Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Incêndio das Encomendas Postais

Sexta-feira, 2 de Maio de 1919 ocorre um incêndio que danifica parte da Ala Oriental do Terreiro do Paço.
Em Sessão de 9 de Maio de 1919, o Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses referindo-se a este incêndio diz, que se perdeu:
A histórica sala onde foi servido o banquete oferecido por ocasião da inauguração da estátua equestre;
Os Museus das Congregações Religiosas e das Alfândegas;
O Arquivo do Tribunal do Comércio e uma Repartição das Obras Públicas onde existiam muitas plantas topográficas.
De referir que o incêndio deflagrou nas encomendas postais, e, segundo Damião Peres, verificaram-se várias sabotagens no combate aos incêndios e "Manifestos clandestinos distribuidos incitavam ao incêndio de edifícios públicos e à revolução social."

Incêndio na repartição das Encomendas Postais,

Incêndio na repartição das Encomendas Postais, foto de Joshua Benoliel, in a.f.C.M.L.

Incêndio na repartição das Encomendas Postais,

Incêndio na repartição das Encomendas Postais, foto de Joshua Benoliel, in a.f.C.M.L.

N690_0005_branca_t0.jpg

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1919/N690/N690_item1/P5.html

-

Bibliografia consultada, Lisboa: Revista Municipal, N.º 7 ; Arquivo & Biblioteca, da Fundação Mário Soares; Ilustração Portuguesa, 2.ª série, n.º 690, 12 de Maio de 1919

 

Pelourinho

"A praça onde se levanta a coluna do Pelourinho ocupa aproximadamente a mesma área que o antigo Largo da Patriarcal; do sul é limitada pela extensa fachada do Arsenal da Marinha; do nascente fica o edifício da Câmara Municipal; do norte a poente fecham-na grandes prédios com a arquitectura uniforme pombalina. Na direcção leste-oeste passa-lhe ao sul a Rua do Arsenal; do canto nordeste começam, para nascente a Rua do Comércio, e para o norte o Largo de S. Julião.
Depois da sua abertura, chamava-se-lhe ainda Largo da Patriarcal; a seguir passou a ser Praça dos Leilões ou das Arrematações; em 1783 aparece pela primeira vez a denominação de Largo do Pelourinho que permaneceu até 1886, em que, por edital de 24 de Março, foi mudada para Praça do Município.

Consta que a coluna do Pelourinho foi levantada alguns anos depois do terremoto de 1755, e que o seu risco é do arquitecto Eugenio dos Santos e Carvalho.
A coluna, incluindo o sóco e o seu coroamento, é uma peça monolítica de mármore de Pero Pinheiro, assentando sobre uma base ou tabuleiro de cantaria, para o qual se sobe por cinco degraus.
Este tabuleiro é quadrado, com 5m de largura, e os cantos cortados em curva côncava; a esta forma obedece todo o monumento. Em 1844 colocou a Câmara, em baixo da escadaria, um gradeamento de ferro, alto, que mais tarde foi retirado. Actualmente um arrelvado, protegido por grade artística, circunda as escadas do monumento.
Está o pelourinho de Lisboa classificado monumento nacional, como bem merece; pela sua execução artística tem sempre excitado a admiração dos entendidos, e só graças a um milagre o podemos ainda hoje admirar, pois Junot, quando se retirou de Lisboa em 1808, pretendeu levá-lo como recordação; e tê-lo-ia feito se não fosse a intempestiva chegada dos ingleses!"
in "Dispersos" de A. Vieira da Silva

Pelourinho, fotógrafp ni.jpg

Pelourinho, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

e-952-v_0001_1_p24-C-R0150.jpg

Largo do Pelourinho,  http://purl.pt/5598/1/index.html#/1/html

e-952-v_0002_2_p24-C-R0150.jpg

Largo do Pelourinho, http://purl.pt/5598/1/index.html#/2/html

Pelourinho, foto de José Chaves Cruz.jpg

Pelourinho, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

Pelourinho da praça do Município em 1861.jpg

Pelourinho da praça do Município em 1861, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Praça do Município.jpg

Praça do Município, espólio Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Eça de Queiroz e Lisboa

No ano de 1900, a 16 de Agosto, morre, em Neuilly, o escritor Eça de Queiroz, após prolongada doença. No mês de Setembro, o corpo do escritor seria trasladado para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.

