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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

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Fonte Santa

"Aqui temos a famosa Fonte Santa, que deu o nome ao sítio bairrista", palavras de Norberto de Araújo, nas suas "Peregrinações em Lisboa", continuemos a leitura para ver o que mais nos transmite sobre o local, o autor:
"...a Quinta dos Prazeres, do séc. XVI, na qual a tradição diz ter aparecido a imagem de Nossa Senhora, «junto de uma fonte». Foi esta a origem da designação local de «Fonte Santa», que se perpetuou, e de que o chafariz e bica são o último documento."

Bibliografia: "Peregrinações em Lisboa", Livro 11, pág. 59 e 60

Chafariz da Fonte Santa, 1939, foto de Eduardo Por

Chafariz da Fonte Santa, 1939, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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in "Memoria sobre chafarizes, bicas, fontes, e poços públicos de Lisboa, Belem e muitos logares do termo", de Velloso d'Andrade

Chafariz da Fonte Santa,1945, foto de Fernando Mar

Chafariz da Fonte Santa,1945, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Chafariz da Fonte Santa, caravela de pedra, 1951,

Chafariz da Fonte Santa, caravela de pedra, 1951, foto de Eduarso Portugal, in a.f. C.M.L.

Av.Infante Santo

Numa publicação que intitulei "demolições e construções", já me tinha referido às demolições ocorridas, para a construção da Avenida Infante Santo. Dei contudo, nesse artigo mais relevo à zona correspondente à Av. 24 de Julho, vamos agora espreitar o outro extremo dessa artéria.
O antigo Hospital Militar Principal, funcionava no convento beneditino dedicado a Nossa Senhora da Estrela, desde a extinção das ordens religiosas em Portugal em 1834, na altura com a designação de Hospital Militar de Lisboa. Foi ao longo dos tempos ampliando as suas instalações, com a construção de vários pavilhões, nos antigos terrenos da cerca conventual.
É pois no meio destes anexos, junto à Basílica da Estrela, que se viria a rasgar a outra extremidade da Av.Infante Santo, com as obras a terem o seu início em 1949, e a prolongarem-se para além de 1951.

Pavilhões do Hospital Militar Principal, situados

Pavilhões do Hospital Militar Principal, situados na futura avenida Infante Santo, ant. a 1949, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Pavilhões do Hospital Militar Principal, na futur

Pavilhões do Hospital Militar Principal, situados na futura avenida Infante Santo, ant. a 1949, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo,  post. 1949, fo

Abertura da avenida Infante Santo, post. 1951, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

 

Parque Eduardo VII

Voltemos ao Parque Eduardo VII. O Famoso lago que muitos desconheciam, e que a muitos deixa dúvidas quanto à sua origem.
Para ficarmos a conhecer um pouco melhor a história deste lago, vamos-nos valer de Norberto de Araújo, nas suas "Peregrinações em Lisboa", Livro 14; diz-nos então o Olisipógrafo:
"A tentativa mais persistente, e não trato de saber se sempre bem orientada, para se fazer alguma coisa deste Parque, deve-se a Quirino da Fonseca.
O lago, que se situa logo adeante dos portões, é de construção recente, 1929, e destina-se a ser ligado a outros que vencidos os desníveis, correm superiormente, além das cascatas, junto da Estufa Fria."

O projecto de Keil do Amaral de 1940, executado entre 1945 e 1949, viria a dar o formato rectangular ao Parque (o formato actual), eliminando o Lago.

Lago do parque Eduardo VII, 1940, foto da colecç

Lago do parque Eduardo VII, 1940, foto da colecção Cassiano Branco, in a.f. C.M.L.

Desenho a aguarela sobre tela representando a plan

Desenho a aguarela sobre tela representando a planta geral do Parque da Liberdade, actual Parque Eduardo VII, assinado pelo engenheiro António Maria de Avelar, 1899, in a.f. C.M.L.

