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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

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A Torre de Belém e a Guerra Civil Americana

O episódio aconteceu a 28 de Março de 1865, quando a navio Confederado "CSS Stonewall" saía do porto de Lisboa, e o navio da União "USS Niagara" mudou a sua posição no porto. Presumindo que ele estava tentando seguir o "CSS Stonewall" antes do fim do período de espera de 24 horas mandatado pela lei internacional, a Torre de Belém abriu fogo contra o "USS Niagara" e o "USS Sacramento" que o acompanhava.

De referir que a missão do "USS Niagara", era a de observar o "CSS Stonewall", que vindo de Bordéus se deslocava para Cuba.

Torre de Belém, sd, foto de Alberto Carlos Lima,

Torre de Belém, s/d, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Torre de Belém a disparar contra o "USS Niagara" e o "USS Sacramento", foto in navsource.org

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 "USS Niagara", foto in navsource.org

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 "USS Sacramento", foto in navsource.org

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 "CSS Stonewall", foto in navsource.org

A Torre de Belém, e o Caminho de Ferro de Lisboa a Sintra

Na "Revista pittoresca e descriptiva de Portugal com vistas photographicas", de Joaquim Possidonio Narcizo da Silva, a vista photografica da Torre de S. Vicente de Belem, e que aqui reproduzo, vem acompanhada com um texto do qual saliento este pequeno excerto:
"...no primeiro plano vêem-se os destroços da famigerada linha ferrea, que da deliciosa Cintra havia de fazer um bairro de Lisboa; apenas alguns tôros já damnificados pela acção do tempo, apenas uma estreita lingueta de terra, são os unicos vestigios de tão brilhante empreza, a qual foi começada sob tão lisonjeiros auspicios, mas infelizmente o cruel destino a fez morrer no seu dourado berço."
Temos que recuar até ao ano de 1854, mais precisamente a 30 de Setembro, para sabermos mais sobre esta «empreza»: "Dom Fernando, Rei Regente dos Reinos de Portugal, Algarves, etc., em Nome d'El-Rei, Fazemos saber a todos os subditos de Sua Magestade, que as Côrtes Geraes decretaram, e Nós Queremos a Lei seguinte:
É approvado, na parte que depende da sanção legislativa, o contrato celebrado aos 30 de Setembro de 1854, entre o Governo e De Claranges Lucotte, para a construcção de um caminho de ferro de Lisboa a Cintra, o qual contrato vae junto á presente Lei, e d'ella faz parte."
Este contrato, que envolvia a construção de um cais, e uma doca, para além do referido caminho de ferro, foi celebrado e assinado em 26 de Julho de 1855, por Fontes Pereira de Melo, então Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, sendo ainda interinamente, encarregado do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Industria.
Como se viu, em 1962, data da photografia, estava a obra interrompida. Em 1963, surgia novo contrato:
"Aos 30 dias do mez de maio de 1863, n'este ministerio das obras publicas, commercio e industria, e gabinete do ill.mo e ex.mo sr. duque de Loulé, presidente do conselho de ministros, ministro e secretario d'estado dos negocios estrangeiros, e interinamente encarregado do ministerio das obras publicas, commercio e industria, onde compareci eu Ernesto de Faria, do conselho de Sua Magestade, secretario d'este ministerio, estando presentes de uma parte o mesmo ex.mo sr. ministro, primeiro outorgante em nome do governo, e da outra parte o cidadão francez Hubert Debrousse, assistindo a este acto o bacharel Antonio Cardoso Avelino, ajudante do procurador geral da corôa junto ao mesmo ministerio, foi dito perante mim e testemunhas abaixo nomeadas, pelos mencionados outorgantes que haviam concordado em celebrar um contrato para a concessão dos terrenos já conquistados e a conquistar sobre o Tejo na margem direita d'este rio, para o estabelecimento de docas e de um dique de querenar, bem como para um caminho de ferro de Lisboa a Cintra, na conformidade das condições e clausulas abaixo transcriptas, a cuja execução e cumprimento se obrigaram, o primeiro outorgante em nome do governo, e o segundo em seu proprio nome."
Bibliografia consultada:

"Revista pittoresca e descriptiva de Portugal com vistas photographicas", de Joaquim Possidonio Narcizo da Silva

"Collecção Official da Legislação Portugueza", Anno de 1855

"Collecção Official da Legislação Portugueza", Anno de 1863

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 Fotografia in http://purl.pt/26977/1/index.html#/19/html

 

 

Acabou o cativeiro da Torre!