Nascido na Póvoa do Varzim (25 de Novembro de 1845), Eça de Queiroz desenvolveu a sua vida literária entre meados dos anos 1860 e 1900. Nesse lapso temporal, Eça marcou a cena literária portuguesa com uma produção de alta qualidade, parte dela deixada inédita à data da sua morte.

Monumento a Eça de Queirós, obra de Teixeira Lop

Monumento a Eça de Queiroz, obra de Teixeira Lopes, foi inaugurado em 1903, foto de alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

 A relação de Lisboa com Eça de Queiroz, está bem patente em alguns marcos lisboetas, referidos na sua vasta obra, aqui ficam apenas alguns exemplos.

Casa Havaneza e a Brasileira, foto de Joshua.jpg

Casa Havaneza e a Brasileira, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

"Nos fins de Maio de 1871 havia grande alvoroço na Casa Havanesa, ao Chiado, em Lisboa..."
in "O Crime do Padre Amaro"

Grande Hotel Central, foto de Joshua Benoliel.jpg

Grande Hotel Central, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

"Nessa tarde, às seis horas, Carlos, ao descer a Rua do Alecrim para o Hotel Central, avistou Craft dentro da loja de bricabraque do tio Abraão..."

in "os Maias"

Grémio Literário, foto de Joshua.jpg

Grémio Literário, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

"Mas vê lá...Não sejas o costumado Dâmaso! Não te vás pôr a alardear isso pelo Grémio e pela Casa Havanesa!..."
in "Os Maias"

O Aterro, fotógrafo ni.jpg

O Aterro, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

"Chegara ao fim da Rua do Alecrim quando viu o conde de Steinbroken, que se dirigia ao Aterro, a pé seguido da sua vitória a passo..."
in "Os Maias"

Rossio, anterior a 1919, foto de Manuel Tavares.jp

Rossio, foto de Manuel Tavares, in a.f. C.M.L.

"Do Rossio, o ruído das carroças, os gritos errantes de pregões, o rolar dos americanos, subiam, numa vibração mais clara, por aquele ar fino de Novembro..."
in "Os Maias"

Teatro Nacional de São Carlos, foto de Domingos A

Teatro Nacional de São Carlos, foto de Domingos Alvão, in a.f. C.M.L.

"Nessa noite em S. Carlos, num entreacto dos <<Huguenotes>>, Ega apresentou-o ao senhor conde de Gouvarinho, no corredor das frisas..."
in "Os Maias"

Estação de Santa Apolónia.jpg

Estação de Santa Apolónia, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

"Depois de Santa Apolónia a estrada começou, infindável, desabrigada, batida pelo ar agreste do rio..."
in "Os Maias"

 