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Construção do Lago do parque Eduardo VII, s/d, foto de Mário Novais, in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian

Fotografia aérea da avenida da Liberdade, Marquê

Fotografia aérea da avenida da Liberdade, Marquês de Pombal e Parque Eduardo VII, entre 1930 e 1932, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

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Projecto do parque Eduardo VII, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, lago, post. 1929, foto de Paul

Parque Eduardo VII, lago, post. 1929, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea do Parque Eduardo VII, 1934, fot

Fotografia aérea do Parque Eduardo VII, 1934, foto de Pinheiro Correia, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, entrada e lago, ant. 1044, fot

Parque Eduardo VII, entrada e lago, ant. 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Lago do Parque Eduardo VII, ant. 1950, foto de Kur

Lago do Parque Eduardo VII, ant. 1950, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

Arranjo do Parque Eduardo VII com a localização

Arranjo do Parque Eduardo VII com a localização de edifícios públicos, 1945, in A.M.L.

Fotografia aérea sobre o Parque Eduardo VII, 1950

Fotografia aérea sobre o Parque Eduardo VII, já sem lago, 1950, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

 

 

Chafariz de Arroios

No início da actual Rua Carlos José Barreiros, antiga Estrada da Charneca, havia um chafariz no qual estavam esculpidas e emolduradas as armas da Cidade de Lisboa, com o seu navio, e as do Reino, com seus castelos e quinas. Apesar da singeleza do seu conjunto, esta fonte era das mais antigas de Lisboa. Inferiormente, estava a inscrição seguinte: «esta obra mandou fazer a cidade à custa do Real d'Ágoa Anno de 1624». Havia outra inscrição por cima da verga da porca da mina, onde se lia: «na era de 1398. teve principio esta fonte no Campo de Lourenço Affonso Costas, thesoureiro do Concelho, sendo escrivão d'elle, Lourenço Duraens e mestre pedreiro do mesmo Concelho João Gialdi». Segundo parece, o primeiro local da fonte deveria ter sido mais acima, em terrenos pertencentes ao dito tesoureiro. Por determinação camarária, de 9 de Março de 1848, passou a fonte para o princípio da rua, a pedido do proprietário do palácio do Conde da Guarda, Desembargador João Lopes Calheiros de Meneses, que contribuiu com a quantia de 48$000 réis. A primeira água veio a correr em 6 de Dezembro de 1848, sendo os sobejos concedidos ao palácio dos Senhores de Pancas, situado no Largo de Arroias, mediante o foro anual de 50 réis. Em 1935, foi tudo demolido, visto o terreno que lhe estava junto, ter sido aplicado à construção de edifícios.
Aproveitando o levantamento topográfico de Filipe Folque que acompanha este artigo, é de referir que, por esta data, os terrenos confinantes com Arroios, faziam parte do Concelho dos Olivaes, sendo a Câmara no Largo do Leão. Acresce a este facto, as quatro portas junto das quais funcionavam Casas de Despacho e só pelas portas respectivas é que se permitia a entrada de géneros na cidade.
As portas existentes na freguesia, que além do posto fiscal, possuíam também barreiras ou postos de despachos, eram as do Arco do Cego, na Estrada do Arco do Cego, a de Arroios, no final da Calçada de Arroios, do Largo do Leão, na Estrada da Charneca, e a da Estrada de Sacavém.

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Chafariz de Arroios, s/d, foto sem ref. ao autor, in a.f. C.M.L.

Chafariz de Arroios, sd, foto de Eduardo Portugal.

Chafariz de Arroios, s/d, foto de Eduardo Portugal

Atlas da carta topográfica de Lisboa,  n.º 6, 18

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 6, 1858, de Filipe Folque, in A.M.L., a vermelho, a última localização do chafariz, a azul, a Câmara Municipal dos Olivaes e a amarelo, as quatro Portas, ou Barreiras de Arroios.

