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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Igreja de São Miguel

A Igreja Católica cobriu com uma redoma
Meus dias serenos.
Chamo-lhes agora, com razões, a Igreja de Roma.
Sei mais ou sou menos?

Kabbalahs, gnoses, mistérios, maçonarias
Tudo tive na mão
Na busca ansiosa que enche minhas noites e dias.
Mas nunca o meu coração.

De que é que me deserdou a verdade?
A maçã diabólica
Comi-a, e sou outro, mas quanto?! Oh a saudade
Da Igreja Católica!

Qualquer cousa de mim quebrou-se, como uma mó
Que caísse mal.
Em pequeno eu seguia, magnanimamente só
Sem nada fatal.

Fernando Pessoa
A IGREJA CATÓLICA COBRIU COM UMA REDOMA
in Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006.

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"Igreja maneirista e barroca, cuja fundação original remonta aos primeiros tempos da nacionalidade. Em 1673 iniciou-se a sua total reconstrução, prolongada até 1720, e dirigida pelo arquitecto João Nunes Tinoco. A fachada desenvolve-se em altura, com duas torres sineiras, tendo ao centro, sobre a cimalha, um nicho ladeado por aletas e encimado com frontão triangular. O interior é de nave única, com tecto de madeira e painéis ornamentais. São de salientar as 16 telas, algumas atribuídas a Bento Coelho da Silveira e emolduradas com talha, e a capela-mor igualmente revestida de talha dourada joanina, muito característica e de grande qualidade."
in http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71803

Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado & Sou

Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 44, 18

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 44, 1858, de Filipe Folque, in A.M.L.

Igreja de São Miguel, interior, 1899, foto de Mac

Igreja de São Miguel, interior, 1899, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado & Sou

 Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado & Sou

Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Rua e Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado

Rua e Igreja de São Miguel, 1899, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Chão Salgado II

Já tinha referido por aqui, a propósito do Padrão do Chão Salgado, que se tinha solicitado à Câmara Municipal de Lisboa, a expropriação imediata de uns prédios que o rodeavam. Dei entretanto conta que a referida Câmara, até já tinha deliberado sobre o assunto. Um mês antes da publicação dessa pretensão no jornal de 13 de Julho de 1916, a 2 de Junho em sessão plenária, a Câmara aprova a expropriação dos referidos prédios, e declara que os mesmos devem ser arrasados, e o local ser calcetado.
Pois até hoje, nem a solicitação dos habitantes e comerciantes de Belém, nem a deliberação da Câmara, tiveram resultado, os referidos edifícios continuam no local, mesmo após as demolições na zona por ocasião da Exposição do Mundo Português.

Rua de Belém antes das demolições, 1939, foto d

Rua de Belém antes das demolições, 1939, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L. Os edifícios assinalados, são os que a Câmara decidiu arrasar, continuam no mesmo local presentemente.

Expropriação e demolição de duas casas que enc

Expropriação e demolição de duas casas que encobriam o Obelisco de Belém, in A.M.L.

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 Expropriação e demolição de duas casas que encobriam o Obelisco de Belém, in A.M.L.

Expropriação e demolição de duas casas que enc

Expropriação e demolição de duas casas que encobriam o Obelisco de Belém, in A.M.L.. A parte colorida desta planta representa a localização do Palácio do Duque de Aveiro, José de Mascarenhas, sentenciado como um dos principais influentes no crime de conspiração contra a vida do rei D. José.

