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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Jardim de São Pedro de Alcântara

"Quem vê a formidavel e alterosa muralha que sustenta os dois planos em que se divide o passeio publico de S. Pedro de Alcantara, conjectura logo que tão agigantada obra fôra destinada para alicerce e fundamento de alguma construcção collossal. Mas poucos sabem que alli se devia levantar um castello ou deposito de agua, e continuar o famoso aqueducto das Aguas-livres, por arcos similhantes aos do valle de Alcantara, que as levasse do bairro Alto para o da Graça, servindo ao mesmo tempo de viaducto entre o lado occidental e o oriental da cidade, atravessando o valle do Rocio.
EL-rei (D. João V) mandou consultar o senado sobre os impostos que se deveriam lançar para a execução d'esta obra. Foram varios os pareceres, sendo o de alguns vereadores que todas as provincias concorressem para esta obra, em attenção a ser de tão notoria utilidade e engrandecimento da corte, que é a cabeça da patria commum. Venceu-se porém, a final, que se lançasse unicamente uma imposição n'alguns generos do consummo da cidade e termo.
Nesta conformidade se lavrou o decreto de 26 de setembro de 1729 que approva os impostos que o senado julga sufficientes para custeamento da obra do aqueducto.
Passados dois annos, tendo-se já arrecadado uma boa somma d'esta contribuição, se publicou o alvará de 12 de maio de 1731, que manda dar começo á grande obra, que durou 66 annos de nunca interrompido trabalho, gastando-se em toda ella a somma total de 5.227:214$810 réis.
A despeza feita com a compra do terreno e casas no sitio de S. Pedro de Alcantara, muralha, aqueducto e chafariz andou por 10:000$000 rs. apenas.
Como todas as nossas obras publicas, esta do aqueducto ficou por acabar, não se dando execução ao plano primittivo.
Quando em 1835 a camara municipal tomou conta da direcção das aguas livres, e depois dos passeios publicos, estando jã gradeado o plano superior de S. Pedro de Alcantara, mandou ajardinar o plano debaixo, fazendo-lhe duas escadas lateraes, com seus cancellos, que se fecham ao sol posto.
O plano superior, transformado hoje n'uma densa lameda, com assentos á roda e por baixo das arvores, é toda as noites illuminado a gaz, estando sempre aberto ao transito publico.
D'alli se goza a vista de grande parte de Lisboa e do Tejo, pois fica a 73 metros sobre o nivel do rio."
in Archivo pittoresco : semanario illustrado, 5.º Ano, n.º 25, 1862

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de Artur

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de Artur Inácio Bastos, in a.f. C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, Nº 35, de

Atlas da carta topográfica de Lisboa, Nº 35, de Filipe Folque, in A.M.L.

Panorâmica sobre o jardim de São Pedro de Alcân

Panorâmica sobre o jardim de São Pedro de Alcântara, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Jardim António Nobre ou Jardim de São Pedro de A

Jardim António Nobre ou Jardim de São Pedro de Alcântara, 1949, foto estúdios Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Jardim de São Pedro de Alcântara, 1898, foto de

Jardim de São Pedro de Alcântara, 1898, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Monumento a Eduardo Coelho no jardim de São Pedro

Monumento a Eduardo Coelho no jardim de São Pedro de Alcântara, pós 1904, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Jardim de São Pedro de Alcântara, tabuleiro infe

Jardim de São Pedro de Alcântara, tabuleiro inferior, foto de Amadeu Ferrari, in a.f. C.M.L.

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de Antón

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de António Castelo Branco, in a.f. C.M.L.

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de José

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de Paulo

Jardim de São Pedro de Alcântara, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Café Royal

Café Royal, na Praça Duque da Terceira.
"Foi muito conhecido sobretudo no período da primeira Guerra Mundial. Era então frequentado por passageiros e tripulantes de barcos que vinham ao Tejo e por espiões, tanto do lado aliado como do lado alemão. Fervilhava então de gente, o mais heterogénea possível. Um dos seus clientes mais assíduos durante algum tempo e que escreveu sobre ele, foi Reinaldo Ferreira, o talentoso e infeliz Repóter X. Outro frequentador desse café, foi o companheiro daquele, Mário Domingues, um homem de cor, natural de S. Tomé, também jornalista e novelista policial de mérito, que depois se dedicou à divulgação de temas históricos. O Café Royal teve o destino de outros cafés de Lisboa: é agência de um banco."
in Olisipo : boletim do Grupo "Amigos de Lisboa"

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Café Royal, foto de Alberto Carlos Lima, início séc. XX, in a.f. C.M.L.

