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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Postura Municipal, de 1850

"EDITAL


A CAMARA Municipal de Lisboa faz publicar a seguinte


POSTURA.

 

Ao primeiro dia do mez de Abril de mil oitocentos e cincoenta, nesta Cidade de Lisboa, e Paços do Concelho della, estando reunidos o Presidente e Vereadores abaixo assignados, ahi foi ponderado que attendendo ás avultadas despezas que se tem feito para o embelecimento da Praça do Romulares e Cáes do Sodré com as obras de calçada, e mosaico, a fim de tornar aquelles locaes dignos de uma Capital como esta, e aonde concorre tão grande número de Cidadãos tanto nacionaes como estrangeiros, se tornava de urgente necessidade estabelecer uma providencia que vedasse a prompta damnificação e estrago das mesmas obras: e considerando que os Carros pelo seu pêso e rodeiros, e os homens que conduzem cargas era o maior mal que havia a recear, uma vez que passassem por aquelle recinto, o que traria consigo a inevitavel ruina e desmoronamento da calçada, inutilisando a perspectiva elegante que ora se apresenta; resolveu depois de maduro exame o seguinte:
Artigo 1.º Os carros, Carroças, Seges, e Cavalgaduras, só poderão chegar ao Cáes do Sodré, entrando pela Travessa do Corpo Santo, e saindo pela do Romulares, ficando prohibidos os seus conductores de transitarem com elles por cima do mosaico: sob pena de pagarem pela primeira vez quatro mil réis, metade para o apprehensor, e a outra para o Cofre da Camara, e o duplo pelas reincidencias.
Art. 2.º Fica igualmente prohibido o transito de homens carregados com fretes a páo e corda que se dirijam para embarque ou desembarque no Cáes, devendo seguir o transito marcado no artigo 1.º
§ unico. Exceptuam-se os que fôrem para serviço dos dois predios que ficam dos dois lados da praça.
Art. 3.º O desembarque, e os leilões de Breu, Alcatrão, Agua-raz, e mais generos similhantes, só se permite no Cáes junto ao boqueirão do Corpo Santo, onde igualmente se poderão attestar os Barris, sendo comtudo obrigados a deixarem o Cáes limpo: sob-pena da multa imposta no artigo 1.º
§ unico. Trinta dias depois da publicação da presente Postura, começam a ter execução as suas disposições.
E como a presente Postura não possa obrigar nem produzir effeito legal, sem que se cumpra o determinado no paragrapho primeiro do artigo cento e vinte e um do Codigo Administrativo, deliberou outosim que ella subisse á approvação do Conselho de Districto. E para tudo assim constar se mandou lavrar a presente, que vae por todos assignada.

 

APPROVAÇÃO DO CONSELHO DE DISTRICTO

 

Accordão em Conselho de Districto, etc. Que vista e examinada a presente Postura lhe prestam a sua approvação, a fim de surtir os effeitos legaes, por isso que as suas disposições, sem offenderem as Leis geraes do Reino, estabelecem providencias de boa prdem e policia urbana, para a conservação de calçada e mosaico de que se tracta, em reconhecido proveito e commodidade pública. Lisboa, Sala do Conselho de Districto, em Sessão de 8 de Abril de 1850. - O Governador Civil, Marquez de Fronteira. - Guerra. - Castro e Lemos. - Leitão. - Costa.
E para que se não possa allegar ignorancia, se manda affixar o presente nos logares mais publicos, e de costume.
Camara, em 19 de Abril de 1850. - O Presidente, Nuno José Pereira Basto.
No Diario do Governo de 25 de Abril N.º 96."

 

in "COLLECÇÃO OFFICIAL DA LEGISLAÇAO PORTUGUEZA", ano de 1850

Meridiana dos remolares, foto in Centro Português

Meridiana dos remolares, foto in Centro Português de Fotografia (C.P.F.)