VÜE PERSPECTIVE DU PALAIS DU DUC D'AVEIRO A LISBO

VÜE PERSPECTIVE DU PALAIS DU DUC D'AVEIRO A LISBONNE, http://purl.pt/11578/3/

Rua Castilho

Quem hoje circula pela Rua Castilho no quarteirão compreendido entre a Rua Braancamp e a Rua Joaquim António de Aguiar, de certeza que não imagina estar onde há cerca de 110 anos, ainda existia o Quartel de Caçadores 2, vulgarmente conhecido por Quartel de Valle Pereiro.
O processo para a construção da Rua Castilho, foi para além de demorado, complicado, exigindo vários ofícios entre a Câmara Municipal, e o Ministério da Guerra, tudo por causa da expropriação dos terrenos do quartel do Valle Pereiro.
O plano elaborado pela Câmara para as Ruas Castilho, Rodrigo da Fonseca, prolongamento da rua Alexandre Herculano, e rua Anselmo Braancamp, que interceptavam os terrenos de Valle do Pereiro, foi aprovado por decreto de 4 de Outubro de 1889, mas só no dia 28 de Junho de 1917, se pôs finalmente fim ao impasse, com a assinatura do Termo de entrega à Camâra Municipal de Lisboa dos Terrenos e edificações do antigo Quartel de Valle Pereiro, assinado por um representante da Câmara e por um representante do Ministério da Guerra.

Parada militar no Quartel do Vale Pereiro, 19, fot

 Parada militar no Quartel do Vale Pereiro, 1906, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Quartel do Vale do Pereiro, demolição, foto de E

Quartel do Vale do Pereiro, demolição, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Construção da rua Castilho2.jpg

Construção da rua Castilho, in A.M.L.

Construção da rua Castilho.jpg

Construção da rua Castilho, in A.M.L.

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Construção da rua Castilho, o lote marcado com o n.º 1, corresponde ao actual Heron Castilho, o lote marcado com o n.º 2, corresponde ao antigo Prémio Valmor de 1930, que foi demolido em 1882, e actualmente é o Parque de estacionamento Castilho. Os lotes n.º 625, 626 e 627, foram vendidos a Artur Sacadura Freire Cabral, in A.M.L.

Rua Castilho, 1964, foto de Augusto de Jesus Ferna

Rua Castilho, 1964, foto de Augusto de Jesus Fernandes, in a.f. C.M.L.. Este edifício foi remodelado, acrescentaram-lhe uns andares e hoje chama-se Heron Castilho

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Rua Castilho, Prémio Valmor de 1930, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

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 Termo de entrega à Câmara Municipal de Lisboa dos Terrenos e edificações do antigo Quartel de Valle Pereiro, in A.M.L.

Rua Marquês de Ponte de Lima

Situada num dos bairros mais antigos de Lisboa (Mouraria), a sua construção é relativamente recente, pois data do final do séc. XIX, estou-me a referir à Rua Marquês de Ponte de Lima, que liga o Largo da Rosa com o Largo do Terreirinho. Inicialmente chamada de Rua João Carlos d'Oliveira, foi esta rua aberta para se poder fazer a comunicação directa entre a Calçada de Santo André e a Rua das Farinhas. O projecto para a construção desta artéria foi aceite em 1895, e sabe-se que em 1899 lhe era atribuída por edital a denominação de Rua João Carlos d'Oliveira, também por edital camarário de 1902, passou a ter a actual designação.
Ficam neste arruamento duas Igrejas, a de São Lourenço, junto ao Largo da Rosa, e a Igreja paroquial de Nossa Senhora do Socorro (antigo Coléginho), perto do Largo do Terreirinho.

Fachada principal da igreja de São Lourenço, 197

Fachada principal da igreja de São Lourenço, na Rua Marquês de Ponte de Lima, 1971, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

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Construção da Rua Marquês de Ponte de Lima

Construção da Rua do Marquês Ponte de Lima1.jpg

Construção da Rua Marquês de Ponte de Lima

Construção da Rua do Marquês Ponte de Lima.jpg

Construção da Rua Marquês de Ponte de Lima

Igreja do Coleginho, na Rua Marquês de Ponte de L

Igreja do Coleginho, na Rua Marquês de Ponte de Lima, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Grandella e a Ribeira de Alcântara