Azulejos existentes no Café Royal, 1958.jpg

Azulejos existentes no Café Royal, foto de Armando Serôdio, 1958, in a.f. C.M.L.

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 Café Royal, foto de Alberto Carlos Lima, início séc. XX, in a.f. C.M.L.

Café Royal, na Praça Duque da Terceira. Painel d

Café Royal, painel de azulejos, foto de Armando Serôdio, anos 50, in a.f. C.M.L.

Café Royal, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.

Café Royal, foto de Joshua Benoliel, início séc. XX, in a.f. C.M.L.

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 Café Royal, painel de azulejos, foto de Armando Serôdio, anos 50, in a.f. C.M.L.

Prédio do antigo café Royal, 1961, foto de Artur

Prédio do antigo café Royal, 1961, foto de Artur Goulart, in a.f. C.M.L.

Mudanças

"Quando as flores enfeitavam os jardins e as brisas suavizavam o ar, os inquilinos lisboetas saíam para, de nariz levantado e os olhos encobertos pelas palmas das mãos, bisbilhotarem as casas para alugar; quando os lindos entardeceres alfacinhas de Outono se enobreciam com os tons pálidos do sol poente, novamente os inquilinos lisboetas vinham para as ruas inquirir de novos poisos. E pelos fins de Maio e termos de Novembro, os senhorios lisboetas sorriam satisfeitos às suas casas outra vez arrendadas, com belos contratos já assinados. As mudanças faziam-se dentro de semanas, em padiolas levadas por galegos e carroças ou galeras conduzidas pelos rudes e, quantas vezes, cruéis carroceiros de então: que de mistérios levemente descobertos contavam esses transportes! Era a intimidade lareira exposta aos olhos inquiridores e às línguas maldizentes de vizinhos e conhecidos. E já então se faziam observações sobre feições típicas, que desapareceriam anos depois. Certa vez ouvi, numa conferência, o Dr. Ramada Curto declarar:
<<Sou do tempo em que era normal fazerem-se periôdicamente mudanças em Lisboa. Pois, senhores, era raro entre o mobiliário ver-se uma banheira!>>"
in Olisipo : boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", A. XXXIX-XL, n.º 119

Moços de fretes, galegos com padiola, 1908, foto

Moços de fretes, galegos com padiola, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Carroça de mudanças, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Moços de fretes, galegos com padiola, 1908, foto

Moços de fretes, galegos com padiola, 1908, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Chafariz de El-Rei

"Segundo consta da <<Memória para a História das Inquisições de D. Afonso II>>* (doc. 2º, pág. 14), existia por volta de 1220, na Freguesia de S. João da Praça, um chafariz denominado <<Sancti Johanis>>, situado no interior da cerca moura. Júlio de Castilho admite que a denominação actual teria provindo do reinado de D. Dinis, pois teria sido este monarca a ordenar a sua transferência para a parte exterior da referida cerca. O nome de El-Rei teria subsistido em veneração à obra notável que o soberano empreendeu pelo engrandecimento do país.
Foi um manancial riquíssimo, no séc. XVI o chafariz abastecia todas as gentes do sítio com as suas seis bicas, ao qual posteriormente se acrescentaram mais três. Esta água além de abundante, dizia-se muito boa para a saúde, especialmente depois de algum tempo em casa.
Com efeito, apesar do seu manancial ser abundante, era também muito o número de quartas, bilhas e barris: mas vejamos o que nos diz o Padre Duarte Sande em 1584:
<<Ê (o mencionado chafariz) de boa construção, e todo de pedra mármore. De uma nascente próxima recebe as águas, que naquela cidade são abundantíssimas, e as lança por bocas muito espaçosas e bem trabalhadas, sendo tal a concorrência de servos e criados que a vão buscar, que até pela noite adiante ali estão em carreira esperando a sua vez>>.
Assim, em 1551, fez o senado publicar uma postura camarária, procurando disciplinar e reprimir os abusos que ali se verificavam.
A Postura, segundo Veloso de Andrade, dizia: <<Constando ao Senado que há homens brancos, negros que vão às bicas do chafariz de El-Rei a vender água a quem vai buscar, de que se seguem brigas, ferimentos, e mortos faz a sua postura para a repartição das ditas bicas pela maneira seguinte: na primeira bica indo da Ribeira para elas, encherão pretos-forros e captivos, e assim mulatos e indios e todos os mais captivos, que forem homems. Logo na segunda seguinte poderão encher os mouros das galés sómente a água que for necessária para as suas aguadas, e tendo cheio os seus barris, ficará a dita bica para os negros e mulatos conforme a declaração atráz. Na terceira e quarta, que são as duas do meio, encherão as mulheres pretas, mulatas, indias forras e captivas - e na derradeira bica da banda de Alfama encherão as mulheres e moças brancas, conforme a declaração das bicas, sob pena de quem o contrário fizer do que está dito, sendo pessoa branca e forra, assim homem como mulher, pagará dois mil reis de pena, ficando três dias na cadeia sem munissão; de que haverá metade da pena do dinheiro quem o acusar, e a outra metade para a cidade, - da mesma pena terão os ditos brancos, mulatos, indios e pretos-forros, que encherem por dinheiro, ou aclarando-se que enchão em qualquer outra das que se lhe nomeião, posto que corra a dita água no chão, e não poderão encher nas declaradas, e os negros e captivos e os mais escravos, que o contrário fizerem do que está dito, serão publicamente assoutados com pregão de redor do dito chafariz, conforme a provisão de El-Rei Nosso Senhor novamente passada, as quais penas se executaram três dias depois da publicação desta postura que se lhe dão para vir primeiro à noticia dos moradores desta cidade.>>"
in Lisboa: Revista Municipal N.º 17

