua melhor concorrencia, não deixa de ter uma certa originalidade. Não se parece em nada com o que ha lá por fóra. Tem mais pitoresco e mais caracter.
É o grande mercado, o grande bazar, a exposição mais completa e mais variada dos nossos typos. É ali onde verdadeiramente se avalia o que é Lisboa na rua, a sua linha, o seu feitio, a sua educação; como se veste, como se penteia, como se agita.
É ali onde se compreende quem está em evidencia, quem está em voga, quem se discute, quem se requesta: o politico que mais terreno vae ganhando na opinião publica, o argentario que melhor sabe dispender os seus punhados de oiro, a mulher que mais vitimas vae realisando pelos salões, pelas ruas, pelos theatros, com a inconstancia dos seus olhares e volubilidade das suas paixões...A Avenida é como o espelho convexo da nossa educação, dos nossos costumes, da nossa civilidade."
in "Portugal Pittoresco e Illustrado - Lisboa", 1903, de Alfredo Mesquita

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O arquivo municipal, atribui a autoria desta foto a Ferreira da Cunha, e data-a de 1928. Como se pode ver pelo piso este é de terra batida, mas em 1903 o mesmo já era formado por paralelipídedos de basalto, o que coloca a foto numa data anterior a esta. Sendo assim e visto que Ferreira da Cunha nasceu em 1901, pode esta imagem fazer parte da sua colecção, mas não será da sua autoria, do a.f. C.M.L.

Ama com crianças num banco de jardim da avenida d

Ama com crianças num banco de jardim da Avenida da Liberdade, 1912, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Avenida da Liberdade, foto de José Arthur Leitão

Avenida da Liberdade, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Lisboetas passeando na avenida da Liberdade, 1912,

Lisboetas passeando na avenida da Liberdade, 1912, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Senhora com criança na avenida da Liberdade, 1912

Senhora com criança na avenida da Liberdade, 1912, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Porto de Lisboa em 1903

"Segundo as disposições regulamentares da policia do porto, que estão em pratica, póde considerar-se este ancoradouro dividido pela fórma seguinte: o espaço comprehendido entre a Madre de Deus e o torreão de oeste da Praça do Commercio é destinado aos navios mercantes, que estão á carga e descarga; o chamado quadro da Alfandega, onde estão quasi todos estes navios, estende-se desde o Caes das Columnas até ao Arsenal do Exercito; entre o torreão de oeste da Praça do Commercio e o Caes do Sodré, estacionam os navios de guerra nacionaes; entre o Caes do Sodré e a linha tirada da rocha do Conde de Obidos ao Caes de Cacilhas, os navios mercantes descarregados ou em concerto; desde a linha ultima indicada até ao rio de Alcantara, os navios de guerra estangeiros; desde o rio de Alcantara até á Torre de Belem, os navios em franquia ou arribados; finalmente, desde as proximidades do Lazareto até ao meio do rio, estacionam os navios em quarentena.
Todos os navios que, largando do ancoradouro, pretendem sair a barra, e o não podem conseguir por causa do tempo, dão fundo em S. José de Ribamar, onde aguardam occasião favorável."
in "Portugal Pittoresco e Illustrado - Lisboa", 1903, de Alfredo Mesquita

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Embarcações no Tejo, foto do espólio de Eduardo Portugal, sem data, in a.f. C.M.L.

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Planta hydrographica da barra e porto de Lisboa, João Veríssimo Mendes Guerreiro, Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, 1878-1879, in http://purl.pt/16767/2/

Embarcações no porto de Lisboa, início séc. XX

Embarcações no porto de Lisboa, início séc. XX, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

 

Circulação pela direita

Continuando com o tema do trânsito em Lisboa, vejamos o que nos diz o "Diário de Lisboa", de 1 de Junho de 1928:

"Pela direita
Desde Manhã
Que se anda ao contrário
sem prejuizos dignos de registar-se

Agora é que isto se endireitou. Desde as 5 horas da manhã que tudo gira pela direita, sem transtôrno de maior, a não ser o alarme de que a população se possuiu, por virtude da novidade.
O caso não tem graça nenhuma, sendo talvez por isso que toda a gente lhe acha imensa graça, uma vez perdido o receio de desastres que andava nas preocupações do publico.
Girando tudo ao contrário, todos seguem sua rota como dantes, com mais cautela como sempre devera ser, mas tambem sem embaraços que mereçam registar-se áparte."
Era com este texto que o "Diário de Lisboa", de 1 de Junho de 1928, dava conta da mudança de circulação nas artérias Lisboetas.

Em 1928, um ano após criada a Junta Autónoma de Estradas, foi legislado o primeiro código da estrada português e, pelo decreto n.º 18.406, de 31 de Maio de 1928, estabelecida a circulação pela direita nas estradas. Até então, a circulação automóvel em Portugal era feita pela esquerda, copiando a prática britânica.
Assim, a partir das 5 horas da manhã de 1 de Junho de 1928 em Lisboa, e à meia noite no resto de Portugal continental, para os cerca de 31 mil condutores com carta de condução e cerca de 28.000 automóveis então existentes, passou a ser obrigatória a circulação rodoviária pelo lado direito das estradas.

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 Imagem gentilmente cedida pelo Blog Restos de Colecção

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 Construção dos painéis indicativos das novas regras de circulação. Foto gentilmente cedida por José Leite, do Blog Restos de Colecção

 

 

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