Feira de Agosto

"Quando vem o mez de agosto, começa a sahir de Lisboa a gente que se presa, uma grande parte para fingir de rica, que vae gosar os rendimentos para o estrangeiro, para o campo e para as praias, como é de bom tom e de bom gosto...
Lisboa fica então ás moscas, aos economicos, que deitam contas á vida, e ao proletariado, que não tem de que deitar contas.
Fecham os teatros, fecham-se as salas, dam-se as ultimas touradas no Campo Pequeno, e para acabarem todas as distrações ao lisboeta fecham-se este anno as côrtes, a unica coisa que ainda mexia neste mar morto da capital do reino.
Veio porém o progresso cá da terra e achou improprio de uma capital os seus usos tradicionaes. Abolio os arraiaes e feiras intra muros por indecentes e más figuras. Não se queriam esses espéctaculos e distrações saloias; nada de arraiaes aos santos populares, nem de feiras velhas nesta Lisboa formosa e risonha.
As feiras eram outra distração para o lisboeta, que adora os petiscos saboreados na barraca de lôna com suas cortinas de ramagem de cores berrantes, e o torreano bebido por tigelas a regar as belas caldeiradas, as sardinhas na grelha...e toda essa culinaria nacional que vae desde a canja de galinha até ao mexilhão.
Não se queriam mais essas coisas na cidade e a cidade entristeceu por estes mezes de verão...
Tudo voltou como antes e Lisboa passou o verão de 1907 só com a feira de Alcantara e a de Belem, esta quando já goteja a telha e o povo tem os teatros e circos abertos em Lisboa para sw divertir ás noites, não falando na praga dos animatografos.
Este anno, porém, desforrou-se. A seguir á feira de Alcantara, inaugurou-se a feira de agosto que entra pelo setembro, até que cheguem as peras cosidas e as castanhas assadas.
Uma grande feira, no futuro parque Eduardo VII, lá no alto da Avenida, uma feira a que antes se devia chamar <<Centro de Diversões, porque pouco ou nada se vende do que se traz paea casa.
Da feira de agosto só se poderá trazer para casa alguma bugiaria, e no estomago alguns petiscos, pois quanto ao mais do que lá se gasta lá fica.
Para isso tem o publico por onde escolher, desde o velho tutilimundi ao moderno cinematografo, desde a apimentada revista de anno até á zarzuela, em teatros de luxo abrigados a pinho e papelão pintado com luz eléctrica, geral, superior e cadeiras para distinção de classes.
Realejos colossaes, como grandes orquestras, que tocam á porta dos espectaculos e se ouvem a meia legua de distancia.
As barracas de petiscos tomaram ares de restaurantes, e já não são reles cortinas de ramagem que devidem seus gabinetes particulares, mas biombos de papel pintado e reposteiros discretos, todos iluminados a luz eléctrica.

Um destes restaurantes, por exemplo, anuncia as caldeiradas á marinheira comidas a caracter, na tolda de um navio armado em terra firme, com seus mastros e vergas.
Botequins ao ar livre e cervejarias.
O bazar do Albergue das Creanças Abandonadas, outro ponto de reunião, com tombolas e sortes, em beneficio daquelles pobres que não teem sorte.
Á noite, mais tem que ver a feira com seus renques de luz eléctrica e arcos voltaicos, apresentando de fóra uma perspéctiva linda com seu tanto de fantastica.
Para nada faltar, por lá gira a roleta rapando os ultimos cobres aos viciosos das duzentas.
E assim, o lisboeta tem agora onde entreter as noites calmosas."
in O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, N.º 1069 ( 10 Set. 1908 )

Feira de Agosto1.jpg

 Feira de Agosto, 1911, fotógrafo n/i, in a.f.C.M.L.

Feira de Agosto, alberto.jpg

Feira de Agosto, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Feira de Agosto, ni.1.jpg

 Feira de Agosto, 1908, fotógrafo n/i, in a.f.C.M.L.

Parque Eduardo VII, pavilhão na Feira de Agosto,

Parque Eduardo VII, pavilhão na Feira de Agosto, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Feira de Agosto no parque Eduardo VII, teatro Júl

Feira de Agosto no parque Eduardo VII, teatro Júlia Mendes, 1911, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Feira de Agosto, ni.jpg

 Feira de Agosto, sem data, fotógrafo n/i, in a.f.C.M.L.

Feira de Agosto no parque Eduardo VII, barraca das

Feira de Agosto no parque Eduardo VII, barraca das farturas premiada pelo júri, 1911, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Feira de Agosto no parque Eduardo VII, pavilhão d

Feira de Agosto no parque Eduardo VII, pavilhão do Metropolitan Scenic Railway, 1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, pavilhão na feira de Agosto,

Parque Eduardo VII, pavilhão na feira de Agosto, pós 1907, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f.C.M.L.

Feira de Agosto.jpg

 Feira de Agosto, 1911, fotógrafo n/i, in a.f.C.M.L.