 

Terreirinho das Farinhas

"Não se pode negar curiosidade a este renque, de pequenos núcleos de casas, entre a Rua dos Arameiros, e o Campo das Cebolas, e onde se rasga o Terreirinho das Farinhas, e correm a Travessa das Portas do Mar, defronte do Arco, dos Bicos e do Boqueirão da Palha.
São casas da Câmara Municipal, edificadas depois do Terramoto para as «capelistas» da Misericórdia, que ficaram sem teto; e mais tarde, perdida a sua função, foram arrendadas para armazéns de comércio, ainda característico da Ribeira Velha."
in "Peregrinações em Lisboa" Livro 10, pág. 22, de Norberto de Araújo

Terreirinho das Farinhas antes das demolições, v

Terreirinho das Farinhas antes das demolições, visto da rua dos Arameiros, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Rua da Alfândega, foto de Paulo Guedes.jpg

Terreirinho das Farinhas visto da Rua da Alfândega, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Panorâmica sobre o Terreirinho das Farinhas, sd,

Panorâmica sobre o Terreirinho das Farinhas, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado &

Terreirinho das Farinhas, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Po

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Po

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Terreirinho das Farinhas, sd, foto de Eduardo Port

Terreirinho das Farinhas, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Obras de demolição, 1953, foto de Judah Benoliel

Obras de demolição, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Obras de demolição, 1953, foto de Judah Benoliel

Obras de demolição, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Obras de demolição, 1953, foto de Judah.jpg

Obras de demolição, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Local após as demolições, 1953, foto de Judah B

Local após as demolições, c. 1953, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

O "Atêrro"

"A ideia de aterrar a praia da Boa Vista, «roubando cinqüenta toesas ao rio», vem do tempo de D. João V, como fundamento para realização do vago projecto de um pôrto.
O francês Lebois levantava em 1852 a planta da praia da Boa Vista, e em 1855 começou a ser engolido, gradualmente, o areal; em 1858 entrou a aterrar-se a parte entre o Forte de S. Paulo (Praça de D. Luís) e a praia de Santos, que babujava o fundamento do antigo Paço Real, Palácio dos Marqueses de Abrantes.
Em 1858-1859 abriam-se ruas ou boqueirões transversais, e construi-se a rampa de Santos às Janelas Verdes.
Para se rasgar a Rua 24 de Julho nesta zona expropriou a Câmara à Casa de Abrantes e à de Asseca (cuja frontaria do Palácio ficava na Rua das Janelas Verdes) alguns terrenos, demolindo também barracas na praia existentes.
A muralha de Santos data precisamente de 1860.
O certo é que, a despeito da relativa lentidão da obra, cujo aspecto caótico bem se compreende, em 1865 o Atêrro estava concluído até à Ribeira Nova, e em 1867 até ao Arsenal da Marinha, já com muralha.
É do ano de 1867 que, com o possível rigor, se pode datar o Atêrro. A designação de Rua 24 de Julho, mais tarde convertida em Avenida, é anterior à conclusão do Atêrro."
in "Peregrinações em Lisboa" Livro 13, pág. 86, 87, de Norberto de Araújo

O Aterro frente ao Jardim de Santos, , foto de Jos

O Aterro frente ao Jardim de Santos, s/d, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

Entrada da Rua 24 de Julho, no Aterro da Boavista,

Entrada da Rua 24 de Julho, no Aterro da Boavista, junto da igreja de Santos-o-Velho, foto de José Arthur Leitâo Bárcia, in a.f. C.M.L.

Construção do aterro no Porto de Lisboa, cerca d

Construção do aterro no Porto de Lisboa, cerca de 1860, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Aterro da Boavista, post. 1867.jpg

Aterro da Boavista, post. 1867, in a.f. C.M.L.

