Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Baluarte do Livramento

"Com o formato de um quadrilátero irregular, o Baluarte do Livramento encontra-se localizado entre as actuais Calçada do Livramento e Travessa do Livramento. Encontra-se ocupado por pequenas construções muito degradadas. Este baluarte foi construído num ponto estratégico, numa pequena colina calcária na margem esquerda da Ribeira de Alcântara, dominando a importante ponte de atravessamento da ribeira. O Baluarte do Livramento fazia parte de um projecto de linha de fortificações terrestre envolvente de Lisboa, planeado no âmbito das guerras da "Restauração da Independência" (1640-1668)."
in http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios.resultados&subsid=174400

Baluarte do Livramento,sd, foto do espólio.jpg

 Vestígios do Baluarte do Livramento, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, im a.f. C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 47.jpg

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 47, 1857, de Filipe Folque, in A.M.L.

Baluarte do Livramento,sd, foto do espólio1.jpg

  Vestígios do Baluarte do Livramento, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, im a.f. C.M.L.

Balão da Hora

A partir do dia 9 de Novembro de 1858, os relógios públicos e particulares em Lisboa, bem como os "chronometros" da marinha de guerra e mercante, passaram a ser acertados por meio do designado "Balão da Hora", instalado no Observatório Astronómico da Marinha.

"Foi um marcador do tempo lisboeta, no final do séc. XIX e início do séc. XX. O célebre Balão do Arsenal imitava na zona ribeirinha da capital aquilo que de mais moderno havia nas grandes metrópoles, como Paris, Londres ou Washington.
O chamado Balão da Hora foi um sistema usado em várias capitais europeias e nos Estados Unidos, a partir do séc. XIX, para assinalar um tempo fiável, facilmente visível. Geralmente ligado a um observatório astronómico ou outra instituição científica, que lhe fornecia um tempo o mais exacto possível, consistia num balão erguido num mastro, que caía a uma hora predeterminada. O movimento estava por vezes associado a um sinal sonoro. Com este sistema de difusão da Hora, a comunidade podia acertar diariamente os seus relógios.

A qualidade do sistema era má e surgiu um segundo balão, mais sofisticado, em 1885. Desta vez, o tempo era transmitido por meios electromecânicos, desde o Observatório Astronómico da Ajuda e tinha acoplado um sistema sonoro, de canhão, especialmente para os dias de fraca visibilidade. O Balão do Arsenal deu o seu derradeiro sinal à uma hora do dia 31 de Dezembro de 1915, acompanhado, como sempre, de um tiro de canhão."
in http://estacaochronographica.blogspot.pt/2010/05/memoria-o-balao-da-hora.html

Arsenal da Marinha, foto José Chaves Cruz, in a.f

 Balão da Hora, no Observatório Astronómico da Marinha.

in Legislação Régia, Livro 1858.png

in "Legislação Régia", Livro  do ano 1858

Olisipo_N75_Jul1956_0171.jpg

"Olisipo", N.º75, Julho 1956

Arsenal da Marinha, foto José Chaves Cruz, in a.f

 Balão da Hora, instalado no topo do Edifício da Sala do Risco da Marinha.

Arsenal da Marinha, foto José Chaves Cruz, in a.f

Arsenal da Marinha, local onde estava instalado o Observatório Astronómico da Marinha. Ant. 1936, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

Pátio do Carrasco

Pátio do Limoeiro, Pátio do Gama, Pátio do Carrasco, foram alguns dos nomes que ao longo dos tempos denominaram este pátio alfacinha. Situado defronte da antiga Cadeia do Limoeiro, terá sido morada provável de algum, ou de alguns dos carrascos, advindo-lhe daí o derradeiro topónimo, teoria sustentada por ter existido um passadiço entre o pátio e o edifício da cadeia.
Outro pormenor interessante prende-se com a fachada de acesso ao pátio; "notam-se três janelas do séc. XVI, de vêrga direita canelada, e distinguem-se nas ombreiras vestígios do mainel que as bipartia ao alto...mas duvido muito que perdurem; desaparecerão insensivelmente como tudo quanto é modestamente documental" era este o vaticinio de Norberto de Araújo quando se referiu a este pátio, felizmente ainda por lá se mantêm.