 

Metropolitano de Lisboa

"Após quatro anos de expectativa, Lisboa tem o seu Metropolitano. Espreitou-o através dos buracos que a empresa, ironicamente, abrira nos tapumes. Sentiu-o rasgar-lhe a pele, violentamente, nos caninos metálicos das escavadoras. Lera avidamente um noticiário extenso sobre a evolução da grande obra. Um clima de interesse envolvia o metropolitano, ao qual o público desceu hoje, num alvoroço espantado e ruidoso.
Esta manhã, às 6 horas, foram abertas as cancelas das vias de acesso às diversas estações. Logo desde o início do funcionamento do metropolitano,a afluência do público foi intensa. No primeiro comboio, saído da estação dos Restauradores tomaram lugar algumas artistas espanholas que se exibem numa <<boite>> de Lisboa, acompanhadas dos seus músicos privativos, que cantaram e dançaram, entre os aplausos dos passageiros...A partir de hoje, Lisboa conta com mais um veículo, o comboio do metropolitano, que vem dispersar as multidões das <<bichas>> para os outros meios de transporte e desafogar o trânsito."
Assim noticiava a 30 de Dezembro de 1959, o Diário de Lisboa, a inauguração do Metropolitano de Lisboa, ocorrida na véspera.

4370417376_5dfcc84228_o.jpg

 Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

4369671785_77df66e8ea_o.jpg

Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

4370420382_a5a96fdd93_o.jpg

 Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

4370418256_5253f7b8ac_o.jpg

 Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

4370418560_f838c5bccd_o.jpg

Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

4370417710_8cbaec1b33_o.jpg

Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

4744863963_e5458cb8c0_o.jpg

Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

4370418978_6ebf72da98_o.jpg

Metro de Lisboa, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Castelo de S. Jorge

"Sabe-se que durante os oito séculos da existência do castelo de Lisboa, depois de arrancado ao domínio muçulmano, se têm nêle realizado muitas obras e transformações, demolições e restauros, desfigurando o seu aspecto primitivo a ponto de ser hoje completamente impossível imaginar como êle seria na sua origem. Só em pequenas referências documentais e em estampas geralmente pouco fidedignas é que se podem notar alguns pormenores desaparecidos da sua antiga estrutura.
A amálgama de edifícios no interior e anexos ao castelo, que desde muito tempo, e até há pouco existia, tornava quase irreconhecível a antiga fortificação da cidade de Lisboa, e sobretudo pouco atraente para ser digna de se lhe dedicar atenção. Nunca foi o castelo considerado pelos nossos antigos escritores, que tanto encareciam as belezas de Lisboa, como edificação digna sequer de uma referencia elogiosa.
Conquanto o castelo de S. Jorge não tenha exercido nunca uma acção decisiva, nem mesmo preponderante, nas guerras travadas em Portugal, desempenhou todavia certas missões em épocas convulsionadas da vida portuguesa; e além disso, como obra principal defesa da cidade noutras eras, e também como padrão de fortificação medieval, bem merecia o nosso respeito e carinho."
in "Dispersos" de A. Vieira da Silva

Castelo de São Jorge 1959 ar serô.jpg

Castelo de São Jorge, 1959, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

O castelo de São Jorge iluminado.jpg

 Castelo de São Jorge, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea sobre a colina do Castelo de Sã

Fotografia aérea sobre a colina do Castelo de São Jorge, entre 30 e 32 do séc. XX, foto de Manuel Barros Marques, in a.f. C.M.L.

Vista aérea de Sul após restauro ,.jpg

Vista aérea de Sul após restauro, http://www.monumentos.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=3128

Panorâmica sobre a encosta do castelo de São Jor

Panorâmica sobre a encosta do castelo de São Jorge, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

3040128459_3caa0a0c8d_o.jpg

Panorâmica sobre a encosta do castelo de São Jorge, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

Castelo de São Jorge, a antiga parada do quartel

Castelo de São Jorge, a antiga parada do quartel de Caçadores 7, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Observatório no Castelo de São Jorge e formaçã

Observatório no Castelo de São Jorge e formação da tropa na parada, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Distribuição do rancho no Quartel de Caçadores

Distribuição do rancho no Quartel de Caçadores 7 no castelo de São Jorge, ant a 1938, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Castelo de São Jorge.jpg

 Castelo de São Jorge, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

Castelo de São Jorge1.jpg

 Castelo de São Jorge, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

0001_M.jpg

Castelo de São Jorge, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

Castelo de São Jorge, visto da.jpg

Castelo de São Jorge, visto do Miradouro da Graça, foto de Amadeu Ferrari, in a.f. C.M.L.