Chafariz de El-Rei, foto de José Arthur Leitão B

Chafariz de El-Rei, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

A negro o troço da Cerca Moura, junto do Chafariz

A negro o troço da Cerca Moura, junto do Chafariz de El-Rei, segundo a reconstituição do Eng. Augusto Vieira da Silva.

Chafariz de El-Rei na planta de Lisboa de 1650, le

Chafariz de El-Rei na planta de Lisboa de 1650, levantada por João Nunes Tinoco.

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Cerca moura, torre do Chafariz d' el Rei, foto de André Salgado, in a.f. C.M.L.

Crianças e aguadeiros no chafariz d&#39; El Rei, 1907

Crianças e aguadeiros no chafariz d' El Rei, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Chafariz d&#39;El Rei, 1945, foto de Eduardo Portugal.

Chafariz d'El Rei, 1945, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L

* Convirá esclarecer que se trata de inquirições e não das estruturas inquisitoriais! A fonte, incompletamente citada, será: RIBEIRO, João Pedro (1815), Memórias para a Historia das Inquirições dos primeiros Reinados de Portugal colligidas pelos discipulos da Aula de Diplomatica no anno de 1814 para 1815 debaixo da direcção dos Lentes Proprietário, e Substituto da mesma Aula [Org. por ...], Lisboa, Impressão Régia.
O meu Agradecimento a Joao de Figueiroa-Rego, pela rectificação, ao artigo original.

1ª Delegação Portuguesa nos Jogos Olímpicos

Em dia de início das XXXI Olimpíadas da época moderna, convém recordar a 1ª delegação Portuguesa a participar nos V Jogos Olímpicos em Estocolmo, Suécia, em 1912.
Portugal foi representado por apenas seis atletas, a mais pequena delegação da história olímpica portuguesa a par de Los Angeles. Os atletas foram António Stromp, Armando Luzarte-Cortesão e Francisco Lázaro no Atletismo, Fernando Correia na Esgrima e António Pereira e Joaquim Victal na Luta Greco-Romana.

1ª delegação Portuguesa nos Jogos Olímpicos de

1ª delegação Portuguesa nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, posando na Praça do Comércio, 1912, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Diploma-Participação-Olímpica_COP_1912.jpg

Diploma Participação Olímpica COP 1912, foto do arquivo do COP

 

 