Ermida de Nossa Senhora do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos

Na Rua dos Anjos, do lado nascente, sobre o Regueirão, junto à Rua Álvaro Coutinho, situa-se a Ermida de Nossa Senhora do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos. Tem esta ermida sobre o pórtico a data de 1762, data essa, que corresponde à construção da ermida em terrenos doados pelos pais de D. Maria Joana Cardoso Soeiro, (em memória de um outro templo, localizado no Largo de Santa Bárbara), à Irmandade de Nossa Senhora do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos. Criada em 1755, esta Irmandade cujo fundador foi um dominicano de nome Frei Inocêncio, viu confirmada pelo Rei D. José a irmandade em 1759, ano da realização do orago, que foi colocado na Igreja dos Anjos. Em 1765, com a Ermida praticamente concluída, foi a imagem do orago transportada para esta ermida. No seu interior sobressai o azulejo que combina com a talha dourada. A capela-mor está rodeada por um friso azul e branco com motivos rocaille e emoldurada por anjos. Ao centro encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Piedade, colocada numa peanha.
Bibliografia:
SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico
Revelar LX

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Per

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos, Rua dos Anjos, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 11 I, 1910, de Alber

Planta Topográfica de Lisboa 11 I, 1910, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Per

Ermida do Resgate das Almas e Senhor Jesus dos Perdidos, Rua dos Anjos, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

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Imagem SIPA, in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4737

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Imagem SIPA, in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4737

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Rua dos Anjos, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Palácio dos Azevedos Coutinhos

"Queres perspectiva mais bela, mais peregrina de bastidores naturais, com o posterior da igreja dando contraste à frontaria do solar dos Azevedos Coutinhos?
Não sei em Lisboa de cousa assim. Como esta Alfama se multiplica de aspectos raros, em mistérios de germe urbanista, de imprevistos e de quadros locais que nunca se assemelham, mas de que nossos olhos se vão fatigando, acabamos, em saturação, por não fixar um apontamento. Fica-se entontecido.
O prédio dos Azevedos Coutinhos esplende em quatro varandas setecentistas para a esquina da Rua de Santo Estevão, e três para as Escadinhas tão decorativas, orna-se no gaveto de um belo terraço, com paredes ao fundo de azulejos historiados, de delicioso efeito tomado do Largo. O enquadramento é gracioso, seja qual fôr o conceito que nós possamos ter de beleza nestes quadrinhos bairristas, onde - e é o caso neste sítio - o pitoresco, o religioso, o fidalgo se dão mãos, para que Alfama se apresente nos três Estados.
O Arco do Chanceler, sob o Palácio ao qual dá passadiço, é de volta abatida."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 10, pág. 90, 92, de Norberto de Araújo

Palácio Azevedo Coutinho e arco do Chanceler, in

Palácio Azevedo Coutinho e arco do Chanceler, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa, 12 F, 1909, de Albe

Planta Topográfica de Lisboa, 12 F, 1909, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Escadinhas de Santo Estêvão, Palácio Azevedo Co

Escadinhas de Santo Estêvão, Palácio Azevedo Coutinho e arco do Chanceler, início séc. XX, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Arco do Chanceler, entre 1898-1908, foto de Machad

Arco do Chanceler, entre 1898-1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Arco do Chanceler, 1953, foto de Fernando Martinez

Arco do Chanceler, 1953, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Palácio Azevedo Coutinho, início séc. XX, foto

Palácio Azevedo Coutinho, início séc. XX, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Uma perspectiva diferente de Belém

Uma perspectiva diferente de Belém. Datada de 11 de Maio de 1939, abrangendo desde as torres da ala poente dos Jerónimos, à esquerda da imagem, até Pedrouços. Pelo meio podemos observar o terreno onde outrora se situava o Hipódromo de Belém (local que serviu para exercícios militares, e até de campo de aviação), o Gasómetro, a antiga Fábrica de Gás, e bem escondida, a Torre de S. Vicente de Belém.

Panorâmica sobre Belém, 1939, foto de Kurt Pinto

Panorâmica sobre Belém, 1939, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

Mosteiro dos Jerónimos, 1940, foto de Manuel Tava

Mosteiro dos Jerónimos, 1940, foto de Manuel Tavares, in a.f. C.M.L.

Dom Manuel II assistindo aos exercícios de cavala

Dom Manuel II assistindo aos exercícios de cavalaria no hipódromo de Belém, 1910, foto de Anselmo Franco, in a.f. C.M.L.

