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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Igreja de São Sebastião da Pedreira

"Reinando ElRey D. Joaõ IV, e estando a Santa Igreja de Lisboa em Sé vacante, se estabeleceo esta Paroquia pelos annos pouco mais ou menos de 1652, edificando-se a Igreja à custa dos freguezes, e junto de huma antiga Ermida com a mesma invocação, que era dos Carpinteiros da rua das Arcas, onde costumava assistir desde que veyo da India o Patriarca de Alexandria D. Joaõ Bermudes, o qual fallecendo no anno de 1579, e mandando-se alli sepultar, foraõ depois seus ossos transferidos por ordem de D.Fillipa de Tavora sua sobrinha, para o Cruzeiro da Capella mór da nova Igreja, onde presentemente jazem em sepultura raza com as suas armas esculpidas sobre a campa."
in "Mappa de Portugal antigo e moderno", Vol. III, 1762, de João Baptista de Castro

Igreja de São Sebastião da Pedreira, sd, foto de

Igreja de São Sebastião da Pedreira, s/d, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Levantamento topográfico de Francisco Goullard,

Levantamento topográfico de Francisco Goullard, n.º 34, de 1881, in A.M.L.

Panorâmica sobre a zona de São Sebastião da Ped

Panorâmica sobre a zona de São Sebastião da Pedreira, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Igreja de São Sebastião da Pedreira, 1925, foto

Igreja de São Sebastião da Pedreira, 1925, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Igreja de São Sebastião da Pedreira, púlpito, p

Igreja de São Sebastião da Pedreira, púlpito, post. 1941, foto de Mário de Oliveira, in a.f. C.M.L.

Convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento

Conhecido por Convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento, situava-se defronte da Igreja de Santa Engrácia e dela nos diz João Baptista de Castro, no livro "Mappa de Portugal antigo e moderno", Vol. III, o seguinte:
"Santa Clara de Religiosas Seraficas observantes da Provincia chamada de Portugal. Foi fundada a Igreja no anno de 1294 por uma D. Ignez, viuva de D.Vivaldo, nacional de Genova, mas cidadão honrado de Lisboa, posto que já no anno de 1292 existiam aqui Religiosas. Deste Mosteiro amplissimo, exceptuando o dormitorio chamado de benção, e o dos corredores, duas varandas, e algumas Capellas, tudo mais, que em dormitorios, e casas particulares recolhia mais de seiscentas mulheres entre Religiosas, educandas, recolhidas e criadas, ficou ou de todo abatido, ou irreparavelmente arruinado com o terremoto. O seu famoso Templo, que era um monte de ouro, e na grandeza excedia a todos os mais Mosteiros da Çorte, ficou totalmente prostrado, excepto a tribuna e costas da Capella Mór, sepultando mais de quatro centas pessoas, que estavam assistindo aos Officios Divinos. O Coro de cima, que era um Paraiso na Terra, tambem se abateo, e serviu de sepultura com suas ruinas a quasi todas as Religiosas, que foram cincoenta e seis, alem de oito educandas, uma noviça, quatorze recolhidas, quarenta e tres criadas, e nove escravas, que por todas fazem cento e trinta e uma pessoas dentro do Mosteiro, que pereceram nesta tragica fatalidade."
Em 23 de Outubro de 1783, graças à Infanta D. Maria Anna, filha de D.José I, que com aprovação e esmolas doadas por D.Maria I, foi o Convento de novo reaberto, com a entrada de 4 freiras fundadoras, 8 recolhidas e 6 noviças, havendo nesse dia um Solene Pontifical ao qual assistiram várias pessoas da Casa Real.
A vida das religiosas deste convento era muito austera: oração contínua, estando sempre a toda a hora do dia e da noite duas religiosas em oração diante do Sacramento. Só a prioresa e a rodeira podiam falar com pessoas estranhas à clausura do Convento. Tinham como leito, uma cortiça; como travesseiro, um madeiro; o hábito era de um tecido grosseiro de lã; o calçado, sandálias; os jejuns frequentes; e a comida de magro, com excepção das doentes.
O patriarca de Lisboa, D. Guilherme Henriques de Carvalho, numa visita ao Convento, ofereceu licença para as freiras poderem moderar os rigores do seu modo de vida, porém tal não foi aceite pelas freiras.
Em tempos ainda mais antigos, saía deste Convento uma procissão à meia-noite de 16 de Janeiro, em desagravo do Sacramento ultrajado nos sítios de Santa Engrácia.