Casa da Câmara dos Olivaes no Largo do Leão, 194

Câmara dos Olivaes no Largo do Leão, 1946, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Bibliografia:

"Revista Municipal", n.º 85


 

«É proibido andar parado»

"O Chiado é a montra de Lisboa, o aquario da cidade. A aglomeração de transeuntes, já torna dificil o transito em certas horas do dia. Mas além dos transeuntes, ha os que estacionam, os que não fazem nada, os que se encostam horas esquecidas á porta dos cafés e tabacarias - a vêr quem passa.
Muitos não se limitam a vêr; metem-se com as mulheres, dirigem-lhes graçolas de mau gosto, praticam a grosseria mais descabelada e mais estupida, convencidos de que fazem espirito.
O aquario começa na porta da Havaneza...segue-se a porta da Brasileira. Artistas, literatos e jornalistas. Uma mulher passa. Salta um «piropo». Algumas não gostam.
Vem depois a Bénard, a porta do Hotel Borges, a Marques. Mocinhos elegantes, meninos Citroën, filhos-familia sem emprego e outros espécimes curiosos da fauna lisboeta enchem o passeio, impedindo o transito, prejudicando o comercio.
Por fim, é o café Chiado. Os mesmos tipos. As mesmas scenas. Do outro lado, é a porta da livraria Bertrand, é a Estrela Polar, é o Tauromaquico.
Em resumo: é um espectaculo que não se vê em nenhuma cidade do mundo, em nenhuma cidade civilisada. Lisboa já não é um burgo provinciano, onde o cura, o medico e o juiz discutem politica á porta da farmacia. É uma cidade de trabalho, de movimento, de agitação. As ruas são para transitar, não para estacionar.
Assim o entendeu o comandante da Policia - e muito bem. Desde ontem que os ociosos do Chiado começaram a andar numa polvorosa. A policia encarregou-se deles; reeditou o velho «refrain»: - «É proibido andar parado». E tudo circula, minha gente. Pela direita! Seguir pela direita! Adopta a divisa do Grandela: "Sempre por bom caminho e segue".
Artigo publicado no "Diário de Lisboa", de 11 de Junho de 1928, com o titulo: "Os Lisboetas ociosos no Chiado".

Polícia sinaleiro, na Rua Garrett, Maio de 1928,

Polícia sinaleiro, na Rua Garrett, Maio de 1928, foto de Ferreira da Cunha, in a,f. C.M.L.

Casa Havaneza, 1913, foto de Johua Benoliel.jpg

Casa Havaneza, 1913, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

A Brasileira, o Hotel Borges e a Pastelaria Benard

A Brasileira, o Hotel Borges, e a Pastelaria Benard, 1966, foto de Casa Fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.

Café A Brasileira do Chiado, 1966, foto de Casa F

Café A Brasileira do Chiado, 1966, foto de Casa Fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.

Pastelaria Marques, sd, foto de Joshua Benoliel.jp

Pastelaria Marques, s/d, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Café Chiado, 1939, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Tabacaria Estrela Polar, sd, foto de Joshua Benoli

Tabacaria Estrela Polar, s/d, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

Arco do Carvalhão

O arco do Carvalhão. Eram estes terrenos pertença de Sebastião José de Carvalho e Melo, ainda antes de ele vir a ser Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, e estendiam-se até à actual Rua Marquês de Fronteira. O «Carvalhão» era pois o futuro Marquês de Pombal, e do apelido derivaram os nomes, do Arco do Carvalhão, da Rua do Arco do Carvalhão (que se designava anteriormente Rua do Sargento-Mór), e da Rua do Alto do Carvalhão.

Arco do Carvalhão, 1961, foto de Augusto de Jesus

Arco do Carvalhão, 1961, foto de Augusto de Jesus Fernandes, in a.f. C.M.L.

Arco do Carvalhão, 1947, foto de Fernando Martine

Arco do Carvalhão, visto do Viaduto Duarte Pacheco, 1947, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Arco do Carvalhão, 1945, foto de Estúdios Horác

 Arco do Carvalhão, visto da Rua do Alto do Carvalhão, 1945, foto de Estúdios Horácio Novais, in a.f. C.M.L.