Pátio do Carrasco, entrada no Largo do Limoeiro,

Pátio do Carrasco, entrada no Largo do Limoeiro, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Pátio do Carrasco, sd, foto do espólio de Eduard

Pátio do Carrasco, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Pátio do Carrasco, sd, foto do espólio de Eduard

Pátio do Carrasco, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Pátio do Carrasco, sd, foto do espólio de Eduard

Pátio do Carrasco, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Túmulo de Alexandre Herculano

"Todos os viajantes que visitam Lisboa, nacionaes ou estrangeiros, querem conhecer Belém por amor dos Jeronymos.
A este bairro está ligado estreitamente o nome do maior historiador moderno de Portugal.
Alexandre Herculano foi presidente da camara municipal de Belém, quando Belém era concelho autónomo; Alexandre Herculano habitou um casarão do largo da Ajuda, onde escreveu pelo menos os primeiros dous volumes da Historia de Portugal e o Monge de Cister; onde teve por hospede Garrett e por commensaes, nos seus famosos sabbados litterarios, os mais distinctos poetas e prosadores daquelle tempo; Alexandre Herculano jaz, dentro dos Jeronymos, n'uma capella privativa em moimento de honra.
O actual imperador da Allemanha, quando, visitando a igreja de Belém, entrou nessa capella mortuária, examinou o tumulo, relanceou a vista pelas inscripções das paredes, que certamente não entendeu, e depois, poisando os olhos no crucifixo de mármore, que pende ao fundo, não os pôde arrancar d'ali sem dizer:
—Aquillo é que é realmente bello.
O Kaiser, numa rápida inspecção, tinha visto tudo e tinha visto bem."
in "Portugal Pittoresco e Illustrado", A Extremadura Portugueza, Parte II, de Alberto Pimentel

Mosteiro dos Jerónimos, túmulo de Alexandre Herc

Mosteiro dos Jerónimos, túmulo de Alexandre Herculano, 1934, foto de Domingos Galvão in a.f. C.M.L.

Túmulo de Alexandre Herculano, sd, foto de Albert

Túmulo de Alexandre Herculano, s/d, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

"Por ocasião das comemorações dos Centenários da Pátria, em 1939, são realizados restauros no Mosteiro e na Torre. É desmantelado o baldaquino do túmulo de Alexandre Herculano e o pátio do claustro é pavimentado."  

in http://www.mosteirojeronimos.gov.pt/pt/index.php?s=white&pid=222

Túmulo_de_Alexandre_Herculano_Sala_do_Capítulo_M

Túmulo de Alexandre Herculano, 2014, foto de Manuelvbotelho, in Wikimedia Commons

A lotaria

"A' ilharga da igreja de S. Roque encontra-se localisada uma instituição que o lisboeta conhece muito bem: a Santa Casa da Misericórdia. Conhece-a desde o tempo em que a roda dos expostos era um sorvedouro de creanças illegitimas. Conhece a ainda pelos subsídios ás amas de leite, pelos dotes ás noivas pobres, pela protecção ás orphãs e aos velho', pela sopa económica aos indigentes, e, mais que tudo, por outra roda que também é um sorvedouro, não de creanças, mas de illusões e economias.
Refiro-me á loteria portugueza, a que o lisboeta, na esperança de ter alguns dias menos atormentados de miséria, vai entregar os seus magros cobres para comprar uma cautela, que por sahir constantemente branca lhe torna ainda a vida mais negra."
in "Portugal Pittoresco e Illustrado", A Extremadura Portugueza, Parte II, de Alberto Pimentel

Sala de extracção da lotaria na Santa Casa da Mi

Sala de extracção da lotaria na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, s/d, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Central Cinema