Extinto o Convento com a morte da última freira em 1901, passou para a posse do Estado. Desde Setembro de 2015 encontra-se a funcionar no local, a Escola Básica do Convento do Desagravo.

Convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento, f

Convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento, fachada principal, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 37, 18

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 37, 1858, de Filipe Folque, in A.M.L.

Expropriação de um quintal pertencente às freir

Expropriação de um quintal pertencente às freiras do Convento do Desagravo, in A.M.L.

Expropriação de um quintal pertencente às freir

Expropriação de um quintal pertencente às freiras do Convento do Desagravo, in A.M.L.

O "Galheteiro do Rossio"

Em 1866, dois anos após a sua demolição, ainda o famoso "Galheteiro do Rossio" fazia correr tinta. No n.º 23 de 1866, do jornal "O Panorama", podia ler-se o seguinte:
"O pensamento que deu origem ao celebrado galheteiro do Rocio foi outra victima. O genio que se propoz eternisar pela plastica os feitos do immortal imperador, dormia lá fóra. A tuba pregoeira do concurso accordou-o, e elle, abrindo as azas, voou para nós. Não esperando, porém, encontrar em paiz tão pequeno, tão grande e alto monumento, como é a estatua equestre de D. José I, nella esbarrou, partindo o nariz, porque assim póde dizer-se de quem ousou collocar em a mesma terra, e á curta distancia da rua Augusta, uma parodia da obra prima de Machado de Castro...Depois de levantado o pedestal, a estatua não quiz subir; e disse-se que era porque, faltando-lhe dinheiro para comprar abafos, não estava resolvida a ir expor-se permanentemente á chuva.Mais tarde desmentio-se esta desculpa e attribui-se-lhe outra. A estatua tinha vergonha de desempenhar o papel de argola de galheteiro. D'esta se convenceu o senado, e, achando-lhe razão. mandou arrazar a estulta cassoada. Assim é que morreu o desgraçado galheteiro do Rocio."
Este "monumento" que ornamentou a Praça do Rossio, teve o lançamento da primeira pedra, em 8 de Julho de 1852, e foi demolido em 1864.

Albumina datada de 1862 da autoria de Wenceslau Ci

Rossio, 1862, foto de Wenceslau Cifka. Coll. Lisboa Desaparecida, vol. 7

O primeiro monumento a Dom Pedro IV, 1852-1864, es

O primeiro monumento a Dom Pedro IV, 1852-1864, foto de estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

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Praça de D. Pedro IV, foto do álbum de Amédée de Lemaire-Ternante sobre Lisboa, in Centro Português de Fotografia

 

I Guerra Mundial

9 de Março, de 1916, em Lisboa, a Alemanha declara guerra a Portugal, tendo o  ministro alemão Rosen, apresentado a carta ao então ministro dos negócios estrangeiros, Augusto Soares.
Este seria o início da participação de Portugal na I Guerra Mundial, na qual participaram mais de cem mil soldados portugueses, que combateram em África e na Flandres. Portugal registou quase 40 mil baixas. Houve quase oito mil mortos e outros tantos feridos, seis mil ficaram desaparecidos e mais de sete mil foram feitos prisioneiros.

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Cais de Santa Apolónia, embarque do Corpo Expedicionário Português para a Flandres, após a entrada de Portugal na guerra, 1917, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Portugal na Guerra, revista quinzenal illustrada,

Portugal na Guerra, revista quinzenal illustrada, N.º 1, 1 Jun. 1917

Portugal na Guerra, revista quinzenal illustrada,

Portugal na Guerra, revista quinzenal illustrada, N.º 1, 1 Jun. 1917

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"A Capital : diario republicano da noite", N.º 2007 (10 Mar.)

Soldados do Corpo Expedicionário Português antes

Soldados do Corpo Expedicionário Português antes do embarque no cais de Santa Apolónia, 1917, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Arco de S. Bento

Em Setembro de 1937, era fixada a zona de expropriações das propriedades de S. Bento, para o desafogo do Palácio da então Assembleia Nacional, com isso, foi ordenado o apeamento do famoso Arco de São Bento.
Palavras de Belo Redondo, jornalista, ao redigir a notícia, no "Diário de Noticias":