Grandella e a Ribeira de Alcântara, não é uma associação comum. Ao falarmos de Francisco de Almeida Grandella, lembramo-nos de imediato ou dos "Armazens Grandella", ou do "Bairro Grandella", mas raramente nos lembramos da fábrica de fiação que fornecia os armazéns, e que foi o impulsionador da criação do bairro operário Grandella.
O que tem então a Ribeira de Alcântara a ver com Grandela, pois é o que vamos ver de seguida. Com a necessidade de expandir a fábrica que se situava nos terrenos que possuía junto à Estrada de Benfica, obteve Francisco de Almeida Grandella, autorização da Camâra Municipal de Lisboa para "ampliar uma parte de cobertura da ribeira de Alcântara, junto á sua fábrica".
Esta cobertura da Ribeira de Alcântara, não sendo a primeira (em 1888 foi quando se cobriu o caneiro de Alcântara para assentamento da via férrea que ligava a linha de Alcântara-terra a Campolide), foi uma das primeiras etapas por que passou esta Ribeira, até à conclusão da sua cobertura total em 1967.

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Bairro Grandella, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

Autorização a Francisco de Almeida Grandella par

Autorização a Francisco de Almeida Grandella para ampliar a sua fábrica sita na Avenida Barjona de Freitas, 1905, in A.M.L.

Autorização a Francisco de Almeida Grandella par

Autorização a Francisco de Almeida Grandella para ampliar a sua fábrica sita na Avenida Barjona de Freitas, 1911, in A.M.L.

Projecto de canalização da Ribeira de Alcântara

Projecto de canalização da Ribeira de Alcântara - entre Campolide e a travessa de S. Domingos de Benfica, 1951-1955, in A.M.L. A zona da Ribeira correspondente à Fábrica Grandella, já estava toda coberta, nesta data.

Projecto de canalização da Ribeira de Alcântara

 Projecto de canalização da Ribeira de Alcântara - entre Campolide e a travessa de S. Domingos de Benfica, 1951-1955, in A.M.L.

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Lápide comemorativa da conclusão da cobertura da Ribeira de Alcântara, 5 Janeiro de 1968, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Rua Pascoal de Melo


O Plano Geral dos melhoramentos da capital, fez parte de um Plano elaborado em 1903 por Ressano Garcia para o desenvolvimento e expansão ao norte de Lisboa. Dele fazia parte o Plano da Avenida dos Anjos (futura Avenida Dona Amélia e actual Avenida Almirante Reis) e ruas adjacentes, que visava aproximar a Baixa do Largo de Arroios, e ao mesmo tempo dar serventia aos bairros populosos, nomeadamente o da Estefânia através da Rua Pascoal de Melo.

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Panorâmica de Lisboa, tirada do Miradouro da Penha de França, vendo-se a Avenida Almirante Reis, e a rua Pascoal de Melo, foto de Alberto Carlos Lima, início séc. XX, in a.f C.M.L.

Levantamento topográfico de Francisco e César Go

Levantamento topográfico de Francisco e César Goullard, planta n.º 13, de 1878, in A.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa, 11 J, 1910, de Albe

Planta Topográfica de Lisboa, 11 J, 1910, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Panorâmica de Lisboa, vê-se a avenida Almirante

Panorâmica de Lisboa, tirada do Miradouro da Penha de França, vendo-se a Avenida Almirante Reis, e a rua Pascoal de Melo, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f C.M.L.