Uma imagem vale mais do que mil palavras? Neste caso seguramente!
Observando esta foto constatamos que:
Do lado esquerdo da imagem se encontra o "Central Cinema", que apresentava o filme "O Hotel do Amor", com Anny Ondra, em cartaz pela 2ª semana; ao centro podemos apreciar o alpendre do Elevador da Glória; já do lado direito podemos observar o "Café Palladium".
Então mas porque é que uma imagem vale mais do que mil palavras? Fácil, se ficasse por aquilo que Norberto de Araújo, nos diz em Peregrinações em Lisboa, Livro 14, pág. 21, ficaria convencido que o Central Cinema "Ardeu na madrugada de 29 de Janeiro de 1929, e nunca mais reabriu" (o que de facto ardeu nesta data foi o Salão Foz). Referindo-se ao alpendre do Elevador da Glória, diz-nos que a sua existência decorreu entre 1927 e 1937, mas diz-nos também o autor na mesma obra: "existe desde 17 de Novembro de 1932 o Café «Palladium»" (a data de abertura do Palladium é de 17 de Dezembro de 1932).
A data da foto mais uma vez não está correcta no A.M.L., está datada de 1931, quando o Café Palladium só foi inaugurado em 1932, mas se é posterior a 1932 e o cinema tem um filme em exibição, o mesmo não poderia ter encerrado definitivamente em 1929.
Pesquisando pelo filme em questão, dei conta que o mesmo estreara em 1933. O Central Cinema tinha voltado a exibir filmes, desde o dia 13 de Setembro de 1933 segundo pude apurar através do Diário de Lisboa, mas foi através do confrade Bic Laranja, e aqui que descobri a data da estreia do referido filme em Lisboa.

Data de estreia, 11 de Dezembro de 1933. Data da foto, posterior a 25 de Dezembro de 1933.

Açpendre do Elevador da Glória, 1933, foto do es

Alpendre do Elevador da Glória, 1933, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Quinta da Matinha

"Perto de Cabo Ruivo fica a quinta da Mattinha, outr’ora propriedade dos marquezes de Bellas (condes de Pombeiro). O nome d’esta quinta derivou da sua matta, que termina em muralha sobre o Tejo.
Pinho Leal dá-nos a seguinte tradição local:
Conta-se que no século XVIII, vindo pela matta um cavalleiro atraz da uma lebre, correndo a toda a brida, viu esta esconder-se entre as urzes; mas quando reparou que estava á borda do precipício, já não pôde soffrear o cavallo, que se precipitou d’aquella medonha altura, despedaçando-se e mais o cavalleiro, nos rochedos que bordam a praia."
in "Portugal Pittoresco e Illustrado", A Extremadura Portugueza, Parte I, de Alberto Pimentel

Matinha, 1938, foto de Ediardo Portugal.jpg

Matinha, 1938, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Quinta da Matinha, 1938, foto de Eduardo Portugal.

Quinta da Matinha, 1938, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Matinha, 1938, foto de Ediardo Portugal1.jpg

Matinha, 1938, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Largo da Madalena

"E agora me perguntas a razão por que neste Largo, de relativa aparência urbanista, ainda se encontram encostadas ao casarão Almada estas barracas côr de rosa, pouco menos que pardieiros. São também, com uma faixa de terreno anterior, da mesma propriedade do Palácio antigo. Aquilo não aproveita a cousa alguma; como o prédio Almada, poupado pelo Terramoto, não sofreu alinhamento o recanto ocupado manteve-se, e para ali está, com um sapateiro modesto e um barbeiro, depois de ter sido há uns trinta anos depósito de enxofre. Os casebres já arderam interiormente por duas vezes mas persistem."
in Peregrinações em Lisboa, Livro 2, pág. 16, de Norberto de Araújo

Rua da Madalena, Janeiro 1941, foto do espólio de

Largo da Madalena, Janeiro 1941, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Rua da Madalena, Janeiro 1941, foto do espólio.jp

Rua da Madalena, Janeiro 1941, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Horta Navia