"O Arco de S. Bento, irmão mais novo do Arco das Amoreiras, era o complemento da grandiosa obra do aqueduto das Aguas Livres, que, por inspiração magnânima do Senhor D. João V, o brigadeiro Manuel da Maia começou e o sargento-môr Custódio Vieira concluiu. Veio porém, o moderno sistema de canalização e o Arco ficou inútil, como um tropêco ao trânsito, primeiro, e como afronta à magestade do palácio da Assembleia Nacional, depois. Houve que demoli-lo agora, por êstes dois motivos, e todos o viram apear sem saüdades. Não tinha primores de arquitectura que o impusessem, nem tradições, como a desse histórico Arco de Santo André, de que os lisboetas ainda se lembram magoadamente. Nascera em má hora, porque só muitos anos depois de concluído o aqueduto é que os frades de S. Bento consentiram que lhes expropriassem uma parte da sua cêrca para se construir o Arco. E assim, pobre e estreito, tendo dado motivo noutro tempo, a largas discussões e conflitos sôbre a utilidade da sua construção, o Arco desapareceu agora, anónimamente, como empecilho ao progresso. Já nada resta dele.
A Câmara cuidou de numerar escrupulosamente as peças que constituíam, para o erguer novamente um dia. Mas onde? Ele era o mais singelo dos monumentos erguidos à glória de D. João V - e o rei perdulário tem ainda tantos e tam valiosos que é muito natural que o Arco de S. Bento nunca mais venha a ser lembrado. As suas pedras ficarão nalguma arrecadação, até que um dia se lembrem de aplicá-las noutra coisa, útilmente..."

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 Arco de S. Bento, ant. 1938, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Arco da rua de São Bento e palácio de São Bento, 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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Arco de S. Bento, 1937, foto de "O SÉCULO", in Arquivo Nacional da Torre do Tombo

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Arco de S. Bento, 1937, foto de "O SÉCULO", in Arquivo Nacional da Torre do Tombo

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Arco de S. Bento, 1937, foto de "O SÉCULO", in Arquivo Nacional da Torre do Tombo

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"Ilustração", N.º 291, 1 de Fev.. Nesta imagem pode-se observar, que parte do muro existente anteriormente, já se encontra parcialmente demolido, e a parte do aqueduto que estava ligada ao Arco também já se encontra demolida.

Rua Correia Garção e rua de São Bento vendo-se

Rua Correia Garção e rua de São Bento vendo-se o arco de São Bento e a escadaria para a Assembleia, 1938, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Pedras provenientes da demolição do Arco de São

Pedras provenientes da demolição do Arco de São Bento colocadas no terreno onde foi o Convento das Francesinhas, 1938, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Arco de São Bento na Praça de Espanha, 2000, foto de Luís Pavão, in a.f. C.M.L.

 

Teatro Nacional D. Maria II

Desde 1836 que se pensava em erguer um novo teatro nacional e normal (iniciativa de Joaquim Larcher, Governador Civil de Lisboa, mas que não frutificou). Em Setembro de 1837 o Visconde de Almeida Garrett fora encarregado pelo Governo de escolher local para a construção do ambicionado teatro, e, após várias tentativas demoradas para a constituição de uma companhia, por acções, que levasse a efeito aquele empreendimento, essa companhia sempre se organizou, sancionada pelas Cortes em 4 de Maio de 1839, e que reuniu o capital de 30 contos de réis.
A sociedade comercial que se propunha construir o teatro, após várias peripécias, não levou bom caminho. Mas Almeida Garrett, não desistiu. A Câmara tinha adquirido ao Governo, o edifício em ruínas do chamado Palácio da Regência, e em 1840 não sabendo o que fazer com os terrenos e as ruínas do velho Palácio, promoveu a sua venda, Garrett apresentou então na Câmara dos Deputados uma proposta para a edificação do Teatro Nacional, ajudando o Governo com a cedência de terreno e materiais.
Em 6 de Novembro de 1840 a proposta foi convertida em Lei. E logo se lançou as vistas para o edifício da Regência, que há seis anos estava em ruínas, pertencendo à Câmara. O Governo desfez o nó, resolvendo adquirir à Câmara, por intermédio de uma comissão, essas ruínas e o seu chão, o que teve execução em 18 de Maio de 1841, sendo avaliado aquele imóvel em dez contos de réis.
O novo Teatro, que se chamou D. Maria II, com a classificação de Nacional e normal, e aprovado que foi o risco do arquitecto Fortunato Lodi, começando demolições e desaterro em 7 de Julho, teve o lançamento da primeira pedra em Novembro de 1842. Foi esta casa de espectáculos, que se deve ao Visconde de Almeida Garrett, inaugurada em 13 de Abril de 1846, e sobrevive hoje com o seu nome e título primitivo de Teatro Nacional D. Maria II.
De referir, a título de curiosidade, que o entulho apurado das ruínas se empregou na construção da Calçada da Rua dos Fanqueiros.
Bibliografia consultada: "Casas da Câmara de Lisboa", de Luís Pastor de Macedo e Norberto de Araújo

Teatro Nacional Dona Maria II, sd, foto de Octávi

Teatro Nacional Dona Maria II, s/d, foto de Octávio Bobone, in a.f. C.M.L.