Escola Politécnica de Lisboa

"No dia 22 de abril de 1843, um pavoroso incendio reduziu a cinzas o interior do edificio que a estampa desenha fielmente.
Tinha elle sido fundado em 1603 para casa de noviciado dos Jesuitas em Lisboa, mas só se concluiu no anno de 1619.
Abolida a companhia por decreto de 13 de setembro de 1759, o marquez de Pombal destinou os edificios e bens d'esta opulenta ordem para differentes estabelecimentos publicos.
Como o noviciado da Cotovia tinha uma pingue dotação, uma casa vasta e bem situada, com o onus das missões imposto na herança do almirante de Castella, não lhe tocou o marquez para evitar reclamações, o que conseguiu estabelecendo alli um collegio para educação dos filhos dos nobres, com certo numero de capellães obrigados a irem servir nas egrejas do Oriente.
A carta de lei da fundação do <<Collegio dos Nobres>>, tem a data de 7 de março de 1761; e o preambulo do Marquez de Pombal.
Havendo respeito ao referido, e desejando, quanto em mim é, restituir aos meus fieis e amados vassallos, as irreparaveis perdas que mais de dois seculos tiveram na falta d'aquelles uteis e fructuosos estudos, que antes haviam florescido com tanto credito da naçao, e com tanto augmento da egreja e utilidade publica do reino: Hei por bem estabelecer na mesma corte e cidade de Lisboa, um collegio com o titulo de <<Collegio real dos Nobres>>, para n'elle se educarem 100 porcionistas, etc.
A este preambulo seguem-se os estatutos, divididos em 15 titulos.
N'elles se designam as disciplinas que se haviam de ensinar n'este collegio; a saber: Latim, grego, francez, inglez, italiano, rhetorica, poetica, logica, historia, mathematica, desenho, architectura militar e civil, physica, picaria, esgrima e dança.
Nenhum collegial podia ser admittido sem primeiro se qualificar com foro de moço fidalgo, pelo menos.
A porção ou pensão annual era de 120$000 réis, paga aos semestres.
Deviam usar de igualdade nos vestidos. Em casa a roupa talar chamada garnacha; e quando saissem fôra, os primogenitos usariam de casaca de panno ou qualquer outro estofo que não fosse seda; e os filhos segundos usariam de vestidos chamados de abbatina, talares, ou de capa curta confôrme as occasiões.
Tal qual porém, subsistiu até 1834, em que por um decreto do regente, o duque de Bragança, se ordenou que passassem a ser admittidos tambem collegiaes plebeus; e que as aulas até então reservadas para os alumnos internos, se fizessem publicas, para as frequentar quem quizesse.
Um decreto referendado por Manuel da Silva Passos, em 4 de janeiro de 1837 supprimiu o Collegio dos Nobres; e por outro decreto de 12 do dito mez foi doado o edificio e bens d'este instituto á Eschola Polytechnica, creada por decreto do dia antecedente.
Desde logo se estabeleceram as aulas da nova eschola n'este edificio, e ahi se conservaram até ao dia 22 de abril de 1843, em que um grande incendio unicamente deixou em pé as paredes de tão vasto e solido edificio.
O conselho da eschola tratou logo de construir um edificio proprio para o seu destino.
O risco foi feito pelo antigo director da eschola, o sr. general J. F. da Silva, de accôrdo com o professor de desenho D. Luiz Muriel, que dirigiu as obras por algum tempo. Depois tomou conta d'ellas o sr. Pézarat, também professor de desenho d'esta eschola.
Para estas obras contraiu a Eschola Polythecnica um emprestimo de 100 contos de réis, auctorizado pela carta de lei de 1 de julho de 1857; além dos que já tinha gasto dos réditos da sua dotação. Tendo-se gasto esta somma, levantou já este anno outro emprestimo de 90 contos, com os quaes se julga ficará concluido este grande estabelecimento, comprehendendo o jardim botanico, que se ha de fazer na cerca."
in Archivo pittoresco : semanario illustrado, 6.º Ano, nº 31 e nº34, de 1863

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 Antigo noviciado dos Jesuítas, in Archivo pittoresco, nº 31

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 Escola Politécnica de Lisboa, in Archivo pittoresco, nº 34

Levantamento topográfico de Francisco e César Go

Levantamento topográfico de Francisco e César Goullard, Nº 35, in A.M.L.

Planta da cerca real do Colégio dos Nobres, foto

Planta da cerca real do Colégio dos Nobres, foto Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Escola Politécnica de Lisboa, foto de Augusto Bob

Escola Politécnica de Lisboa, foto de Augusto Bobone, in a.f. C.M.L.

Escola Politécnica de Lisboa, foto de João Brito

Escola Politécnica de Lisboa, foto de João Brito Geraldes, in a.f. C.M.L.