Inauguração da Estátua Equestre Del-Rei D. José I

"O troar das salvas de artilharia no castello de San-Jorge, nas fortalezas e nos navios da armada surtos no Tejo, o estralejar de muitas girandolas de foguetes e o repicar dos sinos nas torres das egrejas na alvorada de terça-feira, 6 de junho de 1775, annunciaram um dos mais famosos dias festivos desta bella cidade de Lisboa. Era a celebração do sexagesimo primeiro anniversario do monarcha, e a inauguração da sua estátua equestre levantada no centro da  majestosa praça que substituiu o velho Terreiro do Paço, denominada Real Praça do Commercio; era sobretudo a glorificação da arte nacional na obra prima do notavel monumento, modelada pelo insigne esculptor Joaquim Machado de Castro e fundida em bronze pelo tenente coronel Bartholomeu da Costa.
No dia 15 de outubro de 1774, no arsenal real do exercito, foi a grande estátua toda fundida de um jacto, constituindo, portanto, uma só peça. Ali recebeu os toque finaes e ali se conservou, emquanto se completaram os trabalhos na praça do Commercio para a sua collocação e para a sua inauguração.
No sabbado, 20 de maio de 1775, foi posta num grande carro de madeira, expressamente feito para tal fim, sendo completamente occulta por uma vedação em que figurava um lettreiro dourado e em latim, que traduzido em linguagem corrente dizia: «A nuvem não cobre o sol».
No dia 22 foi posta a caminho do seu destino, com grande apparato, sendo puxada por muitos homens dos gremios dos officios mechanicos, e pegando nos cordões o conselho fiscal das obras publicas e a sua corporação,e bem assim os membros da Casa dos Vinte e Quatro. Acompanharam-na forças militares, musicas e outros elementos destinados a imprimirem grandeza ao acto.
Três dias e meio gastou no trajecto, sendo, finalmente, collocada no pedestal no dia de sabbado, 27 do referido mês de maio. Eram 6 horas da tarde quando se concluiu esta operação; mandando o marquez de Pombal gratificar todo o pessoal ali empregado, quer do arsenal, quer das obras publicas, com a importancia correspondente a três dias de jornal, e dando o juiz do povo e Casa dos Vinte e Quatr uma lauta merenda aos trabalhadores que lidaram com os sarilhos."
in "Elementos para a Historia do Municipio de Lisboa", 1.ª Parte , de Eduardo Freire de Oliveira

Estátua equestre de Dom José I, sd, foto de Domi

 Estátua equestre de Dom José I, s/d, foto de Domingos Alvão, in a.f. C.M.L.

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Descripção analytica da execução da estatua equestre erigida em Lisboa á gloria do Senhor Rei Fidelissimo D. José I - http://purl.pt/960

Estátua equestre de D. José , sd, foto de Legado

Estátua equestre de D. José , s/d, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

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Descripção analytica da execução da estatua equestre erigida em Lisboa á gloria do Senhor Rei Fidelissimo D. José I - http://purl.pt/960

Estátua equestre de D. José , sd, foto de José

Estátua equestre de D. José , s/d, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

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Descripção analytica da execução da estatua equestre erigida em Lisboa á gloria do Senhor Rei Fidelissimo D. José I - http://purl.pt/960

Estátua equestre de D. José I, ant. 1873, foto d

Estátua equestre de D. José I, ant. a 1873, foto da colecção de Legado Seixas, in a.f. C.M.L

 

Seminário dos Franciscanos

O palacete foi construído em 1878, com uma fachada neoclássica e interiores requintadamente decorados com motivos naturalistas e revivalistas, num exotismo romântico típico da época. No conjunto dos equipamentos distribuídos pela quinta, destacam-se as antigas cocheiras com fachada neogótica.
Com fachada virada para o Largo da Luz, era inicialmente uma casa romântica da quinta de uma abastada família burguesa da capital. Adquirida pelos padres franciscanos ao proprietário Jacinto José Oliveira, em 1939, foi adaptada à funcionalidade da vida religiosa sem perder a sua personalidade.
O conjunto edificado está protegido por classificação camarária.

Seminário dos Franciscanos, 1968, foto de Armando

Seminário dos Franciscanos, 1968, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Entrada para as cocheiras do Seminário dos Franci

Entrada para as cocheiras do Seminário dos Franciscanos, 1968, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Pedra de armas com a delimitação do Concelho de

Pedra de armas com a delimitação do Concelho de Belém, no muro do Seminário dos Franciscanos, 1968, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Seminário dos Franciscanos, 1961, foto de Artur G

Seminário dos Franciscanos, 1961, foto de Artur Goulart, in a.f. C.M.L.