Planta do Theatro de D. Maria II - Fortunato Lodi.

Planta do Theatro de D. Maria II / Fortunato Lodi - http://purl.pt/13465

Revista Universal Lisbonense - jornal dos interess

Revista Universal Lisbonense - jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios, N.º 43, 16 Abr. 1846

Fachada lateral do Teatro Nacional Dona Maria II,

Fachada lateral do Teatro Nacional Dona Maria II, do lado do Largo São Domingos, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Teatro Nacional Dona Maria II, fachada lateral, sd

Teatro Nacional Dona Maria II, fachada lateral do lado do Largo Camões, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Teatro Nacional Dona Maria II, foto de Legado Seix

Rocio e o Teatro Nacional Dona Maria II, ant. 1867, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

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Teatro Nacional Dona Maria II, interior da sala, s/d, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

Teatro Nacional Dona Maria II, c. 1890, foto do es

Teatro Nacional Dona Maria II, c. 1890, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Teatro Nacional Dona Maria II, fachada lateral na

Teatro Nacional Dona Maria II, fachada lateral no Largo Camões, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Teatro Nacional Dona Maria II, fachada lateral, sa

Teatro Nacional Dona Maria II, fachada lateral no Largo São Domingos, s/d, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

 

Plano de urbanização da zona compreendida entre a praça dos Restauradores e a praça D. João da Câmara

A demolição do Grande Hotel de Inglaterra e do edifício onde se situava o Café Suisso, decidida em Março de 1948 e iniciada em Fevereiro de 1952, só viria a ter um plano aprovado para a respectiva zona em 1958.

Esse plano, de urbanização da zona compreendida entre a praça dos Restauradores e a praça D. João da Câmara, elaborado pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, em 1958, teve uma preocupação de volumetria, suprimindo dois andares ao projecto inicial, de forma a ficar integrado com o hotel Avenida Palace dos Restauradores.

Local onde existiu o Grande Hotel de Inglaterra, e

Local onde existiu o Grande Hotel de Inglaterra, e o edifício do Café Suisso, 1952, foto de Firmino Marques da Costa, in a.f. C.M.L.

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Plano de urbanização da zona compreendida entre a praça dos Restauradores e a praça D. João da Câmara, in A.M.L.

 

 

Aguadeiros

"Constando no Senado da Camara, que muitos Agoadeiros esquecidos das obrigações, que lhe são impostas deixão de servir ao Público por aquelles preços a que estão obrigados, exigindo-os maiores, e a seu arbitrio, servindo-se até mesmo dos barriz mais pequenos aos que são tambem obrigados a ter.
Ordena o Senado, que todos os Agoadeiros só possão usar de barriz de dezoito canadas, que estes sejão marcados com as letras, que denotem o Chafariz, e Companhia para o que se apresentarão ao Capitão Inspector dos Incendios, naquelles dias que os seus Capatazes lhes designarem. E todo aquelle Agoadeiro, que do primeiro de Julho em diante for encontrado com barril, que não for marcado na fórma ordenada, será multado em dois mil reis pagos da cadêa, e expulso daquelle serviço, ficando aliás em sua inteira observancia as providencias dadas sobre similhante objecto pelo Edital de dezesete de Setembro de mil otocentos e dois. E para que chegue á noticia de todos manda o Senado affixar os presentes Editaes nos Chafarizes desta Cidade. Lisboa 18 de Março de 1897 - Marco Antonio de Azevedo Coutinho de Montaury."
in "Legislação Régia, Livro 1802-1810"

Aguadeiros no chafariz de Dentro, 1907, foto de Jo

Aguadeiros no chafariz de Dentro, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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 Aguadeiros no chafariz da Esperança, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Aguadeiros no chafariz de Dentro, 1907, foto de Jo

Aguadeiros no chafariz de Dentro, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Aguadeiros num chafariz, sd, foto de João Goulart

Aguadeiros num chafariz, s/d, foto de João Goulart, in a.f. C.M.L.