 

Duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa

"Ás 10 e 45 da manhã param dois automoveis num determinado ponto da estrada militar, junto á Ameixoeira. É o sr. dr. Affonso Costa que chega com as suas testemunhas e o seu medico. Logo aparecem os primeiros curiosos. Não tardam mais tres automoveis. São aquelles em que veem o adversario do sr. dr. Affonso Costa, as suas testemunhas e o seu medico. O numero de espectadores aumenta. Aparece mais um automovel com «reporters». Surgem igualmente trens com outros espectadores. Populares do sitio, estranhando o movimento, fazem pequenos grupos. Vêem-se tambem soldados da guarda fiscal. Não faltam mulheres.
As testemunhas e o juiz de campo conferenciam. Naquella altura da estrada não ha sombra. As testemunhas vão estrada fóra, procurando sitio onde o sol não bata. Encontram-no a uns trezentos metros de distancia, e voltam a buscar os contendores. Os curiosos seguem tambem.
No local, que uma orla de arvores sombreia, as testemunhas conferenciam de novo, e marcam logares. Todos vestem trajo de passeio. O sr. dr. Affonso Costa tem o mesmo fraque de passeio com que ante-hontem estava na camara. O sr. Penha Garcia veste de claro, com chapeu de palha.
Desinfectam-se as espadas, e os dois adversarios preparam-se. Tiram colarinhos, gravatas,coletes e casacos. Em frente um do outro, as espadas estendidas tocam-se pelas pontas. Antonio Martins brada: Em guarda!
O combate começa."
É deste modo que surge no "Almanak de O Mundo", a descrição do início do duelo que envolveu o deputado, o dr. Afonso Costa, com o também deputado, sr. conde de Penha Garcia.

O duelo deveu-se a um desentendimento entre ambos, ocorrido na Câmara dos deputados. Após o discurso inflamado do líder do Partido Republicano (Afonso Costa), se ter insurgido contra a monarquia, a propósito da questão dos adiantamentos, o conde de Penha Garcia (primo de João Franco, presidente do conselho de ministros, com a pasta do reino), aproximou-se de Afonso Costa e disse-lhe «Quem assim desconsidera a honra alheia, não pode prezar a honra própria», obtendo como resposta um «Logo falaremos».
O duelo terminaria, com o ferimento de Afonso Costa num braço.

Duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa

Duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa, 14-07-1908, Estrada da Ameixoeira, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Cena de duelo entre Penha Garcia e Afonso Costa, Afonso Costa preparando-se para o duelo, 14-07-1908, Estrada da Ameixoeira, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Início do duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa, 14-07-1908, Estrada da Ameixoeira, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa

Duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa, 14-07-1908, Estrada da Ameixoeira, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa

Duelo entre o conde de Penha Garcia e Afonso Costa, a testemunha Moreira Júnior examinando Afonso Costa, após o ferimento no braço, 14-07-1908, Estrada da Ameixoeira, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Lisboa, 1945, Cheias

As Cheias de 1945, em Lisboa: "se tivessem coincidido com a hora da maré cheia, as inundações teriam assumido proporções ainda muito mais graves", era desta forma que o "Diário de Lisboa", de 18 de Novembro de 1945, se referia à forte precipitação que desde as 04:30 Horas, e durante 5 Horas sem interrupção, se abateu sobre Lisboa.
A zona de Alcântara, ao Poço do Bispo, foi a zona mais afectada da cidade, mas zonas como, a estrada de Benfica, o Campo Grande, Palhavã, as Avenidas Novas, a Baixa, foram igualmente muito afectadas.

De realçar a brilhante cobertura fotográfica de Judah Benoliel, que nos permite ter uma visão do que se passou.

Inundações, à esquerda a capela do Hospital Cur

Inundações, à esquerda a capela do Hospital Curry Cabral e, à direita, a Maternidade Abraão Bensaude, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Inundações na Rua de S. Paulo, 18-11-1945, foto

Inundações na Rua de S. Paulo, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Inundações, Av. 24 de Julho, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Inundações, Av. 24 de Julho, frente ao Boqueirã

Inundações, Av. 24 de Julho, frente ao Boqueirão Duro, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Inundações, junto da estação do Cais do Sodré

Inundações, junto da estação do Cais do Sodré, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Inundações, Terreiro do Paço, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Inundações, Terreiro do Paço, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Inundações, rua Bernardino Costa, e a Rua do Ars

Inundações, rua Bernardino Costa, e a Rua do Arsenal, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Inundações, Rossio, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Inundações, Rossio, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Inundações, Av. da República, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Inundações, Estrada de Benfica, 18-11-1945, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

O Passeio dos Arcos

"Ingressemos na chamada «Entrada do Passeio dos Arcos», êste pequeno eirado sumàriamente ajardinado, ao fundo do qual se encontra o portão de ferro que conduz à galeria alta do Aqueduto.