Experiências aeronáuticas, em Belém, ant. 1908,

Experiências aeronáuticas, em Belém, ant. 1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea sobre a zona de Belém, vendo-se

Fotografia aérea sobre a zona de Belém, vendo-se a fábrica de gás, 1938, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

 

Fonte Santa

"Aqui temos a famosa Fonte Santa, que deu o nome ao sítio bairrista", palavras de Norberto de Araújo, nas suas "Peregrinações em Lisboa", continuemos a leitura para ver o que mais nos transmite sobre o local, o autor:
"...a Quinta dos Prazeres, do séc. XVI, na qual a tradição diz ter aparecido a imagem de Nossa Senhora, «junto de uma fonte». Foi esta a origem da designação local de «Fonte Santa», que se perpetuou, e de que o chafariz e bica são o último documento."

Bibliografia: "Peregrinações em Lisboa", Livro 11, pág. 59 e 60

Chafariz da Fonte Santa, 1939, foto de Eduardo Por

Chafariz da Fonte Santa, 1939, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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in "Memoria sobre chafarizes, bicas, fontes, e poços públicos de Lisboa, Belem e muitos logares do termo", de Velloso d'Andrade

Chafariz da Fonte Santa,1945, foto de Fernando Mar

Chafariz da Fonte Santa,1945, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Chafariz da Fonte Santa, caravela de pedra, 1951,

Chafariz da Fonte Santa, caravela de pedra, 1951, foto de Eduarso Portugal, in a.f. C.M.L.

Av.Infante Santo

Numa publicação que intitulei "demolições e construções", já me tinha referido às demolições ocorridas, para a construção da Avenida Infante Santo. Dei contudo, nesse artigo mais relevo à zona correspondente à Av. 24 de Julho, vamos agora espreitar o outro extremo dessa artéria.
O antigo Hospital Militar Principal, funcionava no convento beneditino dedicado a Nossa Senhora da Estrela, desde a extinção das ordens religiosas em Portugal em 1834, na altura com a designação de Hospital Militar de Lisboa. Foi ao longo dos tempos ampliando as suas instalações, com a construção de vários pavilhões, nos antigos terrenos da cerca conventual.
É pois no meio destes anexos, junto à Basílica da Estrela, que se viria a rasgar a outra extremidade da Av.Infante Santo, com as obras a terem o seu início em 1949, e a prolongarem-se para além de 1951.

Pavilhões do Hospital Militar Principal, situados

Pavilhões do Hospital Militar Principal, situados na futura avenida Infante Santo, ant. a 1949, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Pavilhões do Hospital Militar Principal, na futur

Pavilhões do Hospital Militar Principal, situados na futura avenida Infante Santo, ant. a 1949, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de J

Abertura da avenida Infante Santo, 1949, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Abertura da avenida Infante Santo,  post. 1949, fo

Abertura da avenida Infante Santo, post. 1951, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

 

Parque Eduardo VII

Voltemos ao Parque Eduardo VII. O Famoso lago que muitos desconheciam, e que a muitos deixa dúvidas quanto à sua origem.
Para ficarmos a conhecer um pouco melhor a história deste lago, vamos-nos valer de Norberto de Araújo, nas suas "Peregrinações em Lisboa", Livro 14; diz-nos então o Olisipógrafo:
"A tentativa mais persistente, e não trato de saber se sempre bem orientada, para se fazer alguma coisa deste Parque, deve-se a Quirino da Fonseca.
O lago, que se situa logo adeante dos portões, é de construção recente, 1929, e destina-se a ser ligado a outros que vencidos os desníveis, correm superiormente, além das cascatas, junto da Estufa Fria."

O projecto de Keil do Amaral de 1940, executado entre 1945 e 1949, viria a dar o formato rectangular ao Parque (o formato actual), eliminando o Lago.

Lago do parque Eduardo VII, 1940, foto da colecç

Lago do parque Eduardo VII, 1940, foto da colecção Cassiano Branco, in a.f. C.M.L.

Desenho a aguarela sobre tela representando a plan

Desenho a aguarela sobre tela representando a planta geral do Parque da Liberdade, actual Parque Eduardo VII, assinado pelo engenheiro António Maria de Avelar, 1899, in a.f. C.M.L.