"Assim acabou o cativeiro da Torre de Belém - após 50 anos de clamor contra o gasómetro.
A operação do derrube das duas chaminés que ladeavam a torre de Belém atraiu ao local muitas pessoas que, avisadas da hora da explosão, manifestaram grande ansiedade em assistir ao desmoronamento...Os trabalhos de demolição foram dirigidos pelo eng. Bastos Gonçalves, que colocou cinco quilogramas de dinamite, divididos em pequenas parcelas, na base de cada chaminé.
Eram 15 e 10, quando se ouviu um toque de clarim, que constituía o convencionado sinal de precaução para as pessoas que se encontravam nas imediações. Dez minutos depois, novo toque de clarim deu sinal para a primeira explosão, que se ouviu logo a seguir. Depois de um pequeno período de fumo e poeira, que se revelou na base da chaminé, verificou-se que esta sofrera um forte rombo, que no entanto não fora suficiente para a fazer cair. Uma segunda explosão, preparada para daí a instantes, abalou então a base da coluna, que caiu sobre a direita, quase suavemente, até atingir o solo, com grande estrondo e levantando no espaço grossa nuvem de fumo e poeira.
Logo a seguir preparou-se a queda da chaminé do lado, para o que logo foi dado o novo sinal, sonoro. Também esta não caiu à primeira explosão, nem mesmo à segunda, só a detonação de um terceiro tiro se revelando com energias bastantes para eliminar as ultimas resistências da sombra negra que teimava em não se separar da imagem da torre de Belém."
in Diário de Lisboa, 7 de Junho de 1950

Chaminés da Fábrica do Gás em Belém, demoliç

Chaminés da Fábrica do Gás em Belém, demolição , foto de Claudino Madeira, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea sobre a zona de Belém, vê-se a

Fotografia aérea sobre a zona de Belém, vendo-se a fábrica de gás, 1938, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

Fábrica de gás de Belém 1912, foto de Joshua Be

Fábrica de gás de Belém, 1912, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Fábrica do gás de Belém no dia em que deixou de

Fábrica do gás de Belém, no dia em que deixou de funcionar, 9-6-1949, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Fábrica do gás de Belém no dia em que deixou de

 Fábrica do gás de Belém, no dia em que deixou de funcionar, 9-6-1949, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Fábrica de Gás de Belém 1.jpg

Fábrica de Gás de Belém , fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Fábrica de Gás de Belém, demolição, foto de J

Fábrica de Gás de Belém, chaminés com explosivos prontos para a demolição, 7 de Junho de 1950, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Primeiro tiro que abateu a chaminé do lado nascen

Demolição das chaminés, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

demoliçao fabrica gas.jpg

Demolição das chaminés, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

A Fábrica do Gás de Belém, demolição.jpg

Demolição das chaminés, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea da Torre de Belém,anos 50 foto

Fotografia aérea da Torre de Belém, após as demolições, foto de Filmarte, in a.f. C.M.L.

Vistas de Lisboa e Sintra, por Rocchini, anteriores a 1868

Álbum sobre Lisboa e Sintra, 27 fotos, provas em albumina, de Francesco Rocchini, photographo
Data provável segundo dedicatória «Offerecido à Exma. Senha. D. Catharina Rita Caldas em 28 de Abril de 1868» na folha de guarda
in http://purl.pt/25802

Vêm acompanhadas das seguintes legendas
F. 1: Praça do Comércio . - F. 2: Praça e monumento de Luís de Camões . - F. 3: Palácio da Pena . - F. 4: Castelo dos Mouros . - F. 5: Vila da Sintra e palácio da Vila . - F. 6: Panorâmica de Lisboa com Igreja da Estrela e cemitério dos Prazeres . - F. 7: Panorâmica de Lisboa com cemitério dos Prazeres . - F. 8: Igreja da Estrela . - F. 9: Igreja da Memória . - F. 10: Torre de Belém . - F. 11: Mosteiro dos Jerónimos . - F. 12: Mosteiro dos Jerónimos – portal sul . - F. 13: Teatro de D. Maria II . - F. 14: Teatro da Trindade . - F. 15: Palácio das Necessidades . - F. 16: Palácio da Ajuda . - F. 17: Palácio da Ajuda . - F. 18: Aqueduto das Águas Livres . - F. 19: Panorâmica da Baixa – Rossio, praça da Figueira até à Igreja da Estrela . - F. 20: Praça do Comércio e rio Tejo . - F. 21: Baixa e rio Tejo . - F. 22: Baixa e rio Tejo . - F. 23: Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte . - F. 24: Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte . - F. 25: Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte . - F. 26: Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte . - F. 27: Panorâmica de Lisboa tirada do Castelo S. Jorge