 

Sitíos consultados:

http://paroquiadecarnide.webnode.pt/igrejas-da-paroquia/seminario-da-luz/

Palácio Cruz Alagoa

"O palacio do morgado da Alagôa é no extenso casarão em genuino estilo português, com um rez do chão baixo, andar nobre e segundo andar, tendo 18 janellas para a rua da Escola e 11 para a rua das Fabricas das Sedas, terminando, para o lado do Rato, pelo corpo da ermida que lhe pertencia.
Foi edificado em 1757, por José Francisco da Cruz Alagôa, n'um terreno, subrogado por padrões de Juro Real, com D. Rodrigo António de Noronha.
Em 1762 já elle estava concluido. Nas onze lojas, que então tinha, estavam alojados dois loiceiros, um cabeleireiro, dois capelistas e dois mercadores de retroz. No andar nobre morava o senhorio e com elle o seu guarda-livros Estevam Lafontana, sete caixeiros e onze criados e criadas. Anselmo José da Cruz Sobral, seu irmão, habitava tambem em parte do andar e ali tambem tinha o seu guarda-livros, Paulo de Piatre, tres caixeiros e sete criados e criadas. Tal era a população do palacio."
De G. de Matos Sequeira, in "O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro", N.º 1112 ( 20 Nov. 1909 )

Palácio Cruz Alagoa, 1968, foto de Armando Serôd

Palácio Cruz Alagoa, 1968, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 9 H, 1911, de Albert

Planta Topográfica de Lisboa 9 H, 1911, de Alberto Correia de Sá, in A.M.L.

Barricada junto do Palácio Cruz Alagoa, na revolt

Barricada junto do Palácio Cruz Alagoa, na revolta de Fevereiro de 1927, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

Abertura das Côrtes

"Ao dia de Anno Bom, que é o primeiro de festa nas familias, segue-se logo o dia da abertura das Côrtes, que é o primeiro de festa official.
Algumas horas antes da chegada do Soberano ao palacio de S. Bento, já o povoleu se acotovela e empurra na embocadura das ruas circumjacentes, e atrás dos regimentos em formatura á beira dos passeios.
Ahi por volta das duas horas da tarde, rompem as bandas o himno da Carta, chegam os coches, e então se fórma, á porta do Parlamento, o velho cortejo hieratico...Lá dentro, as galerias apinham~se de madamas; e em baixo, no hemiciclo, a ostentação dos grandes uniformes e a mancha negra das casacas.
Sua Majestade, lê sonora e pausadamente o discurso da Corôa...E finda a leitura, apressadamente a cerimonia finda. Faz-se a debandada. Outra vez as bandas militares tocam o himno, troam os canhões, os alquebrados coches regressam ao paço, as tropas desfilam, comparsas e espectadores desandam.
Está aberto o Parlamento."
in "Alfacinhas", de Alfredo de Mesquita

Chegada do rei às Cortes.jpg

Chegada do rei  D. Manuel às Cortes, 1908, foto de António Novais, in a.f. C.M.L.

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 Abertura das Cortes, o cortejo, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Chegada do rei Dom Manuel II às Cortes, 1909, fot

Chegada do rei Dom Manuel II às Cortes, 1909, foto de António Novais, in a.f. C.M.L.

Abertura das Cortes, interior do hemiciclo, 1908,

Abertura das Cortes, interior do hemiciclo, 1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

O coche real à saída de São Bento, depois da ab

O coche real à saída de São Bento, depois da abertura das Cortes, dirigindo-se para o palácio das Necessidades, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Desfile da abertura das Cortes.jpg

Desfile da abertura das Cortes, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura das Cortes, cortejo real a caminho do Pal

Abertura das Cortes, cortejo real a caminho do Palácio das Necessidades, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

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