Aquela estátua mutilada, representando um guerreiro romano, segurando um escudo das quinas no braço esquerdo, é obra, segundo se crê, de Alexandre Guisti; parece guardar simbòlicamente a entrada dos Arcos...Alguns críticos estrangeiros consideram este Monumento, que o Terramoto nem sequer abalou, uma das construções mais arrojadas e belas do mundo, «igualando os maiores monumentos dos romanos».
Este Passeio dos Arcos houve tempo em que foi público, para trânsito dos arredores até Campolide (Rato).
Teve porém de ser fechado, após várias tentativas ante a resistência pública, em 12 de Agôsto de 1852. É que os suicídios contavam-se por centenas. Quanto aos famosos crimes de Diogo Alves neste Passeio dos Arcos têm mais de fantasia que de realidade; do processo de condenação nada consta."
in "Peregrinações em Lisboa, Livro 11, pág.s 84 e 85, de Norberto de Araújo

Aqueduto das Águas Livres, foto de Paulo Guedes.j

Aqueduto das Águas Livres, post. 1912, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

O Guerreiro, estátua colocada na entrada do aqued

O Guerreiro, estátua colocada na entrada do aqueduto das Águas Livres em Campolide, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

O Guerreiro, estátua colocada na entrada do aqued

 Entrada do aqueduto das Águas Livres em Campolide, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Aqueduto das Águas Livres, entrada do passeio dos

Aqueduto das Águas Livres, entrada do Passeio dos Arcos, do lado da Serafina, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

O Passeio dos Arcos do Aqueduto das Águas Livres,O Passeio dos Arcos do Aqueduto das Águas Livres, encerrado por questões de segurança em 1852, c. 1912, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

A Fábrica de Cerveja Peninsular, e a Escola Estephania

Há bem pouco tempo, estavam estas fotografias arquivadas no Fundo Antigo do Arquivo Municipal de Lisboa, desconhecendo-se os seus autores. Com a recente descoberta dos seus autores, fica a história mais composta; como sói dizer-se - o seu a seu dono.
Publiquei um outro dia, a propósito do Palácio dos Condes de São Miguel, uma dessas imagens, a que hoje associo outra.
Na imagem correspondente à Fábrica de Cerveja Peninsular, pode ler-se no seu cunhal, o nome da artéria, que neste caso é o Caminho do Forno do Tijolo. Um pouco mais à direita, junto à carroça estacionada, e ao frade de pedra, uma outra referência toponímica indica-nos o início do Regueirão dos Anjos, local onde se situava a Escola Estephania, como se pode ver pela outra imagem dos mesmos autores, que incluo neste artigo.
Sobre esta Escola, o que se pode dizer, é o que consta de um anúncio de 1908, publicado no "Almanak de O Mundo", que diz estar esta Escola instalada no Palacete Villa Braz Fernandes, Rua de Arroios, 48, e era propriedade de Agostinho José Fortes.
Contudo, em anúncio da mesma publicação, no ano seguinte, 1909, já aparece a referida Escola com a morada de - Avenida Dona Amelia, A.N.

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Fábrica de Cerveja Peninsular, 1898 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Escola Estephania, 1898 1908, foto de Machado & So

Escola Estephania, 1898 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa, 11 J, 1910, de Albe

Planta Topográfica de Lisboa, 11 J, 1910, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.. A vermelho a Fábrica, e a Amarelo a Escola

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 Anúncio no "Almanak de O Mundo" - http://purl.pt/16585/1/index.html#/161/html

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Anúncio no "Almanak de O Mundo" - http://purl.pt/16585/1/index.html#/310/html

 

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