 

 

 

 

 

Liceu Camões

"O sucessivo aumento da população escolar em Lisboa, desde estes ultimos cinco ou seis annos, principalmente, reclamava um desdobramento de aulas e classes, que não era possivel acomodar em um só edificio, nem convinha acumular tão grande numero de estudantes, com prejuizo da disciplina, de dificilima observancia, e ainda mais de higiene...Era , porém, impossivel as coisas continuarem como estavam, até que, em1907, sendo presidente do conselho e ministro do reino o sr. conselheiro João Franco, este resolveu que se construissem tres liceus em Lisboa...O primeiro que se concluiu é o da Cruz do Taboado, a que se deu o nome de Liceu Camões, cujas aulas foram inauguradas no dia 8 do corrente.
É uma construção ligeira, feita de empreitada, mas que reune todas as condições exigidas pela moderna pedagogia, podendo egualar-se aos melhores gimnasios lá de fora. Um edificio modelo no genero, delineado pelo já bem conhecido arquitecto sr. Ventura Terra, que deu nisto mais uma prova da sua vasta competencia, como artista conhecedor de toda a construção moderna.
O edificio é formado por tres corpos ligados, um central e dois lateraes, por onde se dividem as diferentes aulas, bem arejadas e cheias de luz, que entra livremente pelas amplas janelas. Tem magnificos halls, grande cantina escolar e banhos para alumnos.
A situação do novo Liceu é magnifica, num ponto elevado da cidade e servindo a numerosa populaçãp que hoje se alastra por aquella parte norte de Lisboa, que para todos os lados se alarga de dia para dia."
in O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, N.º 1112 ( 20 Nov. 1909 )

Liceu Camões, pós 1909, foto de Alberto Carlos L

Liceu Camões, pós 1909, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 10 J, de 1910.jpg

Planta Topográfica de Lisboa 10 J, de 1910, de Alberto Correia de Sá, in A.M.L.

Liceu Camões, pós 1909, foto de Alberto Carlos L

Liceu Camões, 1909, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Liceu Camões, 1909, foto de Joshua Benoliel.jpg

Liceu Camões, 1909, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Liceu Camões, 1914, fotógrafo ni.jpg

Liceu Camões, 1914, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Liceu Camões, 1967, foto de Augusto de Jesus Fern

Liceu Camões, 1967, foto de Augusto de Jesus Fernandes, in a.f. C.M.L.

Mercado de Alcântara

"De ha muito que o populoso e industrial bairro d'Alcantara reclamava um mercado para abastecimento da sua numerosa população...O architecto sr. Alexandre Soares delineou o projecto do novo mercado, cuja construcção, de ferro, foi confiada aos srs. Darjant e Mendes constructores.
É de aproximadamente 900 metros quadrados a area occupada pelo edifício do mercado, o qual tem quatro torreões, um em cada angulo, de 9 metros quadrados de superficie, vinte e oito logares, cada um com 6 metros quadrados, quarenta e uma mesas de pedra para peixe, e tres talhões, em que o terrado central está devidido, para a venda de hortaçiças, legumes etc. Tem tres fachadas sendo as principaes para a rua de Alcantara e rua da Fabrica da Polvora. O edifício é todo coberto, mas com a ventilação e luz necessarias.
A construcção do novo mercado, contra os costumes da terra, fez-se com desusada actividade, permittindo que elle fosse inaugurado e aberto ao publico no dia 31 de dezembro ultimo."
in O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, N.º 974 ( 20 Jan. 1906 )

Mercado de Alcântara, 1940, edu.jpg

Mercado de Alcântara, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 7 E, 1910, de Albert

Planta Topográfica de Lisboa 7 E, 1910, de Alberto Correia de Sá, in A.M.L.