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F. 1 -  Praça do Comércio

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F. 2 - Praça e monumento de Luís de Camões

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F. 3 - Palácio da Pena

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F. 4 - Castelo dos Mourosf 5.jpg

F. 5 - Vila da Sintra e palácio da Vila

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F. 6 - Panorâmica de Lisboa com Igreja da Estrela e cemitério dos Prazeres

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F. 7 - Panorâmica de Lisboa com cemitério dos Prazeres

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F. 8 - Igreja da Estrela

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F. 9 - Igreja da Memória

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F. 10 - Torre de Belémf 11.jpg

F. 11 - Mosteiro dos Jerónimos

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F. 12 - Mosteiro dos Jerónimos – portal sul

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F. 13 - Teatro de D. Maria IIf 14.jpg

F. 14 - Teatro da Trindade

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F. 15 - Palácio das Necessidades

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F. 16 - Palácio da Ajuda

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F. 17 - Palácio da Ajuda

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F. 18 - Aqueduto das Águas Livres

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F. 19 - Panorâmica da Baixa – Rossio, praça da Figueira até à Igreja da Estrela

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F. 20 - Praça do Comércio e rio Tejo

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F. 21 - Baixa e rio Tejo

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F. 22 - Baixa e rio Tejo

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F. 23 - Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte. ( Isto é o que diz a legenda, quanto a mim mal legendada, pois, esta, é uma vista tirada do Castelo de S. Jorge )

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F. 24 - Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte. ( Mais uma vista, tirada do Castelo de S. Jorge, repare-se como fica frontal o Convento e as Ruínas da Igreja do Carmo )

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F. 25 - Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte. ( Esta, é uma vista tirada do Castelo de S. Jorge, repare-se no Hospital de S. José, que visto da Sra do Monte, não consegue ver a fachada sul do edifício, que nesta vista é a mais presente )

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F. 26 - Panorâmica de Lisboa tirada da Sra do Monte. ( Mais uma vez, uma imagem impossível  de obter da Sra do Monte, no canto inferior direito podemos observar a antiga Igreja do Socorro, com o Hospital de S. José, mesmo por trás, e, à direita, na parte central da imagem, o Hospital do Desterro )

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F. 27 - Panorâmica de Lisboa tirada do Castelo S. Jorge

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Folha de guarda, com dedicatória «Offerecido à Exma. Sra. D. Catharina Rita Caldas em 28 de Abril de 1868»

Torre de Belém

"A famosa torre ou castello de S. Vicente de Belem assenta na margem do tejo, pouco a baixo de Lisboa. Foi projectada por D. João II, para cruzar fogos com a Torre Velha, construida no outro lado do rio por D. João I. Do nosso chronista Garcia de Resende foi o seu plano. Só D. Manuel pôde, entretanto, leval-o á execução, quando edificava o proximo convento dos Jeronimos, e no mesmo gosto d'elle. Por occasião da morte deste nonarcha já a torre ficava acabada, e, em 25 de setembro 1521, doada a sua capitania a Gaspar de Paiva.
Construida originalmente no meio das ondas, com a accumulação de arêas, e tendencia que o rio tem a pesar sobre a margem sul, deixando a descoberto a do norte, a torre está hoje situada no pontal de uma lingueta.
Neste bello modelo de architectura militar são dignos de ver-se os relevos e bestiães; nos angulos as guaritas com seus lavores;
as ameias entre as guaritas...Uma das maiores curiosidades da torre é a sala regia, que tem uma varanda para o mar, rematada com as armas de Portugal, e divisas de D. Manuel."
in http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/ArquivoP/1859/TomoII/N52/N52_item1/P1.html

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Torre de Belém, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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Torre de Belém-Códice de Cadaval

in http://www.patrimoniocultural.pt/static/data/imprensa/notas_de_imprensa/500_anos_torre_de_belem/torre_de_belem_codice_de_cadaval_1580_arquivo_nacional_da_torre_do_tombo_peq.jpg

Planta da zona marginal junto à Torre de Belém,

Planta da zona marginal junto à Torre de Belém, 1887, de Francisco Goullard, in A.M.L.

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Planta da Torre de Belém

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 Planta da Torre de Belém

Firing on USS Niagara and USS Sacramento, 28 March

 Torre de Belém, fazendo fogo contra as fragatas, USS Niagara e USS Sacramento, 28 Março de 1865

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Torre de Belém, foto de Ferreira da Cunha, in a.f.C.M.L.  

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