Esta horta, com seu pomar, deve ser anterior aos princípios da nacionalidade, ou pelo menos aos reinados de D. Afonso II ou III; à mesma pertenciam umas salinas, certamente na ribeira de Alcântara, a montante ou a jusante da ponte de Alcântara.
Em 1520 foi construído um hospital na Horta Navia (pertença então de D. Jerónimo de Eça) para combater a peste que assolava a cidade.
A horta era, no século XIX, propriedade do conde de Daupias, tendo passado para a firma Henry Burnay & C.ª em 1905 e 1906, e depois, em 1925, para o Banco Burnay. A água da nascente existente na horta acha-se canalizada, talvez desde os meados do século XIX, por tubos de ferro fundido com 20 centímetros de diâmetro, que passam pela antiga ponte de Alcântara, seguem a rua das Fontainhas, até aos terrenos que pertenceram ao conde de Daupias, dando um ramal para a propriedade que foi do conde de Burnay, à Junqueira.
Assim permaneceu o local até ao ano 1885, em que, sendo feita a Henry Burnay & C.ª, e depois transferida para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, a concessão para a construção e exploração de uma linha férrea de Lisboa a Sintra e Torres Vedras, e ramal da Merceâna, partindo do vale de Alcântara, foi coberta a ribeira com abóbada, na extensão de cerca de 250 metros a partir da ponte, e sobre ela, e sobre os terrenos contíguos, assentaram-se as vias férreas e construiu-se a estação terminal da linha, e as mais instalações do serviço do caminho de ferro, que foi aberto à exploração no dia 2 de Abril de 1887.

Horta Navia.jpg

Horta Navia, 1944, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

purl 1771.jpg

Planta do almoxarifado do Paço [ Material cartográfico] / J. A. de Abreu lev[antou] red[uziu] e lith[ografou], 1848, in http://purl.pt/1771/3/

A ribeira de Alcântara,1944.jpg

A Ribeira de Alcântara junto da Horta Navia,1944, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Vale de Alcântara no sítio da Horta Navia.jpg

Vale de Alcântara no sítio da Horta Navia,1944, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

A Ribeira de Alcântara junto da Horta Navia,1944.

A Ribeira de Alcântara junto da Horta Navia,1944, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Bibliografia consultada;
Dispersos, de Augusto Vieira da Silva, Vol. III

Av. da Liberdade, 1907

"Habitualmente, durante a semana, chega a fazer pena que um tão magestoso recinto seja apenas logradouro de meia dúzia de pessoas nos bancos, e de centenas de pardaes nas arvores.
E então, talvez por se sentirem muito á vontade, é que os pardaes tomam liberdades excrementicias, em revolta contra as Posturas municipaes e o Código de civilidade de João Félix Pereira.
Ao domingo, no regresso das touradas, a Avenida enche-se de alto a baixo, passam carruagens modestas, que sobem e descem muitas vezes, o que faz parecer que sejam mais numerosas - pelo systema dos comparsas no theatro, que saem por uma porta e entram por outra.
Ha effectivamente qualquer coisa de theatral n'isso - mas é bem melhor do que a solidão dos outros dias, em que uma pobre pessoa que por ali passe tem de soffrer os olhares de todas as outras pessoas que estão anciosas por um «lá vem um»,- uma victima expiatória."
in "Portugal Pittoresco e lllustraâo - A EXTREMADURA PORTUGUEZA - PARTE II", 1907, de Alberto Pimentel

Av. da Liberdade, ant. 1903, foto.jpg

Av. da Liberdade, ant. 1903, foto erradamente atribuída a Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Monumento aos Restauradores e panorâmica da aveni

Monumento aos Restauradores e panorâmica da avenida da Liberdade, ant. 1916, foto de Augusto Bobone, in a.f. C.M.L.

Panorâmica da avenida da Liberdade, 1930, foto de

Panorâmica da avenida da Liberdade, 1930, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Mais sobre mim

foto do autor

Calendário

Outubro 2017

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Pesquisar

 

Visitante

Tradutor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D