Bairro da Quinta da Calçada

Com o sugestivo nome: Bairros Miseráveis, Bairro das Minhocas e sua substituição pelo bairro da Quinta da Calçada. Fazendo parte do espólio de Eduardo Portugal, no Arquivo Fotográfico da C.M.L., são um conjunto de colagens, com anotações à mão dos locais e datas a que reportam, que nos transportam até aos finais dos anos 30, e ao problema das barracas, algumas em pequeno número, outras formando grandes bairros, e da solução então encontrada com a criação do bairro da Quinta da Calçada.

"O bairro da Quinta da Calçada foi criado para cerca de 500 famílias, situava-se no Campo Grande, junto à Azinhaga das Galhardas, e era feito de habitações pré-fabricadas em lusalite, divididas em células de três, quatro e cinco dependências. A intenção era albergar a população que ocupava os bairros das Minhocas e da Bélgica, dois bairros de lata da década de trinta. Esta medida fazia parte de uma experiência de realojamento promovida pelo Estado português da altura e da edilidade alfacinha, com o intuito de agregar em habitações condignas famílias de zonas degradadas. As casas, que eram previamente mobiladas de forma estereotipada e com mobiliário simples, encontravam-se distribuídas paralelamente em relação aos arruamentos, dispunham de um pequeno terreno em frente à casa e o preço médio das rendas rondava os 30 e os 50 escudos mensais. O bairro tinha ainda infra-estruturas várias, que iam desde os edifícios escolares até ao lavadouro público, passando por escolas e uma igreja."

in http://bairrodaquintadacalcada.blogspot.pt/2012/09/bairro-da-quinta-da-calcada-1938-1992.html

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 Revista municipal N.º 5, pág. 64, de 1940

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Bairros Miseráveis. Bairro das Minhocas e sua substituição pelo bairro da Quinta da Calçada

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Bairro das Minhocas ao Rego, Outubro de 1938

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Bairro das Minhocas ao Rego, Outubro de 1938

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Bairro do Rego junto ao apeedeiro. 1939

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 Bairro das Minhocas (Rego), Demolição Março de 1939. Bairro da Quinta da Calçada em construção, Janeiro de 1939

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 Alto dos Sete Moinhos, Bairro de barracas, Abril de 1939

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Alto dos Sete Moinhos. Encosta sobre a Rua de Arco do Carvalhão. Barracas, 1940

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Alto dos Sete Moinhos. Encosta sobre a Rua de Arco do Carvalhão. Barracas, 1940

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 Alto dos Sete Moinhos - Casal das Andorinhas, 1940

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Casal Ventoso, Junho 1938

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Santa Ana (Vale de Alcântara), 1940

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Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro das Minhocas - Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro das Minhocas, casas - Bairro da Quinta da Calçada, casas

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Bairro das Minhocas: A Avenida - Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro das Minhocas: Um Largo - Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro das Minhocas - Bairro da Quinta da Calçada

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Bairro da Quinta da Calçada

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Estrangeira de Cima, 1940

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Estrangeira de Cima, 1940

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Barracas na Azinhaga das Murtas, Setembro 1940

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Barracas ao norte do Cemitério da Ajuda, 1940

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Ao norte do Cemitério da Ajuda, 1940

 

 

Palácio dos Condes de Figueira

O Palácio dos Condes de Figueira, classificado como monumento de interesse público, é um dos mais notáveis exemplares da arquitectura urbana pré-terramoto ainda existente em Lisboa.
Originalmente designado "dos Mendonças", a edificação foi alvo de diversas intervenções ao longo dos séculos.
A origem do imóvel remonta ao final do século XV, quando o rei D. João II autorizou D. João de Mendonça a construir uma habitação junto à porta de Santo André, num local onde corria a muralha fernandina.
No século XVII foi-lhe acrescentado o portal principal, com a pedra de armas da família Mendonça.

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 Palácio dos Condes da Figueira, foto de Eduardo Portugal, in a.f.C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa N 37, de Fil

Atlas da carta topográfica de Lisboa Nº 37, de Filipe Folque, in A.M.L.

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 Palácio dos Condes da Figueira e o Arco de Santo André, foto de Machado & Souza, in a.f.C.M.L.

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 Palácio dos Condes da Figueira, foto de Joshua Benoliel, in a.f.C.M.L.

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