Aguadeiros no Chafariz do Carmo, sd, fotógrafo ni

Aguadeiros no Chafariz do Carmo, s/d, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Palmela

Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Palmela.
A terceira duquesa de Palmela, de seu nome completo Maria Luísa Domingues Eugénia Ana Filomena Josefa Antónia Francisca Xavier Sales de Borja de Assis Paula de Sousa Holstein Beck, era também terceira marquesa do Faial e terceira condessa do Calhariz e de Sanfrè.
Aristocrata numa sociedade burguesa, artista no meio de homens, lutadora entre operários miseráveis. Na arte procurou o ideal de beleza, na rua enfrentou a realidade da pobreza. Viveu em palácios, trabalhou em cozinhas. Sonhadora de impossíveis, deixou para a História uma obra social; na Assistência Nacional aos Tuberculosos, nos Socorros a Náufragos, em asilos, missões ultramarinas, institutos de protecção à infância e ainda, com sua prima Maria Isabel Saint-Lèger, na fundação das Cozinhas Económicas, de que foi a primeira presidente, obra essa tão duradoura quanto as suas esculturas.
Faleceu em Sintra, e a 2 de Setembro de 1909, fez a sua derradeira viagem, com destino ao Jazigo da família Palmela, no cemitério dos Prazeres, sempre acompanhada por muitos populares, e de muitos elementos da corte.

Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Pal

Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Palmela no seu atelier de pintura, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Atelier da 3ª Duquesa de Palmela, Maria Luísa de

Atelier da 3ª Duquesa de Palmela, Maria Luísa de Sousa Holstein, ant. 1895, foto de Francesco Rocchini, in a.f. C.M.L.

A 3ª duquesa de Palmela, Maria Luísa de Sousa Ho

A 3ª duquesa de Palmela, Maria Luísa de Sousa Holstein, 1909, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Cozinhas económica, n.º 6, na Rua de S. Bento, s

Cozinha económica, n.º 6, na Rua de S. Bento, s/d, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Interior de uma das cozinhas económicas, foto de

Interior de uma das cozinhas económicas, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Funeral de Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Palmela, dirigindo-se para o cemitério dos Prazeres, 2 de Setembro de 1909, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

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Funeral de Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Palmela, dirigindo-se para o cemitério dos Prazeres, 2 de Setembro de 1909, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Funeral de Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Palmela, a urna à entrada do cemitério dos Prazeres, 2 de Setembro de 1909, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Funeral de Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª duquesa de Palmela,  2 de Setembro de 1909, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Funeral da 3ª Duquesa de Palmela, Maria Luísa de

Funeral da 3ª Duquesa de Palmela, Maria Luísa de Sousa Holstein - jazigo Palmela no cemitério dos Prazeres, 2 de Setembro de 1909, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Mercado de Santa Clara

O mais antigo dos mercados cobertos de Lisboa, e curiosamente o único que ainda resiste, é o Mercado de Santa Clara.

Concluído em 1877, abriu as suas portas cinco anos antes da abertura do Mercado 24 de Julho inaugurado em 1882, e quatro anos antes da abertura do Mercado da Praça da Figueira, concluída em 1881.

Tem este mercado uma caracteristica própria, pois algumas das lojas laterais, funcionam como complemento da Feira da Ladra.

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Mercado de Santa Clara, 1936, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Requerimento da Direcção da Companhia dos Mercados de Lisboa, para a construção do Mercado de Santa Clara, em 18 de Dezembro de 1874, in A.M.L.

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Requerimento da Direcção da Companhia dos Mercados de Lisboa, para a construção do Mercado de Santa Clara, em 18 de Dezembro de 1874, in A.M.L.

Levantamento topográfico de Francisco e César Go

Levantamento topográfico de Francisco e César Goullard, planta n.º 37, de 1878, in A.M.L.

Mercado de Santa Clara, com a Feira da Ladra, sd,

Mercado de Santa Clara, com a Feira da Ladra, s/d, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Mercado de Santa Clara, 1967, foto de Vasco Gouvei

Mercado de Santa Clara, 1967, foto de Vasco Gouveia de Figueiredo, in a.f. C.M.L.

Mercado de Santa Clara, interior, 1967, foto de Va

Mercado de Santa Clara, interior, 1967, foto de Vasco Gouveia de Figueiredo, in a.f. C.M.L.

Mercado de Santa Clara, interior, 1967, foto de Va

Mercado de Santa Clara, interior, 1967, foto de Vasco Gouveia de Figueiredo, in a.f. C.M.L.

 

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