Mercado de Alcântara, foto de José Arthur Leitã

Mercado de Alcântara, pós 1905, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Vendedores no Mercado de Alcântara, interior, bar

Vendedores no Mercado de Alcântara, interior, pós 1905, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Mercado de Alcântara, interior, foto de José Art

Mercado de Alcântara, interior, pós 1905, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Mercado de Alcântara, 1940, eduardo.jpg

Mercado de Alcântara, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Mercado de Alcântara, demolição, 1955, foto de

Mercado de Alcântara, demolição, 1955, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

 

Padrão dos Descobrimentos

Inaugurado a 10 de Agosto de 1960, o Padrão dos Descobrimentos foi primeiramente erguido, a titulo precário, em 1940, na Praça do Império. Tinha a altura de 50 metros e era construido, na sua parte arquitectónica. por uma leve estrutura de ferro e cimento, e, por uma composição escultórica, em estafe, formada por 33 figuras, das quais 32 tinham a altura de 7 metros, e uma, a do Infante D. Henrique, media a altura de 9 metros.
Foi colocado no eixo da Praça-Belém, em Lisboa, junto ao Tejo. A sua configuração dá a ideia da proa duma nau, que sulca os mares, e leva consigo as figuras mais significativas da História de Portugal, circunscritas ao Século XVI.
Vinte anos mais tarde, em 1960, foi o Padrão dos Descobrimentos, passado a escultura definitiva.
As obras de construção civil tiveram o seu início em Novembro de 1958 e, terminaram, praticamente em Janeiro de 1960. A rápida realização do Padrão, obrigou a colaboração duma larga equipa técnica. Os estudos de estabilidade do monumento foram efectuados pelo Professor Engenheiro Edgar Cardoso, com a colaboração dos engenheiros Ruy Correia e António Abreu, tendo os dois primeiros também fiscalizado as obras de construção civil.
Assim, o Padrão apresenta as seguintes dimensões gerais, principais: - altura acima do terreno, 50 metros; largura máxima, 20 metros; comprimento máximo, 46 metros: área de ocupação, 695 metros quadrados e profundidade média das estacas-fundações, 20 metros.
Embora à primeira vista o Padrão dos Descobrimentos dê a ideia de uma peça escultórica, constituída por vários blocos separados e sobrepostos, a verdade é que a sua estrutura, muito resistente, é inteiramente feita de betão armado, formando com os paramentos um único monólito. A superestrutura assenta. por intermédio duma sapata nervurada de betão armado, num sistema de estacaria do mesmo material, moldado no terreno.
Foi, assim, o Padrão passado a pedra rosal de Leiria e, como se disse, estruturado com betão armado.
O arquitecto Cottinelli Telmo não pôde colaborar, como é óbvio, na construção definitiva da obra porque já havia falecido; no entanto, o seu nome, lá está perpetuado em inscrição conjunta com aquele que, ainda em vida, Leopoldo de Almeida, dirigiu e esculpiu as figuras dos heróis da gesta portuguesa, com extraordinária força e expressão artística rigor e verdade histórica.
Colaboraram ainda: António Pardal Monteiro (autor do projecto do aproveitamento interno); Professor Cristino da Silva (urbanista da zona marginal de Belém). Os modelos das esculturas, feitos em gesso primeiramente foram executados pelo Leopoldo de Almeida, com o auxílio dos escultores Soares Branco e António Santos, depois ponteados e formados pelos modeladores António Cândido e Carlos Escobar, sob a direcção de António Branco e de Alfredo Henriques.
Aqueles que deram o seu talento artístico à feitura do Padrão, desde Leitão de Barros - o inspirador; o engenheiro Duarte Pacheco o promotor: Cottinelli Telmo - projeccionista da ideia para um desenho, e Leopoldo de Almeida - o executor.
Pela ordem de distribuição por que as biografias aparecem, começa na primeira figura da base da rampa voltada a Lisboa, segue ordenadamente essa rampa até ao Infante (figura principal ao centro) e desce depois a rampa virada a Cascais, até à sua base. Sucessivamente: Cristóvão da Gama, S. Francisco Xavier; Afonso de Albuquerque; António de Abreu; Diogo Cão; Bartolomeu Dias; Estêvão da Gama; João de Barros; Martim Afonso de Sousa; Gaspar Corte Real; Nicolau Coelho; Fernão de Magalhães; Pedro Álvares Cabral; Afonso Baldaia; Vasco da Gama; D. Afonso V; Infante D. Henrique ao centro; Infante D. Fernando; Gonçalves Zarco; Gil Eanes; Pero de Alenquer; Pedro Nunes; Pedro Escobar; Jácome de Maiorca; Pero da Covilhã; Diogo Gomes Eanes d'Azurara; Nuno Gonçalves; Luís Vaz de Camões; Frei Henrique de Carvalho; Frei Gonçalo de Carvalho; Fernão Mendes Pinto; D. Filipa de Lencastre; Infante D. Pedro.