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Construção do Lago do parque Eduardo VII, s/d, foto de Mário Novais, in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian

Fotografia aérea da avenida da Liberdade, Marquê

Fotografia aérea da avenida da Liberdade, Marquês de Pombal e Parque Eduardo VII, entre 1930 e 1932, foto de Manuel Barros Marques, in a.f. C.M.L.

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Projecto do parque Eduardo VII, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, lago, post. 1929, foto de Paul

Parque Eduardo VII, lago, post. 1929, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea do Parque Eduardo VII, 1934, fot

Fotografia aérea do Parque Eduardo VII, 1934, foto de Pinheiro Correia, in a.f. C.M.L.

Parque Eduardo VII, entrada e lago, ant. 1044, fot

Parque Eduardo VII, entrada e lago, ant. 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Lago do Parque Eduardo VII, ant. 1950, foto de Kur

Lago do Parque Eduardo VII, ant. 1950, foto de Kurt Pinto, in a.f. C.M.L.

Arranjo do Parque Eduardo VII com a localização

Arranjo do Parque Eduardo VII com a localização de edifícios públicos, 1945, in A.M.L.

Fotografia aérea sobre o Parque Eduardo VII, 1950

Fotografia aérea sobre o Parque Eduardo VII, já sem lago, 1950, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

 

 

Chafariz de Arroios

No início da actual Rua Carlos José Barreiros, antiga Estrada da Charneca, havia um chafariz no qual estavam esculpidas e emolduradas as armas da Cidade de Lisboa, com o seu navio, e as do Reino, com seus castelos e quinas. Apesar da singeleza do seu conjunto, esta fonte era das mais antigas de Lisboa. Inferiormente, estava a inscrição seguinte: «esta obra mandou fazer a cidade à custa do Real d'Ágoa Anno de 1624». Havia outra inscrição por cima da verga da porca da mina, onde se lia: «na era de 1398. teve principio esta fonte no Campo de Lourenço Affonso Costas, thesoureiro do Concelho, sendo escrivão d'elle, Lourenço Duraens e mestre pedreiro do mesmo Concelho João Gialdi». Segundo parece, o primeiro local da fonte deveria ter sido mais acima, em terrenos pertencentes ao dito tesoureiro. Por determinação camarária, de 9 de Março de 1848, passou a fonte para o princípio da rua, a pedido do proprietário do palácio do Conde da Guarda, Desembargador João Lopes Calheiros de Meneses, que contribuiu com a quantia de 48$000 réis. A primeira água veio a correr em 6 de Dezembro de 1848, sendo os sobejos concedidos ao palácio dos Senhores de Pancas, situado no Largo de Arroias, mediante o foro anual de 50 réis. Em 1935, foi tudo demolido, visto o terreno que lhe estava junto, ter sido aplicado à construção de edifícios.
Aproveitando o levantamento topográfico de Filipe Folque que acompanha este artigo, é de referir que, por esta data, os terrenos confinantes com Arroios, faziam parte do Concelho dos Olivaes, sendo a Câmara no Largo do Leão. Acresce a este facto, as quatro portas junto das quais funcionavam Casas de Despacho e só pelas portas respectivas é que se permitia a entrada de géneros na cidade.
As portas existentes na freguesia, que além do posto fiscal, possuíam também barreiras ou postos de despachos, eram as do Arco do Cego, na Estrada do Arco do Cego, a de Arroios, no final da Calçada de Arroios, do Largo do Leão, na Estrada da Charneca, e a da Estrada de Sacavém.

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Chafariz de Arroios, s/d, foto sem ref. ao autor, in a.f. C.M.L.

Chafariz de Arroios, sd, foto de Eduardo Portugal.

Chafariz de Arroios, s/d, foto de Eduardo Portugal

Atlas da carta topográfica de Lisboa,  n.º 6, 18

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 6, 1858, de Filipe Folque, in A.M.L., a vermelho, a última localização do chafariz, a azul, a Câmara Municipal dos Olivaes e a amarelo, as quatro Portas, ou Barreiras de Arroios.

Casa da Câmara dos Olivaes no Largo do Leão, 194

Câmara dos Olivaes no Largo do Leão, 1946, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Bibliografia:

"Revista Municipal", n.º 85


 

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