Padrão dos Descobrimentos, 1967, foto de Artur In

Padrão dos Descobrimentos, 1967, foto de Artur Inácio Bastos, in a.f. C.M.L.

V centenário da morte do Infante Dom Henrique - I

V centenário da morte do Infante Dom Henrique - Inauguração do Padrão dos Descobrimentos, com a presença do Chefe de Estado, Almirante Américo Tomás e do Presidente Brasileiro Kubitscheck de Oliveira , 10 Agosto de 1960, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos -

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos - pormenor do Infante D. Henrique, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

11582590263_47f2b0feea_o.jpg

 Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos -

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos - pormenor de Estêvão da Gama (com escudo e espada), e Diogo Cão e Bartolomeu Dias (segurando um padrão), foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos -

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos - pormenor de Frei Gonçalo de Carvalho, Frei Henrique de Carvalho e Luís de Camões (com um excerto do Canto VII de Os Lusíadas), foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos -

Grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos - pormenor de Infante D. Pedro e D. Filipa de Lencastre, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

11582586453_8e4289ff9b_o.jpg

 Construção do Padrão dos Descobrimentos, foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

2679888660_2711d45f50_o.jpg

 Padrão dos Descobrimentos ( 1ª versâo, exposição Mundo Português ), foto Estúdio Mário Novais in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian.

padrao_01.jpg

padrao_02.jpg

 

 

Demolições na Rua da Palma

Voltamos às demolições na Rua da Palma:

"O progresso e a civilização avançam rápidamente. Estamos no século da electricidade e viação acelerada. A iluminação a gás utilizada no século passado é substituida quase por completo pela luz eléctrica. Em poucos anos a viação automóvel obriga a tratar do plano de trânsito principalmente nesta zona da cidade...Quando se construiu a Avenida Almirante Reis procedeu-se ao alargamento do próximo troço da Rua da Palma à custa do jardim do Conde da Folgosa e o Coliseu de Lisboa, ficando a rua como hoje está."
in Revista municipal N.º 55

Rua da Palma, edu.jpg

Rua da Palma, após as demolições, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Panorâmica tirada do Teatro Apolo sobre a Rua da

Panorâmica tirada do Teatro Apolo sobre a Rua da Palma no cruzamento da Rua de São Lázaro, antes das demolições,1927, foto espólio Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Planta topográfica de Lisboa 11 G.jpg

Planta topográfica de Lisboa, 11 G, a vermelho zona demolida, in A.M.L.

Planta topográfica de Lisboa 11 H.jpg

Planta topográfica de Lisboa 11 H, a vermelho zona demolida, in A.M.L.

Animatógrafo Paraíso de Lisboa, antigo recinto d

Animatógrafo Paraíso de Lisboa, antigo recinto de diversões na rua da Palma, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Real Coliseu de Lisboa, alex.jpg

Real Coliseu de Lisboa, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

rua da Palma, paulo guedes.jpg

Rua da Palma, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Calendário

Agosto 2016

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Pesquisar

 

Visitante

Tradutor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D